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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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O último duelo contra Voldemort

Em “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2”, a adrenalina é garantida

Ludmila Souza
Florianópolis
Fotos Divulgação/Warner/ND
Filme de ação encaminha para o confronto entre Harry Potter e Voldemort

 

Como encerrar uma franquia bilionária sem desapontar fãs, espectadores, estúdios e as futuras gerações? O desafio que o diretor David Yates encarou certamente foi mais do que cumprido: “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2” encerra a saga com chave de ouro.

A versão cinematográfica encarregada de concluir a aventura do jovem bruxo, agora um adulto, que desde a infância enfrenta o vilão Voldemort, dá conta do recado. Ao contrário dos demais filmes da franquia Harry Potter, “Relíquias da Morte Parte 2” se apresenta como um filme de ação, despejando o espectador dentro de pura adrenalina.

O filme continua a partir do exato ponto que é o fim do Parte 1. Toda a ação na busca de horcruxes de Lord Voldemort culminará no confronto máximo, a batalha final no semidestruído castelo de Hogwarts. Fãs dos livros podem reclamar das liberdades do roteirista Steve Kloves, mas podem ficar descansados: nenhum dos fatos da batalha final em Hogwarts ficou de fora.

As mudanças feitas foram escolhas felizes. Tomadas e efeitos visuais são de encher os olhos. As imagens, belas e fortes, fascinam a ponto do 3D parecer desnecessário, embora o efeito reforce ainda mais o fascínio da tela. As cenas de ação se concentram em dois lugares do mundo mágico: o Banco Gringotts e a Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, cujas míticas torres altas não mais são fonte de conforto e segurança, mas de perigo e angústia.

O visual sombrio e denso é quebrado por pequenas tiradas de humor e cenas românticas. Esses breves momentos de alívio, porém, não deixam o filme perder seu foco: a história e seu clímax, o confronto do herói e vilão.

 

Alan Rickman (encarnando Severo Snape) tem atuação elogiada pela crítica britânica

 

Ex-ator mirim, Daniel Radcliffe já vem há tempo fugindo da marca de eterno Harry Potter com outros papéis, inclusive no teatro.  Todo o esforço do jovem de 21 anos parece ter dado frutos. Na última vez que empunha a varinha de Harry Potter, Radcliffe demonstra mais intensidade dramática. Seus companheiros de telona Emma Watson (Hermione Granger) e Rupert Grint (Rony Weasley) também caminham na direção de despregar suas imagens da série potteriana.

A intensidade dramática de “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2” ganha vulto também graças à presença de atores britânicos formados da prestigiada Real Academia de Artes Dramáticas, como Maggie Smith, Ralph Fiennes, Michael Gambon e Alan Rickman, entre outros. Rickman, em especial, e sua atuação como Severo Snape nesse filme compensam a virtual subutilização de seu personagem nos sete filmes anteriores.

Sem estragar a supresa de ninguém, basta dizer que “Relíquias da Morte Parte 2” não deixa a ninguém dúvidas dos motivos que deram aos sete filmes anteriores um total somado de 6,8 bilhões de dólares em bilheteria. Seu sucesso no coração de crianças, adolescentes e adultos deve-se à escrita da autora J.K. Rowling, a única mulher no mundo a ficar bilionáriagraças a seus livros.

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