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Novos Baianos puxam o coro e o choro em show emocionante no Centrosul, em Florianópolis

Com energia espetacular, Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão apresentaram canções do álbum "Acabou Chorare"

Dariene Pasternak
Florianópolis
16/04/2017 às 17H18
O show dos Novos Baianos tem produção apurada - Luiza Filippo/Divulgação/ND
Novos Baianos soam atuais no show que tem produção apurada - Luiza Filippo/Divulgação/ND



O público tinha pistas do que ia encontrar no show dos Novos Baianos, no sábado (15), no Centrosul, em Florianópolis. A banda emblemática dos anos 1970, que voltou a se reunir recentemente, justamente veio apresentar aqui a turnê "Acabou Chorare os Novos Baianos se encontram", do álbum que figurou na lista dos 100 melhores do país, o melhor, inclusive.

Mas é só ao vivo para ver a completa explosão de energia e de talento desses músicos sessentões e setentões e a potência da coleção musical deles, algo que não se vê sempre por essas paragens.

Baby Consuelo é uma força maior - da voz à presença, algo meio psicodélico, é rock, bossa, samba, axé, tudo junto. “A Menina Dança” é a música dela, para ela, assim como “Tinindo Trincando” e o “Brasileirinho” – que ela faz quase virar um trava-língua, tamanho êxtase.

Paulinho Boca do Cantor puxou o coro: “Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés”, de “Dê um Rolê”. E dele veio um dos recados da noite, lembrando dos mentores grupo, além de Tom Zé também de João Gilberto, de voltar para casa, para a música brasileira. “Chega de Saudade”, selou o recado, com o público.

Moraes Moreira (o doce Moraes Moreira) incendiou com “Preta Pretinha” e lançou uma bomba de beleza e bossa com “Acabou Chorare”, a faixa-título do álbum emblemático. 

Baby Consuelo, ícone dos Novos Baianos - Luiza Filippo/Divulgação/ND
Baby Consuelo, ícone dos Novos Baianos - Luiza Filippo/Divulgação/ND



Pepeu Gomes é o melhor guitarrista, mesmo se passando um pouco na duração dos solos. Mas poxa, quando a gente vai ver isso de novo?

Luiz Galvão, o poeta dos Novos Baianos, com 79 anos, ficou durante todo o show no palco, mas como um guru do grupo. Fez algumas intervenções poéticas suficientes para reverenciar a plateia.

 O público era de uma diversidade só - diversidade na sua concepção intrínseca. Beijos de todos os tipos, pessoas de todas as idades e estilos, e abre espaço para ajudar o cadeirante fã chegar mais à frente do palco. Aliás, o palco com um cenário esplendidamente brasileiro, brilhoso, com uma Caravan ao centro estilizada à moda psicodélica, que é um minipalco também, com letreiro luminoso com o nome do grupo. E grandes baldes de lixo como se fossem abajures.

A proposta deles lá nos anos 1970, de responder com música e amor aos tempos difíceis, soa como um déjà-vu nesse 2017. Eles mostram que há uma alternativa. Se é preciso fugir para as montanhas que seja com boa música (e de carona na Caravan, de preferência). 

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