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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Nova produção da Novelo Filmes estreia em maio no festival de cinema fantástico Fantaspoa

Curta "O Segredo da Família Urso" se passa na década de 1970 e traz a ditadura militar como elemento da história

Juliete Lunkes
Florianópolis

Divulgação/ND
Filme é protagonizado por Liz Comerlatto, de oito anos

Com estreia marcada para o dia 10 de maio no Fantaspoa, festival internacional de cinema fantástico de Porto Alegre, o curta “O Segredo da Família Urso”, novo trabalho da Novelo Filmes, explora a ditadura militar como elemento de suspense na vida de uma menina de oito anos, em plena década de 1970. Recém-finalizado, o filme foi rodado em junho de 2013 na cidade de Lages, com verba do Prêmio Catarinense de Cinema 2012, e se prepara para entrar no circuito de festivais nacionais e internacionais já com a chancela da mostra competitiva na Capital gaúcha.

“A estreia no Fantaspoa é muito legal porque é um reconhecimento ao gênero dele, ele já sai para outros festivais com esse selo. Essa é a décima edição e vai durar duas semanas, com convidados de vários países”, conta a diretora do curta Cintia Domit Bittar.

Apesar de o tema soar batido, especialmente no ano em que o golpe militar completa 50 anos, Cíntia, que também divide a assinatura do roteiro com Will Martins, explica que a proposta do filme vai além, especialmente ao apostar no gênero horror.  “Nenhum tema é inesgotável, a gente tem essa sensação de que ele foi muito explorado, mas eu acho até que falta algo que converse melhor com o público. O filme nunca pretendeu falar sobre a ditadura, ela é só um elemento da história sobre uma menina vivendo aquele momento”.

Pelo ponto de vista da pequena Geórgia, vivida por Liz Comerlatto, que um dia consegue abrir seu quartinho de brinquedos longe dos olhos dos pais e da babá e encontra alguém lá dentro, o filme mostra uma família cheia de segredos em um clima bastante nebuloso. “É uma analogia a toda a geração que foi criança nesse período. Se já não havia informação para os adultos sobre o que estava acontecendo, imagina para a as crianças. Tem filmes sobre a ditadura dos gêneros policial e drama, mas acho que o horror mesmo é o que mais se encaixa”, observa a diretora.

 

Elenco e locação

Com exceção de Liz, que passou por um teste de elenco, todos os outros atores que participam do curta foram convidados pela equipe: Amélia Bittencourt, que já havia atuado em outros dois trabalhos da Novelo, "Qual Queijo Você Quer?" e “O Tempo que Leva”, Gilda Nomacce, Otto Jr. e Cleístenes Grott. Apesar ter sido a primeira vez de Cíntia dirigindo uma criança, ela mal percebeu que estava trabalhando com uma. “A Liz é uma mini-adulta, muito inteligente. Não tratei ela diferente dos outros atores e nem me preocupei, ela agia como se já tivesse muita experiência, só precisava entender a história. E ela compreendeu tudo, além de ter uma memória incrível”, elogia.

Uma das maiores dificuldades da equipe, entretanto, foi encontrar a casa ideal para rodar o filme. Depois muito procurarem, a sugestão na serra catarinense veio do diretor de produção, Marcelo Sabiá. Além de estar desocupada, a casa precisava ter dois andares, tinha que ser ambientada para a trama que se passa nos anos 1970 e localizada em um lugar sem muito barulho. Depois de escolhida a casa, os primeiros a entrarem em cena foram a equipe da arte, que teve bastante trabalho para transformá-la em uma casa tipicamente setentista.

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