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Músicos do Reis do Nada, de Florianópolis, colecionam números altos na internet

Com o segundo álbum, Ph e Laurinho dão força ao R&B e aos rappers e MCs da cena local

Karin Barros
Florianópolis
23/05/2018 às 11H16

Pode parecer uma caminhada a passos curtos em relação aos números de grupos nacionais do mesmo meio, mas dentro da cena de Florianópolis e até do Estado, a dupla Reis do Nada já apresenta feitos poucas vezes alcançados. Com vídeos de até 1,2 milhão no Youtube e uma média de mais de 80 mil ouvintes mensais no perfil via Spotify, Ph Collaço e Laurinho Linhares representam um futuro promissor na música R&B catarinense.

Laurinho Linhares (à dir.) e Ph Collaço viram deslanchas número de acessos na internet - Daniel Queiroz/ND
Laurinho Linhares (à dir.) e Ph Collaço viram deslanchas número de acessos na internet - Daniel Queiroz/ND


No início do mês de maio, os primos e parceiros de composições lançaram o segundo álbum da carreira, o “Ritmo & Blues”, que levou quase quatro anos para ser elaborado. Muitas das músicas desse CD já são bem conhecidas do público e outras inéditas. Ele é composto por nove canções com participações especiais de Santo, Barem, Barrabás, Eltin, Gazu, Makalister, O2 e Flora Cruz. Parcerias aliás, que são ponto importante na carreira que trilham desde 2012.

O Reis do Nada começou a ganhar reconhecimento dos fãs do ritmo após uma participação especial da dupla no clipe “Eu e você contra o mundo”, dos cariocas do Cacife Clandestino, em 2016, e que já tem quase 10 milhões de visualizações no Youtube. Assim como acontece no mundo dos youtubers, as músicas no estilo collab (colabora, em inglês), funcionam como meio de divulgação de dois ou mais músicos em canais diferentes. Elas aumentam a proporção de views e fazem o som chegar em pessoas que curtem a mesma pegada. Outras parcerias foram importantes para os músicos, como Luccas Carlos, um dos principais difusores do R&B no país, e rappers e MCs da Grande Florianópolis, como Santo, Barrabás, Barem e Eltin, valorizando ainda mais o que é produzido na cidade. 

Confira a música de trabalho do Reis do Nada



Com Laurinho, 37, a relação com a música começou pela banda Mirábilis, grupo que tocava na noite de Florianópolis no final da década de 1990. Também há cerca de dez anos, ele e os primos lançaram uma banda de músicas cover, e dai começou a surgir a vontade de um som mais pessoal e alternativo.

Mistura marcante dos beats

Em Reis do Nada, Ph e Laurinho trazem o R&B, som que surgiu na década de 1980, e que, segundo os músicos servia como base para o rap e hip hop americano que surgiu na sequência. Na música dos manezinhos, eles trazem ainda o jazz, blues e a batida marcante dos beats. “No berço, o R&B era mais orgânico, mas agora evoluiu para uma coisa mais eletrônica, um “neo R&B”, sendo mais cantado do que falado como é o rap”, explica Laurinho. Com participação especial de outros músicos na maioria das músicas que eles produzem, a dupla acredita que som sai da monotonia e acaba agradando outros estilos.

Nesta sexta-feira (25), o Reis do Nada lança oficialmente o CD, na Lagoa da Conceição. Porém, assistir a dupla ao vivo em Florianópolis ainda é um pouco difícil. Atualmente, a única festa que cultua o ritmo do rap, hip hop e R&B é a Like a Boss, que ocorre desde o ano passado na Fields, no Centro. O Reis do Nada vem abrindo algumas das apresentações, mas a agenda ainda está bem longe do esperado. Para os músicos, além das poucas casas que priorizam esse tipo de som, o que é produzido na cidade é pouco valorizado.

Um estúdio para as conexão músicais

As músicas são gravadas e mixadas no próprio estúdio do Reis do Nada, no Centro de Florianópolis, e ele acaba sendo o motivo de tantas conexões musicais. Por meio do estúdio, a dupla produz também trabalhos de outros grupos tendo uma renda além da dos palcos.

Dessas conexões surgiram grandes amizades, que chamam até de família. Algumas delas levaram ao trabalho paralelo, A Corte 787. O grupo reúne sete rappers e MCs para um trabalho mais despretensioso e que consegue reunir dentro de apenas uma música, a personalidade de vários pessoas. “Começamos a gravar como válvula de escape, como um trabalho que não fosse o principal de ninguém. Ficou algo mais livre, cada um escrevendo um pedaço bem pequeno”, diz Ph, 30. A próxima etapa agora é reunir A Corte 787 em um sítio, numa espécie de “internação”, como eles chamam, para gravar os novos sons que já estão no papel.

Serviço
O quê: lançamento de "Ritmo & Blues"
Quando: 25/5, 20h
Onde: Black Joy, Rua Manoel Isidoro da Silveira, 655, Lagoa da Conceição, Fpolis
Quanto: R$ 20 até as 22h

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