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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Museu Victor Meirelles celebra 60 anos de fundação com exposição do acervo

Mostra "Viagem em Torno do Museu: 60 Anos de Museu Victor Meirelles” segue até janeiro de 2013

Carol Macário
Florianópolis
Divulgação / ND
Obra "Vue de L'île de Ste. Catherine", de Gaspard Duché de Vancy, de 1799

Como numa expedição artística, ou uma viagem à história do mundo (da arte, de Santa Catarina, dos artistas) a exposição que celebra os 60 anos de fundação do Museu Victor Meirelles, no Centro da Capital, é inspirada nas experiências e narrativas de viajantes e artistas.  Só que a rota estabelecida foi subvertida: em “Viagem em Torno do Museu: 60 Anos de Museu Victor Meirelles”, o acervo da instituição mantido no andar superior, na sala de exposição de longa duração, com obras antigas e pinturas de Victor Meirelles (1832 – 1903), abre o caminho que leva à contemporaneidade, e atravessa os momentos da produção artística brasileira ao longo dos séculos 19, 20 e 21.

A mostra é dividida em quatro módulos e pensada a partir de dois pilares. O primeiro aborda a formação do acervo da instituição, que contempla a produção artística de Victor Meirelles e de artistas da década de 1950 até hoje. O segundo pilar está centrado na narrativa dos viajantes, derivando daí a ideia da viagem em torno do Museu. Nessa linha, estarão expostas principalmente obras pertencentes ao acervo da instituição, com destaque para as que integram o chamado núcleo inicial.

 Os módulos que compõem a exposição “Viagem em Torno do Museu” funcionam como um percurso para visitação. O porto de partida no Módulo 1, intitulado Plano de Viagem, é a gravura que registra a passagem da expedição de Lapérouse pela Ilha de Santa Catarina, em 1785, junto com o “Estudo de Traje Italiano”, de Victor Meirelles, realizado na Ilha de Ischia, na Itália. Victor Meirelles também foi um viajante, sobretudo durante seu pensionato artístico europeu, entre os anos de 1853 e 1861.

Visões do Novo Mundo, título do Módulo 2, trata do imaginário associado ao Novo Mundo.  Portanto estão expostas obras pertencentes ao acervo do Museu que retratam esse aspecto, tanto do ponto de vista do europeu em relação ao Novo Mundo, quanto em sentido oposto, daí a inclusão da obra “Paisagem a Caminho de Dresden”, de autoria de Paulo Gaiad.

Diálogos com a contemporaneidade

Sem as trocas e os escambos, do Módulo 3, não era possível atravessar o mundo a bordo de embarcações.  Obras como a “Degolação de São João Batista” (c. 1855), de Victor Meirelles, alude também a outros níveis de trocas, por exemplo as sociabilidades intelectuais entre Victor Meirelles e seu mestre, Manuel de Araújo Porto-Alegre, registradas nas trocas de correspondências entre eles.

Neste módulo, a proposta é mapear e estimular processos colaborativos contemporâneos, acompanhando a produção de dois artistas convidados  ao longo de seis meses.  Assim, em vez de expor apenas o resultado dessas trocas, o Museu Victor Meirelles também disponibilizará uma plataforma virtual em que o público pode acompanhar as publicações de tudo que significar comunicação entre eles, desde textos, imagens, vídeos, links, citações, áudio e os diálogos.  Os artistas convidados são Giba Duarte e Giorgio Filomeno.

Por fim, no Módulo 4, intitulado Diário de Bordo, será apresentado o vídeo “Vera Cruz”, de Rosangela Rennó, em que a artista propõe, de forma supositiva, como se deram os diálogos entre os componentes da esquadra de Cabral no momento exato do descobrimento do Brasil. Como parte integrante deste módulo estará exposto também o trabalho “Diário de Viagem”, dos artistas Lara Montechio e Bruno Bachmann. Trata-se de um caderno, manuscrito, com textos e desenhos simulando um diário de bordo, só que com foco na ideia do tema da exposição. Localizado no final da mostra, a obra convida o expectador a fazer uma nova visita, tomando o caminho de volta, e lançando um provável olhar diferente para as mesmas obras já vistas.

Museu foi fundado em 1952

O museu Victor Meirelles foi inaugurado em novembro de 1952. O prédio onde nasceu o artista catarinense, típico sobrado lusobrasileiro, foi tombada em 1950, quatro anos depois de ter sido comprado pelo Governo Federal. Desde então o museu vem construindo uma história, um acervo e um ambiente que se relacionam com a produção artística, desde o século 18 até hoje. 

O processo de formação do acervo museológico, ao longo de seis décadas, acabou resignificando a própria Instituição, sobretudo a partir da década de 1990, quando trabalhos artísticos modernos e contemporâneos passaram a ocupar suas salas de exposições e a reserva técnica.

Programação de aniversário

Hoje

10h - Ação educativa com alunos da Escola de Educação Básica Simão José Hess
16h - Mediação com acadêmicos do Curso de Museologia (UFSC)
19h - Abertura da exposição 

23/11

19h - Lançamento dos livros “Arquivo Debilitado – o gesto de Evandro Affonso Ferreira”, de Júlia Studart (Dobra Editorial); “Jogo de Varetas” e “As Mãos” (editora 7Letras), de Manoel Ricardo de Lima

27/11

19h - Sessão solene na Câmara Municipal de Vereadores em homenagem aos 60 anos do Museu Victor Meirelles

28/11

20h - Exibição ao ar livre dos vídeos produzidos durante a Oficina de Introdução ao Stop-Motion, com Diego de los Campos

29/11

16h - Palestra: Os viajantes na Ilha de Santa Catarina, com Gilberto Gerlach 

Serviço

O quê: Exposição “Viagem em Torno do Museu: 60 Anos de Museu Victor Meirelles”
Quando: Hoje, 19h (abertura). Visitação até 17/2/2013, terça a sexta, 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 10h às 14h
Onde: Museu Victor Meirelles, rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis, tel. 3222-0692
Quanto: Gratuito

 

 

 

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