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Museu e Palácio reabrem nesta terça-feira e Memorial Cruz e Sousa deve iniciar reforma

Fechado desde sua abertura, o memorial que homenageia o poeta catarinense teve problemas estruturais

Karin Barros
Florianópolis
10/04/2018 às 09H44

Pela primeira vez o Museu Histórico de Santa Catarina, o jardim e o Palácio Cruz e Sousa, no Centro de Florianópolis, ficaram por 40 dias fechados para restauração. O intuito do fechamento total do espaço, que já foi sede do governo do Estado, era dar mais agilidade ao processo. A reabertura ocorre na noite desta terça-feira (10) com a presença de autoridades. 

O Museu Histórico de Santa Catarina ficou fechado por 40 dias para a restauração - Daniel Queiroz/ND
O Museu Histórico de Santa Catarina ficou fechado por 40 dias para a restauração - Daniel Queiroz/ND


O último restauro completo, segundo Maria José Brandão, a então administradora do local, foi em 1977. Nos anos 2000 houve um fechamento completo por um curto período de tempo, e em 2006 houve uma reforma dos jardins, em que também foram feitas algumas melhorias na rede elétrica da parte externa. A diretora de preservação do patrimônio cultural, Vanessa Pereira, afirmou que a obra foi mais rápida do que eles haviam previsto, visto que a expectativa era reabrir o espaço apenas no início do mês de maio. 

Os procedimentos para recuperação e restauro das pinturas murais (internas) começaram em 2014. Os trabalhos estão sendo realizados por Marcia Regina Escorteganha, doutora em Pintura Mural pela UFSC em convênio com a Université Jean Mouriet de Sant Etienne. Uma pequena sala do palácio foi deixada para o final para mostrar ao público como estava a situação do prédio histórico. 

O último reparo completo realizado no Palácio Cruz e Sousa foi em 1977 - Daniel Queiroz/ND
O último reparo completo realizado no Palácio Cruz e Sousa foi em 1977 - Daniel Queiroz/ND


Os bustos dos governantes que passaram pela sede também estão sendo restaurados. Já a pintura rosa e branca da fachada do prédio não precisou ser refeita, tendo passado apenas por uma lavagem. Outro detalhe que voltará a ser marca do palácio é a presença da bandeira do Brasil e de Santa Catarina no alto do prédio. Novos chinelos para uso dos visitantes dentro do museu também foram disponibilizados, o quê evita os riscos e desgastes no assoalho de marchetaria que também passou por reparos.

A reforma finalizada no início de abril serviu principalmente para dar segurança na área elétrica do prédio, que tinha pelo menos 30 anos de uso. Segundo a conservadora e restauradora Marcia, que trabalha há cinco anos no local e está há mais de 30 na FCC (Fundação Catarinense de Cultura), todos os rodapés foram retirados para a troca dos fios das tomadas, e as lâmpadas internas e externas agora são de LED, trazendo mais economia. Os lustres holandeses presentes na maioria dos cômodos do palácio também foram restaurados. 

A recuperação e restauro das pinturas murais estão sendo feitos por Marcia Regina Escorteganha - Daniel Queiroz/ND
A recuperação e restauro das pinturas murais estão sendo feitos por Marcia Regina Escorteganha - Daniel Queiroz/ND


“Nos imóveis antigos, a instalação elétrica é importante porque elas também são antigas, e podem causar incêndios que destroem o prédio, as pinturas. Além de deixarmos o prédio mais bonito com a iluminação nova, também deixamos ele mais seguro e adequado às novidades, com mais tomadas, por exemplo”, salientou a diretora Vanessa. 

Com a reforma, o Museu Histórico de Santa Carina ganhou mais duas salas expositivas que estavam servindo apenas de depósito, além de reparos na sala chamada de auditório. Ambas dão acesso ao jardim, amplificando ainda mais o número de pessoas que podem visitar exposições e lançamentos de livros, por exemplo. O depósito deve ganhar novo destino com a reforma do Memorial Cruz e Sousa, no jardim, que deve começar nos próximos dias. A entrada principal do palácio também fica provisoriamente entre a rua Trajano e a Tenente Silveira.

Obra polêmica

O Memorial Cruz e Sousa é uma das grandes incógnitas da cultura catarinense, já que ele foi inaugurado em 2010, mas se mantém fechado desde então. Segundo a conservadora e restauradora do palácio, a obra apresentou diversos problemas estruturais, entre eles o deck, que foi construído diretamente na laje da casa de máquinas causando infiltrações no local da onde parte toda a energia do prédio.

Inaugurado em 2010, Memorial Cruz e Sousa permanece fechado desde então - Daniel Queiroz/ND
Inaugurado em 2010, Memorial Cruz e Sousa permanece fechado desde então - Daniel Queiroz/ND


O dinheiro para a obra está disponível há pelo menos quatro anos. Porém, após diversos problemas com a empresa que executou o projeto, nada foi feito. Em respeito às cinzas do poeta catarinense que dá nome ao local, elas foram retiradas e expostas dentro do palácio, em uma sala destinada aos seus feitos, e que agora também dá acesso a um segundo jardim com vista para a Catedral Metropolitana.

A ideia é que a empresa vencedora da licitação em 2014 mantenha o projeto arquitetônico do local, e execute a obra com tapumes e o museu em funcionamento. Agora, prestes a dar início a reforma, espera-se que embaixo do Memorial possa existir o depósito do museu e do palácio.

Serviço

O quê: Museu Histórico e Palácio Cruz e Sousa
Quando: de terça a domingo, das 10h às 18h
Onde: entradas pela rua Trajano ou Tenente Silveira
Quanto: R$ 5 e R$ 2 (estudantes); domingo é gratuito

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