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Morre o artista, curador e crítico de arte João Otávio Neves Filho, o Janga, aos 72 anos

Janga, que fundou a Casa Açoriana: Artes e Tramoias Ilhoas, era um curador atuante no Estado e também um incentivador de artistas.

Dariene Pasternak
Florianópolis
17/08/2018 às 20H00

 O artista, curador e crítico de arte João Otávio Neves Filho, o Janga, morreu nesta sexta-feira aos 72 anos. Ele estava internado desde 14 de julho no Hospital Baía Sul, após sofrer um AVC. Janga deixa uma filha, a atriz e produtora Luiza Lorenz. Seu corpo será velado na capela do Cemitério Municipal São Francisco de Assis (Itacorubi) e o sepultamento ocorrerá às 11h deste sábado.

Janga era artista plástico, crítico de arte e animador cultural. Cursou artes plásticas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, programação visual na Fundação Armando Álvares Penteado, xilogravura com Anna Carolina, litografia com Antonio Grosso e arte contemporânea com Romanita Disconzi.
Janga foi curador de exposições importantes no Estado e também publicava com frequência suas críticas em jornais  - Rosane Lima/Arquivo/ND
Janga foi curador de exposições importantes no Estado e também publicava com frequência suas críticas em jornais - Rosane Lima/Arquivo/ND



Dirigiu a Acap (Associação Catarinense dos Artistas Plásticos) de 1982 a 1986. Desde 1985 estava à frente da Casa Açoriana: Artes e Tramoias Ilhoas, espaço em Santo Antônio de Lisboa que reúne exposições de artistas de Santa Catarina e visa valorizar em todas as suas manifestações produzidas no Estado. Atuou no Conselho Estadual de Cultura por três mandatos e era também membro da ABCA-AICA (Associação Brasileira de Críticos de Arte) e integrou o Grupo Nossarte. Por quatro vezes foi júri no Salão Nacional Victor Meirelles.

Expôs nos principais centros culturais do país. Por seu trabalho à frente de associações como a Acap teve o reconhecimento do renomado crítico Harry Laus, o qual declarou que Janga desenvolveu um importante trabalho em prol da atualização da arte catarinense.

Com olhar apurado, analítico e vanguardista, Janga com frequência publicava críticas em jornal, inclusive no Noticias do Dia, e mantinha o blog C’a pá virada, onde se manifestava sobre exposições e a imobilidade de políticas culturais e ou a pouca atuação de espaços culturais.

Como curador, se destaca em várias frentes, desde a descoberta e incentivo a produção de artistas, como os naifs Neri Andrade e Valter Alves e a artista Maria Celeste Neves, ou o contemporâneo Rodrigo Cunha. Também foi curador de inúmeras exposições importantes, como a do Masc (Museu de Artes de Santa Catarina), de 60 anos, do pintor Sílvio Pléticos, e coletivas que reuniu nomes como Rubens Oestroem, Jandira Lorenz, Janga, Eli Heil, Antônio Rozik e Elias Andrade. Recentemente ainda fez os textos e críticas de apresentação da exposição “Arte Catarinense – Memória Preservada”, que reuniu cem anos de história na arte do Estado na galeria Helena Fretta neste ano.

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