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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Mônica Siedler apresenta solo de dança contemporânea em Florianópolis nesta quarta-feira

"O pior de mim" é uma pesquisa realizada desde 2014 sobre comportamentos viciados

Karin Barros
Florianópolis
Bruno Ropelato/ND
Mônica faz uma parceria com o VJ Bruno Bez na apresentação desta quarta


Foi depois de um curso de teatro em São Paulo, em 2014, que Mônica Siedler notou que não gostava do seu próprio comportamento físico, aparentemente viciado, e hábitos. Ela estava em um momento através de exercícios para criar a persona do ator, de análises comportamentais, em que um ficou observando o outro. 

Na noite de hoje ela apresenta ao público o resultado dessa pesquisa. O solo de dança contemporânea acontece no MIS (Museu da Imagem e Som) do CIC, em Florianópolis. “Enquanto eu fui pesquisando sobre essas análises em uma sala de ensaio, fui entrando profundamente nesse assunto e começando a pensar sobre. Primeiro tive o título e depois entrei nesse imaginário do pior de mim. O solo é um canal que abro para que cada um possa experienciar dentro de si essas forças que agem dentro da gente, do pior e do melhor”, explica. O trabalho terá cinco apresentações em locais diferentes da Capital até maio. 

Mônica, que é de Florianópolis, trabalha há mais de 15 anos com teatro e dança, e a pesquisa acabou se tornando uma reflexão do seu trabalho enquanto artista, do lugar que quer ocupar no mundo; como se relaciona com o trabalho e aceita seu corpo. “Fiquei a vida inteira buscando técnicas para melhorar o meu desempenho, mas o que tem ali, é meu, é viciado, é o que fui adquirindo durante a vida inteira. Parei de lutar contra e comecei a fazer o oposto”, afirma ela sobre colocar uma lente de aumento em suas características físicas.

Apesar do título remeter a uma ideia de dualidade, a artista explica que o diálogo se trata de abertura, de tentar fugir da ideia de sucesso, do querer que as pessoas gostem dela, e abrir para um lugar mais de contato, “aceitando que estamos fadados a sucessos e fracassos”. Mônica, além de ser a intérprete do solo, é quem o criou, concebeu e dirigiu, contando com o apoio de pesquisa de Barbara Biscaro. Porém, tudo que será apresentado nesta noite e nas demais nasceram de atravessamentos de amigos das artes, literatura, professores universitários e conversas de bar. “Esse corpo é perpassado por essas pessoas, por isso gosto de dizer que é um modo de estar em dança, um “modo Mônica de ser em dança”, que perpassa tanto pela minha história física assim como pelo momento atual do país. Vou para uma sala de ensaio pensando nessas coisas, e isso está agregado a esse corpo”, diz. 

O espetáculo, viabilizado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, não é fechado em um formato único por ser um corpo em ação no espaço e no tempo, além de ser influenciado pelo local onde é apresentado, as pessoas que assistirão, e as que participarão do momento, como é o caso desta quarta-feira, com o VJ e artista visual Bruno Bez. “É como esse pior de mim vai lidar com essas pessoas, então tem uma abertura pra improvisação”, pontua a artista. 

A peça é dedicada ao ator, escritor e produtor cultural Christiano Scheiner, que morreu no ano passado, enquanto o projeto de Mônica ainda estava em andamento. Eles eram, antes de parceiros nos palcos, amigos de faculdade. Ela explica que na época ficou mais de um mês “um pouco perdida”, e que esse momento também transpassa por sua interpretação corporal em “O pior de mim”.

Serviço

O quê: “O pior de mim”, de Mônica Siedler
Quando: 20/4, 20h
Onde: MIS, CIC, avenida Irineu Bornhausen, Agronômica, Florianópolis
Quanto: gratuito 

Outras apresentações 

25/4, 20h, no Ceart/Udesc

29 e 30/4, 20h, no Teatro da Armação

12/5, 22h15, Projeto Sol da Meia Noite, no Bloco de Artes Cênicas, UFSC 

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