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Livro infantil sobre Florianópolis, “O voo da pandorga mágica” ganha segunda edição

Com o intuito de agregar ao trabalho dos professores em sala de aula, a nova versão traz mais mapas e ilustrações

Karin Barros
Florianópolis
09/04/2018 às 08H35

Em 2012 a arquiteta, historiadora e professora apo­sentada da Unisul Eliane Veras da Veiga, 58 anos, morado­ra de Florianópolis, lançou seu primeiro livro infantil. Mal sabia ela a surpresa que a literatura para crianças lhe re­servava. “O voo da pandorga mágica” conta a história de dois irmãos, Raquel e Thiago, que participam de um fes­tival de pipas, conhecem um homem misterioso e topam um passeio que ele oferece em uma pandorga mágica.

Para a arquiteta e historiadora Eliane Veras da Veiga, a obra é ferramenta de conhecimento - Daniel Queiroz/ND
Para a arquiteta e historiadora Eliane Veras da Veiga, a obra é ferramenta de conhecimento - Daniel Queiroz/ND



A aventura leva os irmãos para diversos locais de Florianópolis, São José e até do arquipélago dos Açores, no oceano Atlântico, contando um pouco da história e da cultura que a capital catarinense contém. O roteiro, que remete um pouco aos clássicos Aladdin e Peter Pan, sur­giu de um sonho que Eliane teve, e demorou a ser levado ao público por resistência da própria autora.

Depois do grande sucesso de vendas e de visitas a 30 escolas públicas e particulares, o livro retorna às bancas em 2018 em segunda edição revisada e ampliada, com ilustrações de Rafael Schnell e um projeto para teatro de bonecos. Eliane vê na obra a oportunidade de ofere­cer uma nova e atraente ferramenta de produção de co­nhecimento para uso em sala de aula. “As escolas pedem assuntos sobre a cidade, relacionados à geografia, ao fol­clore e à cultura popular, e agora nesta reimpressão eu também trago mapas”, explica ela.

O recurso para o teatro está no FIA (Fundo da In­fância e do Adolescente), com apoio da Engie, mas por conta dos trâmites burocráticos ainda não foi resgata­do. Por meio dele, os bonecos circularão pelas escolas para os professores e alunos interagirem com os per­sonagens. Aliás, esses são inspirados nos seus próprios filhos, que já são adultos e têm os mesmos nomes da história. Em algumas visitas a escolas, Eliane conseguia levar a filha Raquel, 28, para a contação de história, e lembra que as crianças ficavam deslumbradas por co­nhecerem a personagem de carne e osso do livrinho que haviam acabado de ler.

Emoção e retorno

Por causa da relação ao vivo que a autora criou indo até as escolas que trabalharam com sua obra, ela coleciona momen­tos de pureza e inocência das crianças após a leitura. Em casa, guarda com carinho presentes de atividades escolares de alu­nos de 6 a 13 anos que por meio da pipa mágica criaram novas aventuras e brincadeiras educa­tivas. “Quando escrevemos para crianças envolvemos o fantás­tico, o imaginário, a verdade, a ética. Acho que é um trabalho de responsabilidade infinitamente maior que escrever para adul­to, e que traz emoções e retorno sem igual”, diz Eliane Veras.

Da Costa da Lagoa ao Sertão do Peri, passando pela Catedral, Centro da cidade e Santo Antô­nio de Lisboa, o livro de Eliane faz um sobrevoo por regiões que marcam a cultura do floria­nopolitano e sugerem o tempo todo novos assuntos a serem tratados com os pequenos. Al­gumas turmas realizaram tam­bém passeios externos pelos lo­cais citados no livro.

Além da Grande Florianópo­lis, alunos de escolas de Imbitu­ba, Lages e Brusque, e até uma da ilha de São Miguel, no arqui­pélago dos Açores, leram e se empolgaram com o livro, entre 2012 e 2014.

Além da obra “O voo da pandorga mágica”, a arquiteta tem outros três trabalhos rela­cionados à história de Floria­nópolis, do transporte público e da arquitetura açoriana, mas afirma que novos livros infantis estão em processo e deverão dar sequência às his­tórias da pandorga.

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