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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Justiceiro Joceli é o primeiro super-herói autêntico de Florianópolis

Agente da Justiça Federal vira personagem de história em quadrinhos

Marciano Diogo
Florianópolis
Rosane Lima / ND
Justiceiro Joceli lança sua primeira graphic novel no próximo sábado na Capital catarinense


E quem disse que os super-heróis não existem? Radicado na Ilha, Joceli Righi, 42, prova que os desacreditados estão errados. Joceli é agente da Justiça Federal e garante a segurança dos juízes da Capital catarinense. Em 2012, ele criou com seu colega Rodrigo Castilhos, 35, o personagem Justiceiro Joceli – o primeiro herói original de Florianópolis, que neste mês ganhou sua primeira HQ. A aventura “Justiceiro Joceli e a Ilha da Ponte de Prata” teve cerca de 10.000 exemplares impressos.

Joceli, que é natural da cidade de Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul, mas já mora em Florianópolis há mais de 20 anos, conta que a ideia de criar o personagem surgiu em uma festa à fantasia anual promovida entre amigos, quando se caracterizou como super-herói. “A partir daí o Justiceiro Joceli ganhou destaque e os colegas começaram a perguntar quando ele apareceria novamente. Me surpreendi com o rumo que tomou a história. Virei super-herói”, diz.

Além de trabalhar na Justiça Federal, ele também é tricampeão de kart, veículo que também faz parte da “fantasia” do personagem. O Justiceiro Joceli é um tanto atrapalhado, sincero demais, cordial e prestativo – o personagem é baseado em sua própria personalidade e a história em quadrinhos inspirada em fatos reais: grande parte dos personagens existe de fato. Por ser habilidoso, porém engraçado, não muito polido – fala palavrões e jargões –, ele é uma mistura de herói e anti-herói.

“É muito engraçado porque alguns colegas se reconhecem no gibi. Ele é um super-herói que também enfrenta problemas de cidadãos comuns, como por exemplo, falta combustível no carro e tem dor de dente”, conta o trabalhador da Justiça Federal. Além de seu kart turbinado, o herói também tem um “cinto de inutilidades”, repleto de ferramentas que o ajudam a tirá-lo de emboscadas armadas pelos vilões que enfrenta.

Na vida real, Joceli tem licença para andar armado e até já fez um curso de segurança pessoal com a SWAT, especializada polícia norte-americana. Na ficção, o justiceiro enfrenta um vilão que busca destruir a ponte Hercílio Luz para ressuscitar um monstro mitológico. “Os manés da Ilha podem se ver nele, ter essa identificação”, observa.

Gotham City brasileira
A primeira graphic novel do Justiceiro Joceli será lançada oficialmente na noite de sexta-feira na pista de kart do Continente Shopping – na ocasião o personagem demonstrará suas habilidades com o carro de corrida. Com roteiro do jornalista Romeu Martins, 38, e ilustrações do desenhista Victor Vic, 26, a HQ tem 48 páginas e custará R$ 25.

Reprodução / Ilustração Victor Vic
Herói combate o crime e salva a Ponte Hercílio Luz da destruição em seu primeiro HQ


“O projeto começou a ser tocado oficialmente em janeiro, levamos uns quatro meses para desenvolvê-lo. É um personagem bem notório, tem uma versão bem caricaturada. Em geral os heróis seguem um padrão arquétipo, mas o interessante é que o Joceli é um cara comum”, pontua o desenhista Victor Vic. O cenário de Florianópolis é presente. “Tentamos transpassar isso, transformá-la em uma espécie de Gotham City brasileira”, completa o desenhista.

Já no roteiro da história, Romeu Martins fez um intenso trabalho de pesquisa para acrescentar características aos personagens e transpô-las para o gibi. Por exemplo, a força de Justiceiro vem da gemada e sua kriptonita é o coquetel Dry Martini. “Eu assisti toda a filmografia de James Bond e li alguns livros sobre a ponte Hercílio Luz, tudo para buscar elementos que construíssem a história de maneira autêntica e criativa”, conclui o jornalista.

Mesmo voltado ao público mais adulto, são as crianças que caíram no gosto. “Inicialmente, eles não eram nosso público, mas observamos que elas se identificam com o personagem”, conta o dentista Rodrigo Castilhos, que ajudou a conceber o personagem.

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