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Jovem empresário Ivo Pires, dos elogiados Amalfi e Noma, planeja carreira e novas casas

A casa de sushi, projeto mais recente do florianopolitano, deve começar a ganhar o Brasil a partir do ano que vem

Karin Barros
Florianópolis
13/10/2017 às 20H57

Desde os 14 anos Ivo Pires já queria empreender, mas o pai recomendava que ele começasse a planejar algo apenas no papel porque ainda era cedo, claro. O florianopolitano hoje tem 28 anos e tinha tudo para ser um empresário do ramo da construção civil na Capital. Por um tempo até tentou tocar uma empresa que fazia casas geminadas, mas aquilo não lhe trazia satisfação.

Ivo Pires - Joyce Reinert/ND
Ivo Pires almeja ser dono de uma rede de restaurantes em dez anos - Joyce Reinert/ND


A gastronomia sempre foi algo que lhe trouxe prazer, e foi ai que encontrou a fórmula do sucesso. Não como chefe, porque a cozinha não é o seu forte, mas como o criador de dois restaurantes badalados da Ilha, que costumam inclusive atrair celebridades nacionais. Tudo começou com o Jardins, no Centro Histórico de São José, que vendeu há quase dois anos, mas se orgulha da história.

Em seguida veio o Amalfi, em Santo Antônio de Lisboa, que está prestes a completar um ano. Inspirado na Costa Amalfitana, na Província de Salerno, na Itália, local pelo qual é apaixonado, “quis trazer um pedacinho para Florianópolis”, como ele mesmo diz. O espaço é claro, com tons de branco, rosa e azul e teto de bambu, tudo com toques referenciando o litoral italiano.

A especialidade do Amalfi são os frutos do mar, com destaque para o polvo, risoto de lagosta e o peixe com banana (prato mané), mas também trazem pratos da Costa Amalfitana, como a pasta nero de sépia. À frente da cozinha estão os chefes Geff Daros e Eduardo Capela.

Atualmente, o restaurante está passando por mudanças na logo e no cardápio, visando valorizar ainda mais a gastronomia orgânica com produtos produzidos por famílias da região. Em novembro também deve ser inaugurado o Amalfi Café.

risoto de lagosta do Amalfi - Joyce Reinert/ND
Risoto de lagosta do Amalfi - Joyce Reinert/ND


O empresário não para e quer tornar o novo espaço, que será localizado em frente ao restaurante, no primeiro café totalmente orgânico de Florianópolis. Segundo Ivo, 90% de tudo que é utilizado na casa já é produzido por eles mesmos, como a manteiga de ervas e os pães de fermentação natural. A ideia do Café é por esses produtos à venda, ter uma horta do chefe, espaço kids com monitoramento via aplicativo de celular, espaço pet com canil e fazer empréstimo de bicicletas para passeios na orla. “Queremos proporcionar um local que as pessoas possam ter um lazer com o cachorro, com o filho, sem se preocupar com o tempo”, coloca ele.

Novidade no verão

Há cinco meses Ivo inaugurou no Centro de Florianópolis o Noma Sushi, uma casa que mistura arte, gastronomia e música. “Sempre quis fazer um restaurante que fugisse do comum. Sempre gostei muito daquela atmosfera que a gente até brinca sobre ‘se espelhar no jeito Disney de ser e fazer’. Queremos gerar uma expectativa na pessoa e supri-la”, explica o empresário.

Tartar de salmão com alho poró e raspas de limão siciliano - Joyce Reinert/ND
Tartar de salmão com alho poró e raspas de limão siciliano - Joyce Reinert/ND


O Noma se posiciona como um restaurante urbano, comum em Londres e Nova York, focado em apresentações de pratos bem elaborados com processos de qualidade diferenciados. Ivo explica que no local o peixe é manipulado dentro de uma sala quadrada, sem janela, com o sushiman vestido todo de branco. Segundo ele, é o único em Florianópolis com esse método. O chef responsável é Rafael Portes.

O negócio parece ter dado tão certo que o Noma terá filiais. A primeira será em Jurerê Internacional e tem previsão de inauguração em dezembro. Por lá, a ideia é fazer o restaurante ter uma relação maior com a natureza e a praia, com deque com teto retrátil, por exemplo. No novo espaço também terá narguilé para os clientes. No próximo ano o restaurante japonês ganhará uma filial em São Paulo. O empresário segue a risca a dica do pai e em dez anos se vê como dono de uma rede de restaurantes, provavelmente levando o nome Noma para todo o país.

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