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Joel Pacheco expõe em Florianópolis fotos de regata baleeira feita em Açores

O pesquisador estuda o assunto há pelo menos nove anos e já foi oito vezes ao arquipélago

Karin Barros
Florianópolis
16/04/2018 às 11H26

O arquiteto, fotógrafo e programador visual Joel Pacheco estuda há pelo menos nove anos o surgimento, a produção e a utilização da baleeira no arquipélago açoriano e na orla de Santa Catarina. O resultado de sua última viagem para os Açores pode ser visto a partir de hoje, às 14h, na exposição fotográfica, “A Baleeira Açoriana”, no Hall do Plenarinho da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), em Florianópolis. A mostra chega com o objetivo de prestigiar as comemorações dos 270 anos de presença açoriana em Santa Catarina.

Embarcações de Açores e de Florianópolis são parecidas  - Joel Pacheco/Divulgação/ND
Embarcações de Açores e de Florianópolis são parecidas - Joel Pacheco/Divulgação/ND



A pesquisa e as fotos são baseadas na oitava viagem que Pacheco realizou aos Açores no ano passado. Por lá, durante um mês, ele fotografou as nove ilhas do arquipélago e acompanhou uma regata de baleeiras na cidade de Horta, Ilha do Faial, durante as festas da Semana do Mar. “Registrei desde a concentração delas ao encontro no mar, com homens, mulheres e crianças, é um evento muito grande lá”, contou. Na Alesc também estarão expostos duas miniaturas de baleeira (uma açoriana, outra catarinense), confeccionadas pelo artesão Leandro Mello Menghini, de São José.

O arquiteto encontrou muitas semelhanças e diferenças – sendo que as peculiaridades mais visíveis estão nas técnicas de feitio, desde a madeira até as medidas utilizadas. Contudo, a desigualdade maior entre elas é talvez, segundo Pacheco, a preocupação com a própria existência, e foi isso que o moveu a iniciar a pesquisa. “Eu via pelas minhas andanças muitas embarcações dessas abandonadas pela Ilha e é uma embarcação que tem projeto naval muito requintado, e a questão de navegabilidade era muito boa”, explica. Nos Açores, a baleeira é apelidada de “flecha no mar” e “joia” e na Ilha de Santa Catarina a “rainha do mar”. Essa pequena embarcação era conduzida apenas a remo ou a vela e enfrentava alto-mar para matar animais de até 60 toneladas.

O Governo da Região Autônoma dos Açores incentiva a produção de baleeiras com base em projetos existentes, concede benefícios financeiros, pois todas as embarcações são tombadas pelo governo como patrimônio histórico cultural e o batismo é uma solenidade prestigiada por autoridades, com bênção do padre e seguida de festa. Já em Florianópolis, a tradição vem se perdendo com o tempo, e o feitio da baleeira não é repassado aos pescadores sucessores, fazendo-os recorrer a outras embarcações para enfrentar o mar..


Serviço
O quê: “A Baleeira Açoriana”
Quando: de 16 a 27/4
Onde: Hall do Plenarinho da Alesc, rua Jorge Luz Fontes, 310, Centro, Florianópolis
Quanto: gratuito

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