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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Homenagem a Elke Hering em Blumenau

Os 20 anos da morte da artista blumenauense serão lembrados com exposição de suas obras

Edinara Kley
Florianópolis

Em 19 de fevereiro de 1994 Santa Catarina perdia Elke Hering, ícone das artes plásticas do Estado, que transitava entre a pintura, a escultura, o desenho e a gravura. Passados 20 anos de sua morte, a artista será homenageada com uma exposição de suas obras que fazem parte do acervo do MAB (Museu de Arte de Blumenau).

 

Divulgação
Obras da artista serão expostas no Museu de Arte de Blumenau

 

Além da exposição, a memória da artista catarinense será saudada com a apresentação do documentário “Ausência é só lembrar”, de Cristiane Soethe. As celebrações de sua vida e obra se estendem ao mês de maio, quando acontece a abertura da 11ª Edição do Salão Elke Hering Mostra Nacional Contemporânea de Artes Visuais, bienal que traz produções artísticas locais e nacionais.

Elke Hering Bell nasceu em Blumenau, dia 10 de agosto de 1940. Aos 17 anos começou sua carreira, como auxiliar do artista alemão Lorenz Heilmair na pintura de vitrais da igreja matriz de São Paulo Apóstolo. No ano seguinte já partia para uma viagem de estudos na Alemanha, a primeira de outras que iriam marcar sua trajetória. Trabalhou especialmente a anatomia humana em materiais como ferro, madeira, concreto e bronze, e também o cristal.

Com o marido, o poeta Lindolf Bell, inaugurou a primeira galeria de arte do Estado, a Açu-açu, em Blumenau. Participou de quase 50 exposições, entre Museu de Arte Moderna e Salão da Fundação Álvares Penteado, ambos em São Paulo.

Filha de uma família tradicional de Blumenau, com situação financeira estável, Elke resolveu "mergulhar mais fundo e procurar felicidade", como afirmava. Dedicou-se desde então, à tarefa de alto conhecimento através da arte. Bisneta de Hermann Hering, um dos pioneiros da industrialização no Vale do Itajaí, possuía um espírito muito humano e simples.

"O artista é uma espécie de ‘sismógrafo’ dos movimentos psíquicos e espirituais de sua época. Desta forma, ele não é o que ‘decora’ as paredes e os espaços, mas fala de toda uma problemática do ser humano, o que serve para abrir nossa consciência humana e avaliá-la", dizia Elke Hering.

As primeiras pinturas foram feitas quando ainda era criança, e quando Lorenz Heilmair foi convidado para um jantar na casa dos pais, aproveitou a oportunidade para  mostrar seus desenhos.  Lorenz ficou tão impressionado que a convidou para ajudá-lo a pintar os vitrais igreja da cidade.

Serviço

O quê: Exposição obras de Elke Hering
Quando: De 20 a 28/02. Visitação das 10h às 16h
Onde: Sala Elke Hering, Museu de Arte de Blumenau, rua XV de Novembro, 161, Centro, Blumenau
Quanto: Gratuito

 

Disque céu (para minha mãe)
Samba de Rafabell*

Queria que o céu tivesse um telefone para me conectar
Com aqueles que se foram, mas que pra sempre vão estar

Queria que o céu tivesse um telefone numa lista celeste
Acharia teu nome
Bastaria escutar tua voz
Bastaria escutar tua voz

Seria inesquecível, mais uma vez
Ouvir tuas histórias como sempre fez
Saudade que dói, machuca, destrói
Mas nesse segundo de tempo serei feliz!!!

O som das palavras acalma a dor que sinto
Por isso peço que atendam o meu pedido
O som das palavras acalma a dor que sinto
Por isso peço que atendam o meu pedido

Queria que o céu tivesse um telefone numa lista celeste
Achar o teu nome
Bastaria escutar tua voz
Bastaria escutar tua voz (mãe)

*Poesia escrita pela filha de Elke, Rafaela Bell, para homenagear os 20 anos da morte da mãe

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