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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Grupo The Boys Street Company, de Florianópolis, é precursor de um estilo único de dançar rap

A companhia cria coreografias inspiradas nas danças urbanas para ritmos da música popular brasileira

Carol Macário
Florianópolis
Janine Turco / ND
Diego, Adam e Alessandro colocam ginga brasileira na dança importada dos EUA

 

Fora das fronteiras do Brasil o Lyrical Hip-Hop já ganhou adeptos, principalmente nos Estados Unidos. O estilo nada mais é do que uma dança mais interpretativa da história de cada canção, na maioria das vezes nada de rap e sim músicas do gênero pop e R&B. Mas como brasileiro gosta de inventar moda, por aqui o ritmo é outro, mas a dança continua sendo urbana: que tal pagode com coreografia de Hip-Hop ou música popular brasileira dançada com passos de breaking, popping ou locking?

Na Capital, um grupo formado por três jovens fluminenses que moram aqui desde 2010 é precursor no país em fazer coreografias típicas das danças urbanas ao som de MPB. The Boys Street Company apresentou esse estilo pela primeira vez no Festival de Dança de Joinville de 2010.  “Aqui no Brasil faziam o Lyrical Hip-Hop como lá fora, com música americana. Mas tivemos a ideia de fazer com MPB. Começamos com pagode e fomos os primeiros”, conta Adam Ruiz Andrade da Costa, 25, dançarino há 12 anos.

O grupo por enquanto já montou coreografias para sete canções de MPB. “Nosso diferencial não é mudar a canção e nem colocar a base do Hip-Hop, e sim se adaptar ao ritmo”, diz Alessandro de Freitas Machado, 28, dançarino há 14 anos. Em janeiro eles participaram de uma audição em Florianópolis do Got Talent Brasil, novo programa de talentos da TV Record e tiveram boa qualificação.

Além de Adam e Alessandro, a companhia é formada também por Diego Soares Cardoso de Andrade, 27, dançarino há 12. Eles se conhecem desde quando eram adolescentes e fundaram a companhia há uma década em Petrópolis, região serrana do Rio. “Sempre tivemos uma pegada diferente e lá em Petrópolis, que é uma cidade pequena e do interior, tínhamos muito destaque”, conta Machado.

Grupo tem até fãs

O grupo viaja fazendo shows e se orgulha de já ter se apresentado em vários programas de televisão de emissoras diferentes. A companhia já tem inclusive um fã clube, no Paraná. Santa Catarina aconteceu por acaso: em 2009 eles viajaram em turnê por Santa Catarina e Paraná e se apaixonaram por Florianópolis. Em 2009 o mais velho do grupo, Alessandro de Freitas Machado, recebeu uma proposta para trabalhar em uma ONG da Grande Florianópolis. Veio ele, depois Adam e finalmente o Diego. Hoje os três atuam com o ensino da dança em projetos sociais na região.

“A galera aqui tinha conhecimento da dança, mas não tinha a técnica. O Hip-Hop aqui era o estilo B-boy, e a gente trouxe a dança coreografada”, afirma Machado.

A coreografia de danças urbanas para MPB começou também aqui no Estado. “Em 2010 tínhamos que fazer um trabalho para o Festival de Dança de Joinville. Adam pensou então em um solo com uma música de Cazuza. Ele mostrou pra gente e dissemos: ‘Tá maluco, Adam?!’”. Mas o improviso deu certo, apesar do grande desafio no começo.  “O ritmo é mais lento, pede expressão corporal diferente”, comenta Machado. Ele diz que um dos maiores cuidados era para não virar mímica. “Não imitar o cantor e nem fazer gestos demais”, diz.

Saiba mais: para assistir às coreografias do grupo, digite TBSC no buscador do site Youtube.

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