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Grupo teatral de Florianópolis apresenta peça sobre amor, sexo e desejos

A cia (E)xperiência Subterrânea encena "Mierda bonita", do dramaturgo espanhol Pablo Gisbert, e direção de André Carreira

Karin Barros
Florianópolis
07/04/2017 às 12H01
Mierda bonita - Divulgação/ND
"Mierda bonita" traz techos de diversos textos do dramaturgo espanhol - Divulgação/ND



A partir do livro do dramaturgo espanhol Pablo Gisbert, “Mierda bonita”, o grupo teatral de Florianópolis, (E)xperiência Subterrânea, criou uma peça homônima. Nela, os atores e o diretor André Carreira reuniram alguns textos de diferentes obras. O espetáculo é apresentado nesta sexta, sábado e domingo, sempre às 20h, no Mesc (Museu da Escola de Santa Catarina), no Centro. 

“Mierda Bonita” traz à tona questões sobre sexo, amor e relacionamentos relativos à atualidade. Desejos ocultos, fantasias sexuais ousadas, insegurança, relações familiares cada vez mais densas e histórias sobre sexo em um presídio norte-americano. A apresentação conta ainda com cenas de nudez, e tem censura para 18 anos. O grupo, que costuma ir a fundo na pesquisa de intensidade da cena, afirma que o público vai do riso ao choro no espetáculo. Por isso, surge a dúvida se aquilo é encenação ou realidade. “Mierda Bonita” estreou em setembro do ano passado na Capital, já passou por Itajaí, e agora segue para Joinville, Curitiba e Blumenau. 

Lara Matos, 32, a integrante mais antiga da Cia, com dez anos de participação, afirma que o que atraiu o grupo para os textos do espanhol foi a escrita dele e sua forma contemporânea de linguagem. “Ele é acessível, irônico de uma forma engraçada. É realmente para rir das coisas da vida”, coloca.   

O texto passa por três personagens, interpretados por Lara, Lucas Heymanns e Marco Antônio de Oliveira, que tratam de questões desde astrologia a pequenos contos, intercalando as histórias. “O que liga as partes é a questão da sexualidade, como lidar com os desejos, o prazer. Falamos também sobre os desejos da mulher e o orgasmo feminino”, salienta a atriz. 

A apresentação acontece em uma das salas do Mesc sem palco. A ideia é que o público esteja no mesmo nível dos artistas para uma percepção diferenciada. 

Trabalho com risco cênico 

O grupo (E)xperiência Subterrânea, que tem 15 anos de existência, surgiu na Argentina, com o diretor André Carreira, que depois veio a morar na Capital e hoje é professor curso de artes cênicas na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina). Pela Cia já passaram nomes como Jaqueline Valdivia e Renato Turnes. 

Nos últimos dez anos, o grupo já percorreu diversos países, como Espanha e Estados Unidos, e tem sua trajetória reconhecida, com diversos prêmios da Funarte, por exemplo. Lara explica que a ideia do grupo teatral é fazer uma linha de pesquisa baseada em uma atuação real, “que fique entre representar e viver”. “Colocamos o ator em uma situação que ele não consegue não reagir. Costumamos chamar isso de ‘trabalho com risco cênico’”, afirma a atriz.

Esse ano, a Cia vai trabalhar ainda com a peça “Women’s”, que está em cartaz a dez anos, e deve estrear uma nova peça, a ser encenada dentro de uma oficina mecânica.  

Serviço

O quê: “Mierda Bonita”
Quando: 7, 8 e 9/4, 20h
Onde: Mesc (antiga Faed), rua Saldanha Marinho, 196, Centro, Fpolis
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia)

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