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Sexta-Feira, 18 de Janeiro de 2019
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Grupo Engenho retorna aos palcos com show antológico nesta quinta-feira (24)

Possível turnê será o ponto de partida para a retomada da carreira da banda

Carolina Moura
Florianópolis
Daniel Queiroz/ND
Grupo está de volta com a participação de novos músicos no violino, acordeon e backing vocals

 

Depois de quase dez anos fora dos palcos, o Grupo Engenho deu uma amostra de seu retorno no ano passado, em três shows na Capital. Um deles, em agosto, inclusive teve como cenário a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), onde a banda começou e conquistou reconhecimento. Depois desses experimentos, agora é para valer: o show desta noite no Teatro Pedro Ivo marca um recomeço para a banda, e tem como ponto de partida a retrospectiva.

A formação que se reúne agora é a segunda e mais conhecida, de 1979, com Alisson Mota, Chico Thives, Claudio “Frazê” e Marcelo Muniz. Os músicos tocaram juntos até 1984, e depois seguiram caminhos diferentes, alguns deles passando anos na Europa. O show de hoje, “De trés ont'onte a dijáoji", é antológico, e pretende resgatar os grandes sucessos da banda na época, como “Barra da Lagoa”, “Braço forte” e “Meu Boi Vadiou”. Como banda de apoio, o Engenho conta com Marcelo Besen, no acordeon, Carlos Augusto Vieira no violino e Manoella Vieira, nos backing vocals.

“Este ano resolvemos fazer uma coisa mais definitiva, a gente preparou o trabalho com bastante ensaio, bastante arranjo, músicos convidados”, diz Alisson, vocalista e compositor. O show terá participação especial do fadista português Mario Moita, do cantor e compositor Neco, de Volnei Varasquim, do Expresso Rural, Luiz Moukarzel, da primeira formação do Engenho, e de grupo de boi de mamão Boi do Engenho, de Santo Antônio de Lisboa.

“Queremos voltar a ocupar esse espaço que nenhuma banda ocupou quando o Engenho acabou”, diz Marcelo, baixista e compositor. O grupo aguarda o resultado de editais para financiar uma turnê, e pensa em lançar um CD com músicas novas em seguida. Por enquanto os fãs terão como novidade no show algumas músicas mais recentes, como “Areia” e “Caminhos do divino”, escritas por Marcelo e Alisson respectivamente — a segunda para a trilha do filme homônimo de Zeca Pires, de 2005. Canções da primeira formação da banda, menos conhecidas, também diversificam o repertório.

Conversa com Cascaes

“No primeiro show do Engenho na UFSC me perguntaram numa entrevista ‘por que vocês não estudam mais a cultura daqui?’, eu respondi: ‘porque os pesquisadores deixam as pesquisas a portas fechadas’. O Peninha veio e me deu uma bronca, disse para ir no museu e falar com o professor Franklin Cascaes”, conta Marcelo sobre o início das pesquisas feitas pela banda sobre a música local. Guiados por Cascaes, os músicos — nenhum deles natural de Florianópolis — foram direto às fontes primárias e descobriram um mundo de influências.

“Eu acho que a nossa mais profunda essência está na pesquisa da cultura local. Isso que é o nosso carro chefe, colocar a cultura local como uma identidade”, considera Alisson. Além do resgate, o grupo manteve seu ineditismo misturando outras origens, como a música nordestina, trazida pelos colegas de universidade participantes do Projeto Rondon, e a música do Rio Grande do Sul, estado onde a banda tem ótima recepção. A mesma lição vale para cá, segundo Marcelo: “as pessoas tem que aprender a se emocionar com as coisas daqui, ter mais auto estima, ter orgulho da cultura daqui”.

 

Serviço

O que: Show do Grupo Engenho — “De trés ont'onte a dijáoji"

Quando: 24/5, 21h

Onde: Teatro Pedro Ivo, rod. SC - 401, Km 5, 4.600, Saco Grande, Florianópolis, tel. 3665-1630

Quanto: R$ 40 (R$ 20 meia)

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