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Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
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Galvão Bertazzi apresenta projeto com desenhos e pintura musicados

Artista goiano que mora há dez anos em Florianópolis estreia exposição e pocket show hoje em Florianópolis

Edinara Kley
Florianópolis

Viajante do mundo real e de universos paralelos, habitados por seres com os mesmos problemas existenciais da terra, Galvão Bertazzi mostra um novo traço de sua mista personalidade artística: o traço musical. A aventura entre acordes integra o projeto de desenho musicado ou pocket show desenhado – conforme a plateia preferir – “Efeito Lavanda”. A primeira apresentação será nesta sexta-feira, no Café Cult, onde acontece a miniexposição de desenhos e pinturas.

Rosane Lima/ND
Galvão transformou o estado de espírito das músicas em desenhos e pinturas

Desenhista desde que se entende por gente, Galvão também tem ligação antiga com a música. “Desde Goiânia [onde nasceu em 1977] sempre toquei violão e guitarra, há cinco anos comecei a compor. Nada muito complicado. Acordes e letras simples, como uma banda imaginária”, declara o artista que mora há cerca de dez anos em Florianópolis.  

Com letras estranhas, na avaliação do próprio autor, as músicas relatam trivialidades do dia a dia e não falam de amor. “Até falam”, corrige. “Mas de maneira esquisita. Fala da convivência, de acrodar de mau humor, de momentos semiesquecidos. Não tem uma ideia de humor, mas é algo bem simples. Nada para revolucionar é só a realidade”, define o ansioso Galvão, que pela primeira vez terá tanta luz e olhares para si, quanto para suas obras.

Na verdade, o acervo musical de 16 músicas não era nem pra sem mostrado. “Era uma brincadeira, para tocar para os amigos, para minha mulher ou só para mim. Me apresentar é algo que nunca fiz”, declara.  Apesar da pouca  prática com o placo,  quando recebeu o convite para o projeto de desenho musicado, aceitou. Escolheu oito composições e baseado em toda a estrutura musical, desenhou. “Não foi só a letra, ou o clima que inspirou. Cada uma delas tem um estado de espírito e com base nisso fiz os desenhos”, explica.

Do papel ao virtual

Ilustrações, pinturas, quadrinhos, experimentos, tumblr. Galvão Bertazzi faz um pouco de tudo e tudo ao mesmo tempo. “Meu processo de criação é assim, enquanto desenho uma tira, posso fazer algo mais sério. Por isso é difícil separar o que é quadrinho do que é pintura”, comenta.

Igualmente difícil é atribuir a ele uma técnica de desenho ou pintura. Além de ilustrar livros e fazer HQs, ele pinta sobre papel, tela, muro, lona e madeira. Para criar usa tinta, pincel e carvão, faz colagens e ainda administra uma  lojinha virtual onde divulga e vende seu trabalho. (galvaobertazzi.wix.com )

Irônicas, suas tiras abordam temas contemporâneos e a vida. A “vida besta”, nome do domínio na internet onde publica o material (www.vidabesta.com). “Eu retrato um pouco isso, a vida besta. Acrescento ironia a ela. Não sei se é moderno, mas a ideia é abrir algum tipo de questionamento, não aponto se isso é certo ou errado. Acho que nessa bagunça toda, tá todo mundo errado e o mais errado sou eu”, conclui.

 


Serviço:

O quê: Exposição e pocket show Efeito Lavanda, de Galvão Bertazzi
Quando: 27/6, 19h
Onde: Escola de Música Rafael Bastos, Rua Dom Jaime Câmara, 202, Florianópolis
Quanto: Gratuito

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