Publicidade
Terça-Feira, 18 de Dezembro de 2018
Descrição do tempo
  • 31º C
  • 22º C

Fundadora da Sociedade Histórica Desterrense, professora Pauline Kisner inova métodos de ensino

Historiadora utiliza jogos de tabuleiro e objetos antigos para dar aulas

Marciano Diogo
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Radicada na Capital, Pauline afirma que é necessário investigar a história a fundo e buscar um olhar diferente para compreender verdadeiramente as relações sociais


Nenhuma aula é maçante com a professora Pauline Kisner, 29 anos. A educadora gaúcha, natural da cidade de Rio Grande, busca esquecer o quadro negro ao trabalhar com uma metodologia diferenciada na hora de ensinar história para os estudantes. Radicada na Ilha há 19 anos e fundadora da SHD (Sociedade Histórica Desterrense) – grupo de Florianópolis dedicado ao estudo da história dos séculos 16 a 19 e à promoção de eventos reconstrucionistas –, Pauline procura evidenciar a inexistência de uma verdade absoluta quando se trata de investigar a história da humanidade. “O discurso contido nos livros é relativo. Nossa história não é composta somente de grandes feitos e grandes homens. É necessário investigar a fundo e buscar um olhar diferente para compreender verdadeiramente as relações sociais”, afirma a historiadora.

Filha de pai militar, a professora afirma que a rigidez imposta em sua educação destoa da liberdade criativa exercida por ela dentro das salas de aula. “Formei-me em História pela UFSC [Universidade Federal de Santa Catarina] em 2008 e saí de uma sala de aula para entrar em outra”, brinca Pauline, que atualmente leciona para alunos da 5a a 8a série do Colégio Caminho Feliz, em São José. A metodologia diferenciada exercida pela professora evidencia-se logo nas roupas de sua preferência. Pauline não somente veste roupas antigas para dar aulas específicas, como também as confecciona. “Me sinto mais confortável vestindo roupas de época. Costuro e faço a restauração de peças que encontro em brechós”, conta a professora.

 Além de usar vestimentas características, a historiadora utiliza objetos antigos para dar aulas. “Cada objeto é uma história. Gosto muito de trabalhar com documentação. Para mim, uma peça pode render muita pesquisa e ter muito valor histórico”, confirma Pauline, que também leciona história com o auxílio de jogos de tabuleiro como War Império Romano e Colonizadores de Catan. “O retorno dos alunos é fantástico. E sou apaixonada pelo que faço. Para mim, o prazer está diretamente aliado ao trabalho”, diz.

História sinestésica
Casada há três anos com o cartunista Zambi, pós-graduada em tecnologia educacional pela Furb (Universidade Regional de Blumenau) e atualmente cursando a terceira fase da graduação em museologia pela UFSC, Pauline planeja utilizar sua segunda graduação para repensar as atividades dos museus da cidade. “Quero instrumentalizar mais e dar mais dinâmica a essas entidades”, projeta a criativa historiadora. Entre a paixão por lecionar e o prazer por estudar e ensinar história, a professora revela um defeito. “Sou um pouco estressada e muito ansiosa. Mas, para relaxar, procuro costurar minhas roupas”, conta.

Quanto à SHD, grupo que fundou em 2010, Pauline gosta de ressaltar. “Reconstruímos os períodos históricos e realizamos pelo menos três encontros anuais com vestimentas a caráter do século 19. Vamos além da recreação histórica, queremos fazer com que as pessoas se interessem e pesquisem a história”, conclui a professora.

Conheça mais a Sociedade Histórica Desterrense e saiba como fazer parte do grupo por meio do site http://shdestherrense.com/.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade