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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Fundação Cultural Badesc tem nova diretoria

Transição que acontece há dois meses, consolida-se nessa semana com o anúncio de mudanças no espaço físico e na rotatividade artística da casa

Edinara Kley
Florianópolis

Depois de oito anos sob o comando de uma mesma gestão, a Fundação Cultural Badesc tem uma nova diretoria. Sem cerimônias ou atos oficiais, a transição que acontece há dois meses, consolida-se nessa semana com o anúncio de mudanças no espaço físico e na rotatividade artística da casa referenciada pela classe por oportunizar exposições e encontros nem sempre acolhidos nos, escassos e concorridos, museus e espaços institucionais.

Eduardo Valente/ND
Gestão na janela do futuro espaço expositivo da Fundação Badesc

A novo diretor geral, Eneléo Alcides, que substitui Armando Sabino, assume o cargo propondo uma gestão administrativa mais profissional e de parcerias. Esclarece que seu nome foi indicado pelo Badesc (Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina) porque a antiga diretoria cumpriu dois mandatos de quatro anos e não poderia assumir mais um, conforme estabelece o estatuto da fundação e frisa que a mudança não está relacionada com nenhum momento de crise ou problemático, tampouco com a já sondada passagem de administração para a FCC (Fundação Catarinense de Cultura).

Em sua primeira entrevista no cargo, Eneléo apresentou um esboço de suas intenções para o mandato. Anunciou a ampliação do número de artistas contemplados com o Edital de exposições Fernando Beck, de quatro para sete, a transformação da antiga sala da diretoria em um novo espaço expositivo, a alteração na administração do café e novas parcerias para os cineclubes. “Todos os projetos estão mantidos e queremos buscar ainda mais recursos para 2014”, promete. 

Para compor a direção ao seu lado, convidou Margaret Waterkemper  para ser a nova diretora de artes e eventos no lugar de Lena Peixer, e Helena Mayer para a gestão administrativa e financeira, substituindo Paulo do Valle. “Pessoas que eu respeito e confio e que assim como eu, são apaixonadas por arte”, ressalta.

A respeito do possível temor da classe artística sobre a mudança de gestão e a indicação de um nome ainda “desconhecido” no circuito sugere aproximação. “Vejo com preocupação porque a casa sempre foi aberta. Gostaria que as pessoas se aproximassem e dessem tempo ao tempo para depois julgar. Antecipar resultados de uma gestão que está começando é complicado”, pontua.

Mais investimentos

Os investimentos na Fundação Badesc em 2013, de acordo a diretora administrativa, foram de R$ 380 mil, até outubro. Ainda não há uma estimativa de valores para o próximo ano, mas contando com a disposição de mais dinheiro, Eneléo pretende estabelecer uma premiação de R$ 1.200 para cada artista contemplado no edital e criar uma seleção voltada a curadores. Dessa forma, seriam seis projetos artísticos e um de curadoria, que será contemplado com R$ 2.400 a ser dividido entre curador a artista.  

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