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Fita oferece 36 apresentações em Florianópolis com 13 companhias diferentes

O Festival Internacional de Teatro de Animação entra em sua 11ª edição com 36 apresentações entre gratuitas e pagas

Karin Barros
Florianópolis
22/05/2017 às 14H38

Há 11 anos, entre o final do primeiro semestre e o começo do segundo, ocorre em Florianópolis o Fita – Festival Internacional de Teatro de Animação, que já entrou no calendário cultural da cidade. Sempre com dificuldades para captação de verbas – e esse ano não foi diferente – ele segue firme ao comando de Sassá Moretti desde a primeira edição.

Poemas visuals, da cia Jordi Beltran - Divulgação/ND
Peça espanhola "Poemas visuals", da cia Jordi Beltran, abre a programação - Divulgação/ND


O evento, que começa neste sábado e segue até o dia 27, terá 36 apresentações de 13 companhias nacionais e internacionais. Esta é a primeira vez que o festival traz tantos grupos do exterior, de acordo com Sassá, que é a coordenadora geral e integrante da curadoria. O motivo é o edital internacional conquistado pela organização do evento, o Iberescena 2016/2017, um fundo que visa ajudar as artes cênicas ibero-americanas.

Com isso, esse ano será possível prestigiar espetáculos do Chile, Espanha, França, Holanda, Peru e Uruguai, além do Brasil, que levarão para os palcos da Grande Florianópolis boas histórias e poesia em linguagens como teatro de sombras, máscaras, luva, manipulação direta, manipulação com vara, manipulação de fios e teatro híbrido, com projeções audiovisuais. De acordo com Sassá, por causa do edital, 60% da programação precisou ser do exterior e 40% nacional, sendo que de Santa Catarina apenas dois grupos foram selecionados: Entreaberta Cia. Teatral e o Clã de Livres Arteiros. Fabiana Lazzari, atriz e sombrista do Entreaberta, diz que se sentiu honrada em estar entre os selecionados, principalmente por ter poucas cias especializadas em teatro de sombras no país. 

As apresentações do Fita desse ano, assim como nas edições anteriores, não se concentram apenas em Florianópolis. Estão na programação apresentações em São José, Biguaçu, Joinville e Siderópolis. “A gente fica muito feliz em poder levar espetáculos para esses lugares, porque muitas delas e seus arredores não têm o hábito do teatro de boneco, de máscaras, e o público ama quando assiste. O retorno do carinho do público é gigante depois”, conta Sassá.

Escolhas e indicaçõs certeiras 

A curadoria do Fita ocorre por meio de edital. Todos os interessados se inscrevem, mandam seus vídeos e por cerca de dois meses uma equipe faz uma força-tarefa em busca das melhores apresentações para o festival. Outros espetáculos também participam por convite a partir de olheiros que assistem a esse tipo de apresentação em diversas partes do mundo. Sassá, por exemplo, foi em 2016 para a França, em Charleville, no maior festival do mundo de teatro de bonecos trazer inspirações, dicas e novidades na área.  

Um encanto em Nagalândia, da Entreaberta cia teatral - Daniel Queiroz/ND
"Um encanto em Nagalândia", da Entreaberta cia teatral, é apresentado na segunda-feira, no Teatro da UFSC - Daniel Queiroz/ND

A Entreaberta Cia Teatral, uma das companhias de Santa Catarina selecionadas para o Fita 2017, existe há dois anos e apresentará sua primeira peça, “Um Encanto em Nagalândia”.

Na história, que é um conto indiano adaptado pelo dramaturgo Juca Rodrigues, uma princesa não aceita se casar e ainda cria um encantamento por uma árvore. O enredo busca criar um diálogo com os pais e trabalhar o empoderamento feminino. Com sombras de silhuetas coloridas, a peça é destinada a crianças a partir dos quatro anos. Participam do espetáculo Fabiana Lazzari, Tuany Fagundes, Leda Batista, o músico de Cabo Verde e estudante da Udesc, formado em filosofia pela UFSC, Jefferson Nefferturu, que faz as trilhas da peça ao vivo.

Fabiana trabalha com teatro de sombras há 12 anos, e a companhia é resultado de pesquisas como atriz e sombrista. No espetáculo apresentado neste domingo, no Teatro da UFSC, às 10h e às 15h, por exemplo, o grupo mostra o trabalho de luzes diferenciado, com foco próprio para sombras, em que o narrador também é iluminado. “É um teatro de sombras contemporâneo, é como lidamos com essas linguagens juntas. Todos os elementos estão linkados”, explica a atriz.   

Programação recheada

A abertura da 11ª edição do Fita fica por conta da Cia. Jordi Bertran, da Espanha, referência mundial em teatro de animação que, neste ano, completa 40 anos de história. A montagem “Poemes Visuals”, que já esteve na Capital, será apresentado no Teatro do CIC, no sábado, às 20h, e domingo, às 15h. O espetáculo que utiliza a técnica de manipulação direta e é indicado para crianças, jovens e adultos, traz para a cena um poeta que descobre que a partir das letras pode criar poesia, sem a necessidade de construir palavras. Inspirado na magia dos poemas visuais do poeta catalão Joan Brossa, toma emprestado o magnetismo do abecedário brossiano, o jogo de letras com o qual o poeta ilustrava sua poética visual.

No domingo também tem programação gratuita no teatro da UFSC. “Mirame un ratito”, da Cia. Bet Burgos, do Chile, poderá ser visto às 10h e 15h. O espetáculo que usa manipulação à vista e luva, com direção de Daniel Huaroc, é uma encenação divertida e poética que expõe a essência humana.

A partir de segunda, até 27 de maio, a programação do festival será intensa. Em Florianópolis, poderão ser vistos espetáculos no Teatro Ademir Rosa (CIC), no Centro de Cultura e Eventos UFSC - Auditório Garapuvu, no Largo da Catedral, no TAC - Teatro Álvaro de Carvalho, no Sesc Prainha e no Teatro da UFSC. Em Biguaçu, as apresentações serão no Casarão Born; em Siderópolis, no Siderópolis Clube; em Joinville, no Sesc Joinville; em Balneário Camboriú, no Teatro Bruno Nitz; e em São José, na EEB Francisco Tolentino.

Além das apresentações, estão na programação atividades formativas, como oficinas e conversas com artistas depois dos espetáculos.

“Blind”, com direção Nancy Black, da Duda Paiva Company, encerra o 11º FITA, no dia 27, com apresentação no Teatro Ademir Rosa. Existencialista e contemporâneo, conta a história de um homem que torna-se cego e perde o senso de si. Baseado na experiência de cegueira temporária do próprio dançarino/bonequeiro quando criança, o espetáculo traça a jornada de um trauma que pode mudar a vida.

Serviço

O quê: 11ª Fita
Quando: de 20 a 27/5
Onde: diversos locais
Quanto: sessões pagas e gratuitas
Saiba mais: www.fitafloripa.com.br .

Programação
20/5, 20h,”Poemes visuals”, da Cia. Jordi Bertran (Espanha), Teatro Ademir Rosa, R$20

21/5, 15h, ”Poemes visuals”, da Cia. Jordi Bertran (Espanha), Teatro Ademir Rosa, R$20

21/5, 10h e 15h, “Mirame un ratito”, da Cia. Bet Burgos (Chile), Teatro da UFSC, gratuito

22/5, 16h, “As aventuras do Fusca à Vela”, do Grupo UEBA Produtos Notáveis (Caxias do Sul/RS), Largo da Catedral, gratuito

22/5, 10h/15h, “De trapos y cartón”, de Concolorcorvo teatro de animación (Peru), Sesc Prainha, gratuito

22/5, 10h e 15h, “Um encanto em Nagalândia”, da Entreaberta Cia. Teatral (Florianópolis/SC), Teatro da UFSC, gratuito

22/5, 15h, “Redescobrindo Lautrec”, da Cia. Nina Vogel (São Paulo/SP), Casarão Born, Biguaçu, gratuito

23/5, 15h, “Ananse e o baú de histórias”, do Coletivo Cênico Sombreiro Andante (Rio de Janeiro/RJ), Teatro Ademir Rosa, gratuito

23/5, 20h, “Desde el Azul”, do Teatro Hugo & Inês (Peru), Teatro  Álvaro de Carvalho, R$ 20

23/5, 15h e 20h, “Sopa”, da Cachiporra Artes Escênicas (Uruguai). Sesc Prainha, gratuito

24/5, 10h, “Ananse e o baú de histórias”, do Coletivo Cênico Sombreiro Andante (Rio de Janeiro/RJ), Teatro Ademir Rosa, gratuito

24/5, 15h e 20h “Sopa”, da Cachiporra Artes Escênicas (Uruguai), Teatro  Álvaro de Carvalho, gratuito/à noite R$ 20/R$10 (meia)

24/5, 20h, “O Misterioso Sumiço do Boi-de-mamão”, do Clã de Livres Arteiros (Fpolis/SC),  EEB Francisco Tolentino, Gratuito

24/5, 15h/20h, “Redescobrindo Lautrec”, da Cia.Nina Vogel (São Paulo/SP), Sesc Prainha, gratuito

25/5, 15h, “Por que nem todos os dias são dias de sol?”, da Artesanal Cia. de Teatro (Rio de Janeiro/RJ), Teatro Ademir Rosa, gratuito

25/5, 15h, “Ananse e o baú de histórias”, do Coletivo Cênico Sombreiro Andante (Rio de Janeiro/RJ), Centro de Cultura e Eventos, gratuito

25/5, 20h, “Uma noite com Lautrec”, da Cia.Nina Vogel (São Paulo/SP), Teatro  Álvaro de Carvalho, R$ 20

25/5, 20h, “Sopa”, da Cachiporra Artes Escênicas (Uruguai), Teatro da UFSC, gratuito

26/5, 10h e 15h, “Por que nem todos os dias são dias de sol?”, da Artesanal Cia. de Teatro (Rio de Janeiro/RJ),  Teatro Ademir Rosa, gratuito

26/5, 15h e 20h, “Vozes do abrigo”, da Cia. LAICA (Curitiba/PR), Centro de Cultura e eventos, gratuito

26/5, 20h “Uma noite com Lautrec”, da Cia.Nina Vogel (São Paulo/SP), Teatro  Álvaro de Carvalho, R$ 20

27/5, 20h, “Blind”, Duda Paiva Company (Holanda), Teatro Ademir Rosa, R$ 20



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