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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Festival Ri Catarina começa neste sábado

Serão 30 apresentações com grupos de diversos regiões do Brasil e exterior

Redação ND
Florianópolis

POR JULIETE LUNKES

 

Personagens célebres do circuito mundial da palhaçaria se reúnem em Florianópolis, a partir deste sábado, na abertura da terceira edição do Festival Internacional de Palhaços Ri Catarina. Mais de 8.000 pessoas são esperadas para os espetáculos gratuitos que acontecem até 10 de novembro no Circo da Dona Bilica, no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) e em diversos espaços públicos da Capital.

“Diferente de outros festivais que focam no encontro e na inovação, o Ri Catarina é todo pensado no público, ele é feito para as pessoas”, explica o palhaço Pepe Nuñez, coordenador do festival ao lado da mulher Vanderléia Will, que vive a icônica personagem manezinha Dona Bilica. Juntos, eles dirigem a Cia Pé de Vento Teatro, que viabilizou o evento com patrocínio da Funarte (Fundação Nacional das Artes) e Funcultural, do governo do Estado.

Além das 30 apresentações, de grupos vindos de diversas regiões do Brasil e de países como México, Argentina e Espanha, o evento contará com duas oficinas no parque Lagoa do Peri. A primeira delas, “O riso e a carícia”, ministrada pelo palhaço mexicano Aziz Gual - que se apresenta neste sábado no festival - entre segunda e quarta-feira, teve suas inscrições esgotadas em poucas horas. A segunda, “Manual e Guia do Palhaço de Rua”, comandada pelo argentino Chaco Vachi, no último dia do evento, é aberta ao público e não precisa de inscrições.

Além de correr contra o tempo para organizar os detalhes do evento e selecionar somente 11 entre mais de 100 grupos de teatro inscritos, Pepe Nuñez também se apresenta no festival. Frente à peça “Bom Apetite”, o palhaço envolve adultos e crianças em uma mistura de música, mágica, malabarismo e jogos coletivos. “Preparamos uma programação diversificada, para agradar a todos os gostos”, diz Vanderléia. 

 

 

Daniel Queiroz/ND
Ator Pepe Nuñes é um dos organizadores do festival, que esta edição tem grupos de diversas regiões do Brasil e de países como México, Argentina e Espanha

 

 

Veterano na arte de fazer rir

 

Com 28 anos de profissão, metade deles vividos em Florianópolis na Cia Pé de Vento, Pepe Ñunez não tem do que se queixar. “Desde que me tornei palhaço, sou uma pessoa melhor, mais livre, mais tolerante, faço algo que amo e todas as decisões estão em minhas mãos”. Apesar das dificuldades, principalmente quando assunto é patrocínio, ele diz que fazer teatro está cada vez melhor, seja no palco ou na rua. “A figura do palhaço ainda está deturpada, mas graças aos festivais que buscam valorizá-lo, isso está mudando”.

Ele garante que quem deixa de lado o preconceito e experimenta uma peça do gênero, sempre acaba voltando.

Os preços populares, o bom recebimento do público e especialmente o uso de uma linguagem acessível – sobretudo para espetáculos realizados na rua, onde a conquista do público está ainda mais em jogo –, segundo Pepe, são alguns dos motivos que levam as pessoas às apresentações e as fazem retornar. A razão principal, entretanto, para ele é bem mais óbvia: “O palhaço consegue chegar aonde nenhuma outra arte chega, ele toca em todas as partes do seu corpo”.

O quê: 3º Festival Internacional de Palhaços Ri Catarina

Quando: 2 a 10/11

Onde: Circo da Dona Bilica, Teatro Álvaro de Carvalho e espaços públicos de Florianópolis

Quanto: Gratuito (ingressos serão distribuídos 1 hora antes das apresentações)

Confira a programação em: http://ricatarina.blogspot.com.br/


 

 

Ator Pepe Nuñes é um dos organizadores do festival, que esta edição tem grupos de diversas regiões do Brasil e de países como México, Argentina e Espanha

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