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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Festival Palco Giratório Sesc começa nesta segunda-feira

Programação reúne grupos de todo o Brasil até o dia 30 de setembro

Juliete Lunkes
Florianópolis

Já consolidado como o maior evento de artes cênicas realiza­do em Santa Catarina, o Festival Palco Giratório Sesc dá início hoje na Capital à sua 11ª edição, espalhando por diferentes espaços da cidade mais de 40 apresentações ao longo de um mês de programação. Até 30 de setembro, as 20 companhias de 14 Estados que circulam pelo Brasil no Palco Giratório 2014 se apresentam em Florianópolis em espe­táculos de teatro, dança, circo e música, além de participarem de intervenções urbanas, oficinas e debates que exploram o fazer cênico, tudo gratuito e aberto ao público.

Mariana Cham/Divulgação/ND
Homens de Sola de Vento será apresentada no próximo sábado

 

Uma curadoria formada por repre­sentantes do Sesc de cada Estado e da co­ordenação nacional passa um ano inteiro envolvida em pesquisas, avaliações e de­bates até definir os selecionados, que re­presentam um recorte do que de melhor está sendo produzido nas artes cênicas do país. “Depois de muita pesquisa, cada representante pode sugerir cinco espetá­culos, e a decisão final dos selecionados é feita em um encontro entre todos. Os es­colhidos não necessariamente abrangem todos os Estados, mas Santa Catarina, por ter uma boa produção, sempre acaba tendo um”, explica Maria Teresa Picco­li, coordenadora de Cultura do Sesc em Santa Catarina. Este ano, a catarinense que circula pelo país é a Palhaça Barrica, de Chapecó.

Um dos destaques da programação deste ano, segundo Maria Teresa, é a homenagem à bailarina, coreógrafa e pesquisadora Angel Vianna, considerada a “dama da dança” no Brasil. “Ela tem uma trajetória incrível, foi casada com o Klauss Vianna, tem 85 anos e continua dançando e vai apresentar aqui o espe­táculo ‘Qualquer coisa a gente muda’”, conta. Além da dança, coreografada por João Saldanha, Angel também participa, ao lado da bailarina e professora Maria Alice Poppe, de um bate-papo envolven­do sua trajetória artística, analogias entre dança, arquitetura, escultura e música, e a contextualização dessas manifestações artísticas no cenário atual da arte con­temporânea brasileira.

Pluralidade

O TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) foi local escolhido para sediar abertura do festival e recebe na noite de hoje o espetáculo circense “É Nóis na Xita”, do Grupo Namakaca, de São Paulo. De acordo com Maria Teresa, o gênero circo foi escolhido para dar o start no evento justamente para mostrar a pluralidade de linguagens que serão exploradas no Palco Giratório ao longo dos próximos 30 dias. “Vamos abrir com ele para trazer essa alegria, esse clima alto astral que o circo tem e para mostrarmos também a nossa preocupação em discutir as diferentes linguagens das artes cênicas”, enfatiza.

Além da Capital, a programação cultural do Palco Giratório se intensifica também nas aldeias instaladas em Jaraguá do Sul e Joinville, de 2 a 13 de setembro. A proposta da aldeia é ser um minifestival, levando às cidades fragmentos do evento, integrando com artistas locais. Atualmente, existem 36 aldeias no país que funcionam em rede, integradas e conectadas pelos circuitos do Palco Giratório. Em Santa Catarina, este ano já foram realizadas Aldeias Palco Giratório em Blumenau, Itajaí, Rio do Sul, Tubarão, Chapecó e Lages.

Serviço

O quê: Abertura do Festival Palco Giratório Sesc, com espetáculo “É Nóis na Xita”

Quando: 1°/9, 20h

Onde: TAC, rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis

Quanto: Gratuito (ingresso retirados com uma hora de antecedência no local)

Programação completa: www.palcogiratoriosc.com.br

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