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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Festival de Teatro de Animação começa no sábado com atrações nacionais e internacional

Há oito anos Santa Catarina sedia um dos maiores eventos de animação da Brasil que em 2014 acontece cheio de novidades

Edinara Kley
Florianópolis

Bonecos para todos os gostos. Peças para todos os públicos. E preços acessíveis a toda população. Há oito anos Santa Catarina sedia um dos maiores eventos de animação da Brasil que em 2014 acontece cheio de novidades. Na programação, 15 companhias e 57 apresentações em 11 cidades, o Fita (Festival Internacional de Teatro de Animação) terá exposições, oficinas, colóquio e espetáculos para cegos e surdos.

Flavio Tin/ND

Coordenadoras do Fita Zélia Sabino e Sassá Moretti

A ideia de fazer um grande evento, para dar visibilidade a este gênero teatral, surgiu dentro das salas de aula da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), onde fitas cassete tentavam dar mais vida às aulas do curso de artes cênicas, ministradas pela professora Sassá Moretti. A intenção era fazer um festival itinerante pelos três Estados do Sul, mas apenas o catarinense conseguiu patrocínio. Ganhava corpo o primeiro Fita, com ele, nascia também o boneco homônimo, que se consagrou como mascote da festa.

Além de oferecer ao público a oportunidade de conhecer e se interar do teatro de animação, o festival permitia que grupos teatrais, estudantes e pesquisadores se aprofundassem no tema e adquirissem formação por meio do intercâmbio com outros grupos. “Na época eu tinha ajuda do Sérgio Tastaldi [Turma do Papum] e foi  quem participou da busca pelo nome, batizado Fita. Depois ele seguiu outro rumo e eu continuei com o festival”, lembra Sassá, coordenadora geral.

Escassez de apoio

Com o tempo, o Fita cresceu, aprofundou o debate, ganhou projeção nacional, expandiu para outras cidades, atraiu e atrai cada vez mais companhias e espetáculos de qualidade. Mas dificuldades para apoio e patrocínio, público e privado, continuam as mesmas. “Ninguém nesse mundo tem ideia do que é a dificuldade para fazer um evento cultural desse porte. Acho que esse não é um problema só do Fita, mas de toda a cadeia produtiva cultural do Estado. Só que a gente tem que encarar, se não, nada acontece”, declara Sassá.  Metade dos recursos para a oitava edição são subsidiados pela Caixa Econômica Federal, a outra ainda está em processo de liberação pela SOL (Secretaria de Estado de Turismo Cultura e Esporte) através do Funcultural.

Hoje o Fita tem sede na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e conta com uma equipe formada por alunos e ex-alunos de artes cênicas da instituição. “Sem essa estrutura e o apoio a gente não conseguiria”, destaca a coordenadora executiva Zélia Sabino.

Colóquio, acessibilidade e intercâmbio marcam a edição

Um dos grandes momentos da edição 2014 é a realização do 1º Colóquio Internacional Fita, com uma agenda paralela diversificada de convidados e estudiosos que vão debater sobre a contemporaneidade no teatro de animação.

O objetivo, segundo Sassá, é estimular a produção e difusão de conhecimento sobre o teatro de animação, propondo a reflexão acerca das pesquisas na área e dos espetáculos da programação do festival. O colóquio acontece do dia 20 ao 22 de agosto e terá palestras, mesas de conversa, sessões de comunicação, chamada para publicação de trabalhos e oficinas.

A oitava edição do Fita traz bonecos, máscaras, sombras, gestos, movimentos e imagens, para todas as idades. “Tem um grupo da Grécia, que nunca trouxemos antes, que fará um espetáculo só para adultos. É importante salientar que teatro de boneco não é só pra criança”, frisa Sassá. Além dos gregos do Merlin Puppet Theatre - que apresentam “Clowns’ Houses” na próxima quinta-feira, no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) - o festival abre e encerra com peças de companhias espanholas e tem participação de grupos peruanos, chilenos e uruguaios.

O evento terá apresentações para o público surdo, com textos traduzidos em libras por acadêmicos do curso da UFSC, e pela primeira vez, um espetáculo para deficientes visuais. “É um proposta de audiodescrição feita por um grupo de Minas Gerais que tem sido muito elogiado pela crítica”, destaca Sassá. A peça “O Som das Cores”, da Catibrum Teatro de Bonecos, integra o projeto TAC 7:30 da próxima terça-feira.

Em Florianópolis, a programação acontece no TAC e nos teatros da UFSC, Pedro Ivo, Sesc Prainha. Todos os espetáculos tem preços populares, R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia-entrada ou com doação de um agasalho).

 

 

 

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