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Festival de Dança de Joinville começa nesta terça-feira com grupos de todo o país

A bailarina Ana Botafogo, que compõe a curadoria artística pela segunda vez, salienta a importância não só das apresentações como da reciclagem e formação dos participantes

Karin Barros
Florianópolis
16/07/2018 às 11H02

Foi apenas em 2016 que Joinville recebeu oficialmente o título de Capital Nacional da Dança, porém muito antes disso já era a sede da dança no coração de quem participa do Festi­val de Dança na maior cidade catarinense. Começa nesta terça-feira (17) e segue até o dia 28 a 36ª edição do evento, que reúne em dez dias bailarinos e grupos de dança do país inteiro.

Para Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, manter um evento como este por tanto tempo é um desafio constante. “Não podemos nunca ser repetitivos. Apesar de todo ano ter grupos, coreografias e participan­tes diferentes, tem que haver outras atividades em paralelo, como a feira, que sempre aumenta, e seminários com outro foco. O festival não pode parar, tanto para as questões que são visíveis só para o joinvilense como as que são visíveis só para quem faz dança pelo Brasil”, diz.

Clássico mundial, “O Lago dos Cisnes” fará parte da abertura do festival - Divulgação
Clássico mundial, “O Lago dos Cisnes” fará parte da abertura do festival - Divulgação


Este ano, uma das novidades é que Joinville ganha um palco permanente de apresentações e oportunidade de pro­fissionalização, que será lançado durante o evento. O institu­to reformou as instalações da antiga escola Germano Timm, desativada há 12 anos, e a transformou em um espaço dinâ­mico com estúdios da dança, área de exposições, incubadora de escolas, etc.

“Quem ganha com o Centro de Dança é a pró­pria dança, é a cidade de Joinville, porque pretendemos uti­lizá-lo das mais variadas formas, dando oportunidade, por exemplo, a professores que pensam em ter uma escola, além de ter espaço para o acervo do evento. O festival deixa um legado para a cidade desta forma”, afirma Diniz.

Outro destaque da programação deste ano é a criação de duas Noites dos Campeões. Na primeira, apresentam-se os primeiros lugares da categoria Junior e, na segunda, da Sê­nior. Os prêmios especiais sobem ao palco nas duas noites.

Curadoria e organização estreladas

A curadoria artística do festival é re­novada todos os anos. Segundo Ely Diniz, o instituto procura sempre ter um conse­lheiro de cada região do país e também com formação em dança em áreas dife­renciadas. “Sempre tem alguém do balé clássico - que representa 40% dos traba­lhos que vem para Joinville e do público -, um com ligações na área acadêmica e ou­tro com um olhar geral pela dança, como jazz, balé e contemporâneo. É a curadoria artística que determina as atrações, com­panhias da dança convidadas, jurados, professores e seminários”, acrescenta.

Este ano, estão à frente do festival Thereza Rocha, Caio Nunes e Ana Botafo­go. Primeira bailarina do Theatro Muni­cipal do Rio de Janeiro e também cidadã honorária da cidade, Ana participa pela segunda vez da organização. “Está sendo uma experiência fantástica, nunca tinha participado em nenhum outro festival dessa maneira tão integrada e plena”, diz.

Ana esteve do festival pela primeira vez quando ele estava em sua 5ª edição, depois disso subiu ao palco outras sete ve­zes, sendo a última em um solo quando o evento joinvilense completou 30 anos. “Es­tar do outro lado agora me surpreendeu muito sobre a organização. Tem todo um trabalho de logística que já foi feito até chegar ao palco. Como curadora, estou admirada, pois quando chegamos os víde­os selecionados já estão em ordem para a gente, e se não fosse assim não funciona­ria porque é muita coisa. Fico feliz de estar participando disso”, afirma a bailarina, que chega ao Estado nesta segunda-feira (16) e fica durante todo o festival, participando praticamente de tudo e conversando com os bailarinos.

“O festival serve também para reci­clagem e encontros - um momento para conhecer talentos de todo o Brasil”, ressal­ta Ana. “Para mim tem sido maravilhoso porque tenho contato com outros estilos e com os profissionais desses estilos”.

Noite de abertura traz clássico do balé

Uma das peças mais notáveis do balé clássico mundial, “O Lago dos Cisnes”, fará parte da abertura do 36⁰ Festival de Dança de Joinville, na quarta-feira (18), com uma coprodu­ção da prestigiada Companhia Bra­sileira de Ballet, do Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (TMRJ) e bailarinos convidados. A remontagem da peça foi produzida por Jorge Texeira, dire­tor da Cia. Brasileira.

O papel de Bruxo será encenado pelo bailarino e coreógrafo Marcelo Misailidis, que foi primeiro bailarino do TMRJ, e o de Rainha por Beatriz de Al­meida, que se destacou como primeira bailarina do Ballet de Stuttgart. O prín­cipe e a princesa serão interpretados pelo casal principal do Ballet Nacional Del Sodre, de Montevidéu, os brasileiros Gustavo Carvalho e Mel Oliveira.

Serviço
O quê: 36⁰ Festival de Dança de Joinville
Quando: 17 a 28/7
Onde: Joinville
Quanto: a partir de R$ 34 (abertura e noites dos campeões) e R$ 24 (mostras competitivas)
Programação: www.festivaldedanca.com.br

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