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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Exposição “Mar... Que Falta” reúne artistas e performances para uma semana de artes no Centro

De hoje até sexta (21), o Largo Victor Meirelles será tomado por intervenções artísticas

Carol Macário
Florianópolis

Thiago Vargas e Alexandre Borges / Divulgação / ND
"Mapeando a Ilha", concebido pela professora Clelia Mello e alunos da Udesc

O navegador anacrônico não sabe do aterro na Ilha de Santa Catarina. Por isso ao chegar, ele então adentra a terra com sua fragata, e ancora em frente à casa de Victor Meirelles. Vai começar a viagem. Pelo tempo, pelo mar, pelas paisagens urbanas, pelas artes. É a exposição relâmpago “Mar... Que Falta”, que começa hoje e segue até sexta (21), no Largo Victor Meirelles, Centro de Florianópolis. A rua será tomada de obras de artes e, à noite, música, projeções de imagens e performances ocuparão o espaço.

Com curadoria de Fernando Boppré e Vanessa Schultz, a mostra-evento tem vários caminhos que podem ser trilhados e vai abordar temas como o espaço urbano, os navegadores, a cidade, as rotas, os jardins e também as viagens, inspirada na aventura francesa do Conde de Lapérouse, cujas fragatas passaram por Florianópolis, então Nossa Senhora do Desterro, em 1785.  “O mar, as viagens e o tempo foram elementos que agruparam todas as manifestações artísticas”, diz uma das curadoras, Vanessa Schultz.

Doze artistas participam da mostra: Bruno Ropelato, Clara Fernandes, Clelia Mello, Edmilson Vasconcelos, Flávia Fernandes, Ledgroove, Luciano Boletti, Maurício Muniz, Marlon Aseff, Raquel Stolf, Paulo Bruscky e Zuleika Zimbábue, além do coletivo Instagramapolis e do grupo Fora. “O evento traz a ideia do museu vivo, não um espaço que guarda coisas mortas. Tem a ideia de fazer do museu um espaço também de produção, que mostra não só a obra, mas também o processo artístico”, comenta Vanessa.

Já na chegada ao local, o Largo Victor Meirelles, centro de toda a mostra, o visitante já vai se deparar com os fragmentos da embarcação fundeada na rua de paralelepípedos.  É como se fosse a fragata de Lapérouse chegando a Florianópolis, em pleno século 21, registrando e vivenciando as mudanças. A obra, “Inundação”, é de autoria de Mauricio Muniz, que a criou a convite dos curadores. O trabalho é o mote principal da exposição “Mar... Que Falta” e, em torno dele, estão posicionados os demais trabalhos, num diálogo com todas as demais questões, incluindo as marítimas e das viagens.

O mar vai até o museu

Entre os fragmentos da embarcação do navegador desavisado, o público pode vivenciar trabalhos e programações artísticas especialmente arranjadas para a exposição. É só embarcar. A programação começa hoje, com uma curiosa associação.  A aluna Cássia Schuck, do curso de Matemática da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), vai apresentar seu trabalho de conclusão de curso no museu Victor Meirelles.  O tema é “O Olho no Infinito ou o Infinito no Olho? Pensando Matemática por Meio de Pinturas de Victor Meirelles.”

Amanhã, o destaque é a presença de Paulo Bruscky, artista de Recife. Ele realiza o “Artempé”, uma exposição sobre sapatos em que para participar é imprescindível que o público venha calçado com um sapato diferente em cada pé. Será também realizado o debate “Por que usamos sempre dois sapatos iguais.” “Artempé” foi realizada pela primeira vez em 1973 e será novamente executado especialmente para “Mar... Que Falta.”

Na quarta (19), haverá uma mistura de performance, vídeo, fotografia e música com a estreia de “Amorphobia”, novo trabalho de Clara Fernandes, seguida do vídeo homônimo, de Mauricio Muniz. Antes do vídeo e das fotografia haverá uma performance-procissão, a partir das 19h, pelo Centro Histórico da cidade.

A preparação para o fim do mundo também está prevista na mostra na sexta, dia 21 de dezembro. A convidada Zuleika Zimbábue (personagem do ator Paulo Vasilescu) apresenta “A Arca Do Apocalipse – Tudo que Você vai Precisar Para o Fim do Mundo”, com a performance “Manual Prático para Chegar ao Dia 22”.

A exposição “Mar... Que Faltatem patrocínio da Orsitec – Assessoria Contábil e Empresarial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O apoio cultural é do Museu da Escola Catarinense-UDESC. A programação completa está no site http://marquefalta.worpress.com. Em caso de chuva, a programação noturna ao ar livre será realizada no Museu da Escola Catarinense.

Serviço

O quê: Exposição “Mar... Que Falta”
Quando: Hoje até sexta, diversos horários
Onde: Museu Victor Meirelles, rua Victor Meirelles, 59, e Largo Victor Meirelles, Centro, Florianópolis, tel. 3222-0692
Quanto: Gratuito

Programação

Segunda, dia 17

14h - Defesa de TCC (Matemática) - Cássia Schuck
20h30 - Mapeando a Ilha - concepção e trilha sonora: Clélia Mello, registros: alunos do curso de Artes Cênicas da UFSC 

Terça, dia 18
16h - Mostra de vídeos, de Paulo Bruscky
19h - Performance “Artempé”, de Paulo Bruscky
20h30 - Estreia do documentário “Caminhos de Valda”, de Marlon Assef. Debate com Solange Adão (atriz) e Jayro Schmidt (artista e crítico) 

Quarta, dia 19
19h - Performance “Amorphobia”, de Clara Fernandes. Artistas participantes: Elisa Schmidt, Pedro Gonçalves, Isabela Bernardo, Scherazade Mesquita, Marcella Andrade. 
20h30 - Vídeo “Amorphobia”, de Mauricio Muniz
21h - Projeção de fotos, de Bruno Ropelato
21h – “Senóides Oceânicas”, apresentação de Ledgroove 

Quinta, dia 20
20h30 - Mostra de vídeos “MARaVIAGEM”, com filmes de Fernando Weber, La Osnofa-Gilda, Ruth Steyer, TiroTTi, Diego de los Campos e Chico Faganello.
22h - Mostra de Instagrams - Coletivo Instagramapolis - organização de André Paiva 

Sexta, dia 21

21h – “Finissage” com trilha sonora para o fim do mundo, “A Arca Do Apocalipse – Tudo que Você vai Precisar Para o Fim do Mundo”, com Zuleika Zimbábue

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