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Exposição em Florianópolis traz obras de dez artistas que marcaram a história catarinense

“Arte Catarinense – Memória Preservada” abre nesta sexta-feira, na galeria Helena Fretta

Karin Barros
FLORIANOPOLIS
24/05/2018 às 20H59

Cem anos de história na arte do Es­tado estarão reunidos a partir desta sexta-feira (25) na galeria Helena Fretta, no Centro de Florianópolis. A exposição “Arte Cata­rinense – Memória Preservada” traz dez nomes de artistas plásticos que já morreram, mas que deixaram um le­gado importante para a preservação e disseminação da cultura local.

A obra “Sambistas”, de Hassis - Divulgação/ND
A obra “Sambistas”, de Hassis - Divulgação/ND


O trabalho de reunião de 40 obras levou dois anos para se concretizar. Se­gundo Helena Fretta, galerista e cura­dora da mostra, foi bem difícil encon­trar esse tipo de obra na região, pois elas vêm todas do mercado secundário (quando pertencem a compradores ou colecionadores). “Principalmente as obras de Malinverni Filho, Meyer Filho e Martinho de Haro, mas todas que en­contramos são excelentes trabalhos”, afirma Helena.

Estarão em exibição para comer­cialização obras de Malinverni Filho, Martinho de Haro, Willy Zumblick, Aldo Beck, Meyer Filho, Hassis, Eli Heil, Elke Hering, Schwanke e Paulo Gaiad. “Esta­mos resgatando os nossos artistas, pes­soas que estiveram na história da arte de Santa Catarina”, coloca Helena, res­saltando a importância de escolas da região visitarem a mostra com cunho educacional. O critério de escolha das obras pela curadora foi por artistas que já morreram, por isso ela explica a não inclusão de outros nomes impor­tantes na arte catarinense.

Com textos informativos e crítica de João Otávio Neves Filho, o Janga, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, a mostra reúne artistas im­portantes no Estado e país. Além de todo o trabalho que Janga desenvolve com a a arte local, ele também foi es­colhido para a crítica por sua intensa convivência com todos os artistas em mostra. “Santa Catarina, pelas dife­rentes etnias, constitui verdadeiro mosaico cultural de bela e extraordi­nária riqueza. Esta coletiva tem como principal objetivo preservar alguns aspectos da história das nossas artes plásticas”, ressalta Janga.

A galerista, responsável por deze­nas de exposições, diz que esta é a pri­meira com a atual dimensão. O evento é uma oportunidade rara para apre­ciar obras icônicas, de valor histórico e artístico, e outras que nunca esti­veram expostas ao público e que difi­cilmente serão disponibilizadas para visitação novamente.

A tela “Cais”, de Martinho de Haro - Divulgação/ND
A tela “Cais”, de Martinho de Haro - Divulgação/ND

Serviço

O quê: “Arte Catarinense – Memória Preservada”
Quando: abertura 25/5, 18h. Visitação até 30/6, de segunda a sexta, das 9h às 18h e aos sábados, das 9h às 13h
Onde: Helena Fretta Galeria de Arte, rua Presidente Coutinho, 532, Centro, Florianópolis. Tel.: (48) 3223-0913
Quanto: gratuito

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