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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Enterro de Sylvio Mantovani será hoje (dia 15), no cemitério Jardim da Paz

Arquiteto e cenógrafo consagrado morreu ontem, na Capital

Dariene Pasternak
Florianópolis
Divulgação/ND
Gaúcho, mas radicado em Florianópolis há mais de 20 anos, Mantovani começou na arquitetura e descobriu o teatro, conciliando seus conhecimentos técnicos

Morreu ontem (dia 14) em Florianópolis o arquiteto, cenógrafo e ator Sylvio Mantovani, 52. Consagrado profissional, ele foi vítima de uma queda de seu apartamento no Centro da cidade, por volta do meio-dia. O sepultamente ocorre hoje (dia 15), às 11 horas, no Cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis.


Gaúcho de Erechim, Mantovani veio há pouco mais de 20 anos a Florianópolis para trabalhar na arquitetura, porém parelelamente, começou trabalhar no teatro.  Nas artes sua atuação começou como ator, inserido no mundo cênico pelo diretor Isnard Azevedo. Um de seus trabalhos foi em   “Que se passa Che”, sobre dois palhaços, o rico e desenvolvido Sam, inspirado no personagem norte-americano Tio Sam, vivido por Mantovani, e o abandonado e subdesenvolvido Povaréu, interpretado por Valdir Brazyl.

E foi no palco que o arquiteto enxergou outra forma de conciliar suas paixões, levando seus conhecimentos técnicos de arquitetura para a cenografia e iluminação. Nessa função atuou nas companhias Dromedário Loquaz, Armação, Grupo Cena 11 – neste foi inclusive indicado para um prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Nos últimos sete anos, estava responsável pelas montagens da Pró-Música e Cia. Ópera de Santa Catarina, entre elas, criou cenários para “O Elixir do Amor” e “La Traviata”.

Na arquitetura seu nome também era forte, seu escritório assinou projetos de alto padrão de casas, edifícios e interiores. Segundo testemunhas, Mantovani morava sozinho e chegou em casa por volta do meio-dia de quinta-feira. Cerca de 20 minutos mais tarde ouviu-se o estrondo. O corpo do arquiteto foi encontrado no pátio do prédio vizinho. Conforme dados preliminares da Polícia Civil, não havia sinais de arrombamento no apartamento, como também nenhum estranho foi visto entrando no prédio no horário.

Amigos e colegas lamentam a morte

A morte de Mantovani repercutiu de maneira rápida no meio artístico.
“É uma perda que a gente não tem nem palavras, como amigo e profissional. Neste momento só dá para reverenciar a beleza de seus projetos, o arquiteto contemporâneo e suas cenografias maravilhosas”, diz a diretora de teatro e atriz Sulanger Bavaresco, do Grupo Dromedário Loquaz.

“A característica do Sylvio era a pesquisa profunda, o bom gosto. Ele fazia um trabalho agregado com a peça, com muito fundamento. Cada curva, cada traço tinha uma justificativa”, comenta o autor e diretor de teatro Antonio Cunha,parceiro de diversos trabalhos entre eles, na peça   “Dona Maria, a Louca”, em que conquistou a premiação de melhor cenário no Festival Isnard Azevedo.

Eu diria que era o grande nome na cenografia catarinense. Ele tinha uma preocupação com o lado estético, com o cenário, a luz, a ocupação e aproveitamento do espaço”, pontua o ator Édio Nunes. “Ele circulava numa área que Santa Catarina era muito carente”, acrescenta o diretor Júlio Maurício, do Teatro Sim… Por que não!? 

 

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