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Engenheiro que participa do Ironman 70.3 conta como são os treinos antes das competições

Rafael Pina pratica triatlhon há dez anos e já fez 11 provas da marca Ironman

Karin Barros
Florianópolis
20/04/2018 às 22H05

Não, a data do Ironman não foi transferida. A prova que ocorre neste domingo (22), a partir das 6h30 da manhã, em Florianópolis, é o Ironman 70.3, uma versão itinerante reduzida pela metade em relação à competição mundial e que abre o calendário do ano. Os números 70.3 são uma referência ao 140.6, que é a distância em milhas da prova completa, já que ela é originalmente americana.

Rafael Pina tem o triatlo como hobby, mas leva a sério o treinamento - Daniel Queiroz/ND
Rafael Pina tem o triatlo como hobby, mas leva a sério o treinamento - Daniel Queiroz/ND


Este ano, 1.200 atletas de 21 países farão parte do Ironman 70.3 percorrendo 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida, com largada e chegada na praia dos Ingleses. Do total de participantes, 191 são mulheres, e o Brasil tem o maior número de inscritos, com 1.127.

Entre os atletas está o engenheiro e diretor de tecnologia Rafael Pina, 44, nascido em Florianópolis. Ele já participou de nove provas do Ironman, sendo uma delas na Austrália em 2016, e mais duas relacionadas à marca. A corrida deste domingo vai servir como mais um treino para a prova full (completa, em inglês), que ocorre no dia 27 de maio na Capital.

Rafael pratica triatlo há dez anos, mas afirma que para chegar nesse nível é uma trajetória gradual e lenta. Segundo ele, não é possível participar de provas como a do Ironman com menos de um ano de treinamento.

Consistência em treinos 

Os treinos de Rafael estão incorporados ao ritmo de sua rotina, dica importante para quem quer começar a praticar. Por isso, ele se programa sempre para fazer as três modalidades, e claro, tudo com acompanhamento de uma assessoria esportiva. “Eu não acho estranho ter os três treinos durante o dia, acho estranho quando não tem”, brinca ele em referência ao costume que adquiriu com o tempo. 

O engenheiro treina 18 horas por semana antes da competição - Daniel Queiroz/ND
O engenheiro treina 18 horas por semana antes da competição - Daniel Queiroz/ND


Para a prova deste domingo, Rafael intensificou a preparação nos últimos dias. Porém, há cinco meses corre, nada e anda de bicicleta de segunda a segunda, 18 horas por semana. O volume varia de acordo com a fase do treinamento, mas quando está fora de época realiza 10 horas por semana. “Nessa etapa é raro um day off [dia sem treino], só na sexta-feira antes da prova eu me libero, e no sábado faço um treino leve, com 15 minutos de cada modalidade”, explica.

Ele costuma se preparar em Jurerê Internacional, para natação e corrida, onde já ocorre o Ironman principal; enquanto treina o ciclismo na avenida Beira-mar Norte, quando está fechada aos domingos, e nas estradas da serra, entre São Bonifácio, Anitápolis, além da cidade de Urubici. “O principal é conseguir conciliar a rotina e buscar um equilíbrio para ter consistência”, diz.

Aliar a outras atividades

Associado aos exercícios intensos das três modalidades do triatlo ainda tem muita coisa envolvida. A alimentação, por exemplo, está diretamente ligada ao tipo de treino que o atleta está exercendo. Rafael explica que é preciso se preocupar com a comida no momento do treino e fora dele. “Fora é quando a gente se preocupa com a energia que terá no treino, em ingerir alimentos leves, mas que tenham bastante índices glicêmicos, por exemplo”, acrescenta.

A prova deste domingo tem 1,9 km de natação - Acervo pessoal/Divulgação
A prova deste domingo tem 1,9 km de natação - Acervo pessoal/Divulgação


Rafael diz que faz um controle, mas que busca não ser radical consigo, afinal, o esporte é apenas seu hobby. Além disso, atividades suporte também fazem parte do processo pré-prova do engenheiro, como quiropraxia, fisioterapia preventiva e massagem quando o volume de treino está muito grande. “É uma linha bem tênue entre treinar bem e conseguir não se lesionar. É preciso saber monitorar o organismo, saber reconhecer dor de desgaste e de lesão, senão você pode estragar todo um planejamento”, alerta.

Conceitos que se completam 

O florianopolitano diz que classificar bem é sempre uma meta. Este ano ele mudou para a categoria de 45 a 49 anos, e diz que a ideia é brigar pelas primeiras posições. Entre seus bons números estão a 8ª colocação no Ironman de Fortaleza (CE) e uma prova feita em 9h47min em Florianópolis. As duas foram feitas nas etapas longas da marca, que são as suas preferidas.

Para Rafael, que treina como atleta mas vê o esporte como hobby, o triatlo se completa em vários aspectos com sua questão profissional. “A gente aplica os conceitos em várias áreas, principalmente de planejamento, disciplina e persistência”, finaliza.

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