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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Confira a galeria de fotos do show do Guns N' Roses em Florianópolis

Banda levou cerca de nove mil fãs ao delírio na noite de terça feira

Juliete Lunkes
Florianópolis

Por volta da 1h da madrugada, quando a multidão começava a deixar o Devassa On Stage após quase três horas de show, ninguém mais lembrava do atraso de 1h10 que Axl Rose e cia proporcionaram e que extrapolou a paciência de muitos. Talvez a expectativa de boa parte das 9.000 pessoas que se acotovelaram para ver o Guns N’ Roses na noite de terça-feira (1º/4) já não fosse a das maiores, mas a verdade é que Axl e seus músicos contratados fizeram um dos maiores espetáculos de rock’n’roll que a Ilha já viu.

 

Eduardo Valente/ND
Axl Rose comanda o show com o guitarrista Bumblefoot e o baterista Frank Ferrer

 

A fúria do baterista Frank Ferrer acompanhada da perfeição com que eram executados os solos clássicos, divididos entre os guitarristas DJ Ashba, Ron “Bumblefoot” Thal e Richard Fortus, impressionou até quem por ventura não estava ali exatamente por ser fã do grupo. E especialmente quem debochava da atual formação do Guns N’ Roses. Some-se a eles o talentoso baixista Tommy Stinson e os tecladistas Chris Pitman e Dizzy Reed, único membro da formação clássica do grupo além de Axl, e temos em um único palco alguns dos melhores músicos da atualidade.

:: Leia mais: Guitarrista do Guns N' Roses leva dezenas de músicos e fãs para workshop em Florianópolis

De famílias inteiras a patricinhas de salto fino, passando pelos tradicionais roqueiros cabeludos, não teve quem não arriscasse junto com Axl Rose algumas palavras da letra de “Sweet Child  o’Mine” ou “Knockin’ on Heaven’s Door”, e que não pulasse embalado ao peso de “Welcome do the Jungle”, segunda música do show, que veio logo após “Chinese Democracy”, canção do disco homônimo que levou 13 anos para ficar pronto.

Assistindo àquele espetáculo de habilidade e presença de palco, pouca gente sentiu falta ou lembrou que há 20 anos quem solava de maneira arrebatadora era Slash. É bem possível que ele tenha servido de inspiração para o próprio Ashba durante boa parte de sua vida, já que o atual guitarrista demonstrava tanto sentimento e estilo quanto o velho ídolo do Guns N’ Roses.

Veja a galeria de fotos do show:

Eduardo Valente/ND

Roqueiros também amam

Quando as luzes ficaram mais baixas e a produção arrastou para o centro do palco o piano azul de Axl, gritos histéricos abafaram o som do lugar. Quando as primeiras notas de “November Rain” saíram dele, milhares de celulares foram alçados para o ar e até um pedido de casamento foi visto no meio da plateia.

O ato voltou a acontecer mais tarde, no meio de “Knockin’ On Heavens’ Door”, quando Axl convidou outro casal para subir ao palco. O rapaz carregava um cartaz que explicava a razão de estar ali. Em questão de segundos, pegou o microfone vermelho das mãos do cantor, se ajoelhou e pediu a mão da namorada em casamento. Ela ainda ganhou um abraço apertado do vocalista.

Energia de sobra

Quem chegou achando que Axl Rose não daria conta de tantos agudos e de quase três horas de show, foi para casa com a sensação de que está tudo ok com o velho ídolo. O cantor segurou bem todas as músicas, embora tenha deixado o palco várias vezes entre as execuções, dando espaço para outros integrantes tomarem conta dos vocais ou simplesmente fazerem um solo demorado.

Nas primeiras músicas o vocalista esbanjou energia e parecia quase tão jovem quanto os integrantes sua banda. Esses, por sua vez, não aparentavam ter mais de 20 e poucos anos, tamanha disposição e vontade de estarem ali. Axl corria de um lado para o outro, subia nos retornos, e apesar de interagir pouco com o público, demonstrou todo seu esforço em tentar agradar quem esperou horas – ou uma vida – para vê-lo. Lá pelas tantas, quando voltou ao palco para tocar a melancólica “Don’t Cry”, até surgiu sem os habituais óculos escuros.

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