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Em montagem do primeiro solo, bailarino Anderson do Carmo dirige espetáculo "Frágil"

Ex-integrante do Cena 11, catarinense dirige "Frágil", espetáculo de dança que estreia no fim de setembro

Marciano Diogo
Florianópolis
06/09/2016 às 11H33

Bailarino, diretor, crítico e pesquisador da dança, o catarinense Anderson do Carmo, 26, está em um momento de grande produtividade. Ex-integrante do Cena 11, uma das companhias de dança mais consagradas do Brasil, Anderson prepara seu primeiro espetáculo solo, que será lançado em 2017, enquanto é mestrando em teatro na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e dirige Letícia de Souza, 30, no solo “Frágil”.

“A dança contemporânea não é apenas contemplativa, ela faz perguntas e não afirmações. É um território libertário de incertezas. Fazer dança contemporânea é repensar constantemente o que se está fazendo, é questionar seu próprio corpo crítico”, afirma o bailarino.

O bailarino catarinense Anderson do Carmo está em processo de montagem de seu primeiro solo - Flávio Tin
O bailarino catarinense Anderson do Carmo está em processo de montagem de seu primeiro solo - Flávio Tin/ND


Em julho, ele apresentou no Memorial Meyer Filho, em Florianópolis, a performance “Primeiro Ensaio Sobre a Retórica”, uma gênese para o seu solo: uma coreografia pré-estabelecida baseada na fala e em movimentos gestuais do corpo. “Trata de como articular uma ideia, como organizar discursivamente um pensamento, ou seja, explora a questão da oratória e da retórica. É esse espaço entre corpo e fala que me interessa, é nele onde eu faço uma análise sobre significado e significante a partir do movimento corporal”, diz

De Dionísio Cerqueira, Anderson se mudou para Florianópolis para estudar teatro na Udesc em 2008. Começou a dançar ainda na faculdade, por influência da bailarina e professora Sandra Meyer. “Na época era difícil porque eu não tinha percepção corporal, nunca havia feito esporte e era muito sedentário. Foi então que aprendi que é possível descobrir um novo jeito de dançar, e logo fiz audição para o Cena 11 e fui aprovado”, fala Anderson, que atuou no grupo de 2012 a 2016.

Antes do Cena 11, teve experiência na direção e palco com o espetáculo “A Saudade é Como Líquido Que Transborda ou Para Teresa” (2011), que venceu o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna. “Era um espetáculo direcionado para minha avó, que refletia sobre como existem muitas presenças em uma ausência”, lembra.

Direção de “Frágil”
“Frágil”, com a bailarina Letícia de Souza, estreia no fim de setembro em Florianópolis e Joinville. Com duração de cerca de 30 minutos, o espetáculo tem um formato transitório e, de acordo com Anderson, é uma soma de vestígios de inquietações sobre o dançar. “O subtítulo do espetáculo é ‘Essa dança é de 30 minutos mais longa do que poderia ser para competir’. Eu tive uma formação mais tradicional nessa área porque cresci em Joinville, cidade que tem a dança como tradição.  ‘Frágil’ procura entender esse ambiente de competição de dança e como resistir e se deslocar disso”, explica a bailarina Letícia. “É uma montagem que procura diluir a ideia de coreografia e desconstrói a dança tradicional”.  “Frágil” também venceu em 2015 o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.

O quê: Solo de dança “Frágil”, com Letícia de Souza
Quando:
23 e 24/9, 20h
Onde:
Sesc Joinville, rua Itaiópolis, 470, bairro América, Joinville, tel. (47) 34413302
Quanto:
Gratuito, retirada dos ingressos uma hora antes

O quê: Solo de dança “Frágil”, com Letícia de Souza
Quando:
29 e 30/9, 20h
Onde:
Teatro Sesc Prainha, travessa Siryaco Atherino, 100, Centro, Florianópolis, tel. (48) 32292200
Quanto:
Gratuito, retirada dos ingressos uma hora antes

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