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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Em entrevista, Sérgio Rosa, do Demônios da Garoa, fala sobre os 73 anos do grupo

Famosos por composições da Adoniran Barbosa, eles fazem show gratuito em Florianópolis nesta quinta-feira

Karin Barros
Florianópolis
UOL/Folhapress/ND
O grupo ainda faz show no sábado, em Blumenau, e no domingo, em Laguna


Não é de qualquer jeito ou com qualquer música que se chega a 73 anos de carreira sendo considerado o conjunto vocal mais antigo do Brasil em atividade pelo Guiness Book 1994. Isso é fácil de entender ao conhecer os sucessos do grupo Demônios da Garoa.

Eles fazem um show gratuito em Florianópolis, promovido pelo Sesc, nesta quinta-feira, às 20h. A apresentação será baseada no álbum comemorativo aos 70 anos, “Vem cantar comigo”. Trará também músicas do CD “Um samba diferente”, além das clássicas, que mesmo se não tocadas pela banda, são puxadas pelo público, como “Iracema, “Eu sou o Samba”, “Saudosa Maloca”, “Tiro Ao Álvaro”, “Vila esperança”, “As mariposas” e “Samba do Arnesto. “Tem dado muito certo, e inserimos ainda homenagens ao Wando, porque uma das últimas gravações dele foi com o Demônios; cantamos um rock homenageando o Herbert Viana,  e fizemos um arranjo novo de uma música do Jair Rodrigues, que nos deixou a pouco tempo e merece”, diz Sérgio Rosa, filho de Arnaldo Rosa, um dos fundadores do grupo, e pai de outros dois integrantes da banda na formação atual.

Estarão no palco nesta quinta: Canhotinho, o integrante mais antigo - na formação há 54 anos -, Sérgio Rosa, Ricardinho, o integrante mais recente, Dedé Paraizo e Izael Caldeira da Silva.

O caderno Plural conversou por telefone com Sérgio Rosa, que está há 35 anos no grupo

ND - Como é participar de um grupo que tem 73 anos de existência?

Sérgio - É grande a responsabilidade e muito gratificante a gente poder estar ainda levando a bandeira do samba paulista, da música popular brasileira, e se Deus quiser, vamos bem longe.

ND – Das músicas mais pedidas nos shows, a maioria é de autoria de Adoniran Barbosa. O que ele representa para o grupo? Ele que deu identidade?

Sérgio - Não diria identidade, mas ele foi uma das essências do samba paulistano junto ao Demônios. Quando ele trazia a música, ela era crua, sem introdução, sem arranjo vocal e instrumental. Foi um casamento que deu certo com a interpretação. Ele foi um fator primordial para a banda.

ND – Por ter tanto tempo de carreira, gostar do Demônios da Garoa é quase algo hereditário, passado de pai para filho. Vocês não acham?

Sérgio - Se não fosse dessa forma, o Demônios não estaria com 73 anos de atividade ininterrupta. Temos admiradores antigos, pessoal da velha guarda, e o pessoal jovem que se nós não estivéssemos agradando, não estariam ali. É muito gratificante você ir ao show e ver o pai, filho e neto, três gerações que acompanham e cantam o repertorio.  

ND – Quais são os projetos dos próximos anos do Demônios da Garoa?

Sérgio – Temos muitas coisas com a terceira geração da banda, e que já tenho dois filhos nela. Os dois começaram aos 14 anos, e o Ricardinho já faz parte da frente da banda. Já temos coisas gravadas para tentar colocar no DVD dos 75 anos. O projeto é “Demônios da Garoa - Um século de atividades ininterruptas” (risos).

Serviço

O quê: Demônios da Garoa
Quando: 16/6, 20h
Onde: Teatro Pedro Ivo, rodovia SC-401, km 5, 4.600, Saco Grande, Fpolis
Quanto: gratuito com retirada de ingressos antecipados em 2 lotes:  um de 13 a 15/6 exclusivo para comerciários e dependentes com Cartão Cliente Sesc válido – Retirada nas Unidades do Sesc na Grande Florianópolis (Prainha, Estreito, Palhoça e Hotel Sesc Cacupé), e 2º lote, a partir de 16/6 para úblico em geral. Retirada no Teatro Pedro Ivo, TAC e CIC a partir das 13h.

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