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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Editora Conrad lança em março HQ sobre a carreira de Amy Winehouse

Livro integra a série "O Clube dos 27", que reúne história de vida dos músicos que morreram aos 27 anos de idade

Carol Macário
Florianópolis

Divulgação / ND
Morta em julho de 2011, Amy Winehouse terá sua carreira contada em quadrinhos

Se o rock é uma expressão da cultura pop, a morte também passou a ser, pelo menos depois que ídolos da música morreram – coincidência ou não – aos 27 anos. A última a entrar para o malfadado “Clube dos 27”, grupo de músicos do rock ou blues que morreram na mesma idade, foi Amy Winehouse, encontrada morta em sua casa em Londres, em julho de 2011. Ela é a primeira artista a ter a história contada em HQ – outra expressão pop – e que integra uma série que a Conrad Editora lança até o final de março no Brasil.

A série chama-se “O Clube dos 27”, e reúne a história dos músicos que morreram aos 27 anos em decorrência principalmente do consumo excessivo de álcool e drogas, como Jim Morrison (1943 – 1971), Janis Joplin (1943 – 1970), Jimi Hendrix (1942 – 1970) e Kurt Cobain (1967 – 1994).

O primeiro título, de Amy Winehouse, foi lançado em novembro passado na França – país do trio de autores da HQ: Goffette, Eudeline e Fernandez. A edição brasileira será lançada até o final de março. Segundo a assessoria de imprensa da editora, a biografia em quadrinhos vai retratar a carreira da cantora, sem sensacionalismos, desde quando ela aprendeu a tocar violão, as primeiras apresentações e o sucesso meteórico.

A Conrad pretende lançar um livro por ano. O próximo volume deve ser publicado até novembro, também na França, e a versão em português no ano que vem. O ex-vocalista da banda Nirvana, Kurt Cobain, será o próximo.

Quem deixou o mundo da música precocemente aos 27 anos
  
Janis Joplin (19/1/1943 - 4/10/1970)

A eterna rainha do blues rock lançou maravilhas como “Cheap Thrills” (1968) e “Pearl” (1971). No palco, a cantora americana deixava o público boquiaberto. Foi vítima de uma overdose acidental, quando estava no final das sessões de gravação de “Pearl”.


Jim Morrison (8/12/1943 - 3/7/1971)

Um dos grandes poetas do rock e totalmente imprevisível: era capaz de fazer shows maravilhosos ou horríveis, conforme o seu humor. “The Doors” (1967), “Strange Days” (1967) e “L.A. Woman” (1971) são alguns de seus melhores discos com os Doors. Era considerado o grande símbolo sexual do rock, nos anos 60, o que o irritava. Vítima de overdose acidental.

Jimi Hendrix (27/11/1942 - 18/9/1970)

Ainda hoje considerado o maior guitarrista da história do rock, gravou discos espetaculares, como “Axis Bold As Love” (1967) e “Electric Ladyland” (1968). No palco, ele pôs até fogo na guitarra. Usava drogas e bebia como se não houvesse amanhã. Morreu sufocado no próprio vômito, após uma mistura de comprimidos e bebidas alcoólicas.

Brian Jones (28/2/1942 - 3/7/1969)

O guitarrista criou e deu o nome a uma banda lendária, The Rolling Stones. O músico acabou mergulhando nas drogas e sendo mandado embora do próprio grupo por Mick Jagger. Foi encontrado morto em sua piscina, afogado, apenas um dia depois de ser demitido. Tem gente que até hoje acha que ele foi assassinado. Jones foi o primeiro roqueiro famoso a morrer com 27 anos.

Kurt Cobain (20/2/1967 - 5/4/1994)

O maior mito do rock nos anos 90. Cantor, compositor, guitarrista e líder do grupo americano Nirvana, que lançou os brilhantes “Nevermind” (1991) e “In Utero” (1993). Não soube lidar com o sucesso, e seu fim foi trágico: estourou os miolos em sua própria casa. Fez shows cheios de altos e baixos no Brasil com o Nirvana em janeiro de 1993, e até gravou em um estúdio carioca.

Richey Street (22/12/1967 - 14/2/1995)

Ele era o letrista e o guitarrista base dos Manic Street Preachers, uma das principais bandas inglesas da década de 90. Intelectual e doidão, chegou a usar uma camiseta com a frase “kill yourself” (mate-se). Um dia antes de a banda viajar para os Estados Unidos, ele simplesmente sumiu. E nunca mais foi encontrado.

Robert Johnson (8/5/1911 - 16/8/1938)

O cantor, compositor e violonista americano é considerado o legítimo avô do rock and roll. Reza a lenda que ele teria vendido a alma para o diabo para se tornar um excelente violonista, cantor e compositor, e que morreu tão cedo justamente por causa disso. Oficialmente, foi vítima de envenenamento. Ídolo de Eric Clapton e inúmeros outros roqueiros famosos.

Alan "Blind Owl" Wilson (4/7/1943 - 3/9/1970)

O Cannet Heat foi uma das principais bandas de blues rock americanas dos anos 60, e Alan era seu guitarrista. O cara sabia tudo de blues, e conhecia a obra de cada grande nome do gênero. “Future Blues” (1968), melhor disco do grupo, teve grande participação de Alan. Ele foi encontrado morto pelos colegas de banda, vítima da mistura de duas garrafas de gin com comprimidos.

Kristen Pfaff (26/5/1967 - 16/6/1994)

Kristen Pfaff tocou baixo com o Hole, banda liderada por Courtney Love, a mulher de Kurt Cobain. Ela entrou no grupo e participou de seu disco mais vendido, “Life Through This” (1994). Reza a lenda que a moça teria tido um rápido caso com Kurt. Em trágica coincidência, Kristen também foi encontrada morta, vítima de overdose, e também aos 27 anos de idade, dois meses depois de Cobain.

Gary Thain (15/5/1948-8/12/1975)

O baixista inglês é até hoje considerado um dos melhores da história do heavy metal, e viveu seus anos de ouro como integrante do Uriah Heep, participando de CDs como “Demons And Wizards” (1972). Em setembro de 1974 foi eletrocutado em cena. Conseguiu sair vivo, mas sua vida nunca mais foi a mesma. Foi demitido do Uriah Heep e, deprimido, morreu de overdose.

Ron "Pigpen" Mckernan (8/9/1945-8/3/1973)

McKernan era tecladista do Grateful Dead, uma das bandas mais malucas e experimentais da geração hippie. Ele era quem mais aparecia nos shows, pois sabia prender a atenção do público. Infelizmente, também bebia demais e morreu vítima de uma hemorragia gastrointestinal.

Pete Ham (27/4/1947-24/4/1975)

Cantor, compositor e guitarrista do grupo inglês Badfinger, que soube como poucos se valer da influência dos Beatles e lançou trabalhos maravilhosos como “Straight Up” (1971) e “Wish You Were Here” (1975). Foi enganado pelo empresário, ficou desesperado e em situação financeira lamentável. Acabou se suicidando.

Chris Bell (12/1/1951-27/12/1978)

O cantor, compositor e guitarrista americano era outro que aproveitou muito bem as influências dos Beatles. Ao lado do cantor, compositor e músico Alex Chilton, integrou a banda Big Star, que vendeu poucos discos mas influenciou inúmeros outros grupos de rock, como R.E.M. e Oasis. A falta de sucesso comercial lhe rendeu forte depressão. Morreu vítima de um acidente de carro.

Pete de Freitas (2/8/1961-14/6/1989)

Pete de Freitas foi considerado um dos melhores bateristas do rock dos anos 80, e tocava com o Echo & The Bunnymen. Esteve com a banda quando eles tocaram no Brasil pela primeira vez, em 1987, em shows antológicos. Participou de discos ótimos, entre eles “Ocean Rain” (1984) e “Echo & The Bunnymen” (1987). Morreu em um acidente de moto.

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