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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Editor da Maurício de Sousa Produções fala sobre quadrinhos na HQCon em Florianópolis

Evento coloca Florianópolis no calendário cultural se tornando ponto de encontro certo para os fãs de quadrinhos e animes

Fábio Bispo
Florianópolis
Marcelo Bittencourt/ND
Uma edição foi pouco para mostrar o quanto os quadrinhistas brasileiros entendem de Turma da Mônica

Poucos personagens estão tão presentes na memória dos brasileiros como os integrantes da Tuma da Mônica. A história em quadrinho mais famosa do Brasil é também, agora, a maior vitrine para os novos artistas do país. Em 2009, o jornalista Sidney Gusman teve a ideia de lançar o MSP 50 (Maurício de Sousa Por 50 Artistas), para homenagear os 50 anos de carreira do quadrinhista. Os traços e estilos ousados fizeram tanto sucesso nas tramas de Maurício de Sousa que uma edição foi pequena para o projeto, que acabou se transformando em trilogia.

Gusman, editor da Maurício de Sousa Produções, foi uma das principais atrações na segunda edição do HQCon, realizada no último fim de semana (13/14) no Floripa Shopping, em Florianópolis. A feira, voltada exclusivamente para o universo HQ (de histórias em quadrinho), reuniu aficionados pelos personagens e expôs o que há de melhor na produção nacional. No mesmo espaço foi reunido desde os quadrinhos mais clássico à animação gráfica, falando ainda de música, games, tecnologia, moda e literatura.

A ideia de colocar lado a lado artistas renomados e novos talentos regionais mostra o quanto o mercado das HQs está em alta. “Queremos criar uma cultura de expor essas produções. Atualmente, o quadrinho oferece um grande leque de opções para quem quer investir no ramo”, disse o organizador da HQCon, José Augusto Mathias. Este ano o evento teve a estrutura ampliada, e além das palestras também foram realizadas oficinas, desfile de Cosplay (pessoas que se caracterizam de personagens), mesas de jogos, venda de produtos e, é claro, muitas revistas em quadrinhos.

Brasileiros produzem fora do país

Sidney Gusman contou que a ousadia em contar as estórias da Turma da Mônica em outros traços não tardou em revelar talentos em todos os cantos do Brasil. “Artisticamente o Brasil não perde nem para a Europa nem para os Estados Unidos, o que acontece é que os artistas não têm muito espaço para mostrar os trabalhos aqui, e acabam indo trabalhar fora do país”, explica. A terceira e última edição da série, o MSP Novos 50, será lançada em setembro, durante a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. Nas edições MSP 50 o público pode encontrar as histórias da Turma nos traços de característicos de artistas como Ziraldo, Laerte, Angeli, Hector Salas e Ricardo Manhães, por exemplo.

Hector Lima, um dos desenhistas que teve o trabalho publicado na última edição do livro de Gusman, disse que o desafio em desenhar a Turma da Mônica estava, justamente, em ser criativo a ponto de penetrar no mundo intocável e característico dos personagens de Maurício de Sousa sem perdas na essência. “Por mais que tivéssemos a liberdade de ousar, tínhamos a responsabilidade de estar mexendo com um filho do Maurício, não foi uma tarefa fácil”, disse o desenhista.

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