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Edgard Scandurra toca na Escadaria do Rosário com seu projeto de música eletrônica

O projeto Benzina é uma empreitada que o músico iniciou em 1996, mas recuperou recentemente

Carolina Moura
Florianópolis
Divulgação/ND
Depois de deixar o Ira, Scandurra investiu em novos projetos musicais e parcerias

 

 

Florianópolis — Conhecido como guitarrista da banda Ira! por 26 anos, Edgard Scandurra é multifacetado. Ele compôs a maior parte das canções do grupo, tocou em bandas como Ultraje a Rigor e Smack nos anos 80, e desde 2007 trabalha em uma larga gama de projetos. Para a Maratona Cultural de Florianópolis, ele traz seu projeto de música eletrônica, Benzina, junto à baixista Sandra Coutinho e a percussionista Michelle Abu.

 

- Você tem o projeto Benzina desde 1996. Depois do fim do Ira! começou a se dedicar mais a ele?

Com o final do Ira! em 2007 eu me dediquei a outros projetos. Deixei um pouquinho o Benzina e comecei a resgatar o projeto de um ano par cá, porque vi que ele tinha uma resposta muito legal do público. As pessoas estavam com saudades. Quando a gente começou, era um projeto novo e tinha uma resistência do rock com a música eletrônica. Agora as barreiras caíram.

- Como começou seu interesse pela música eletrônica?

Em 1994, 1995, eu comecei a ouvir uns amigos aqui em São Paulo numa casa chamada Hells, que é considerada o templo da música eletrônica. Comecei a achar um grande deságio me enquadrar dentro desse som. Como eu sempre gostei da cena underground, abracei a causa da música eletrônica com muita força porque vi nela uma chance da minha guitarra se diferenciar.

- Quem são os DJs que mais lhe influenciam e inspiram?

A dupla francesa Daft Punk tem os três melhores discos dos últimos 15 anos. Mas continuo gostando muito do pessoal old school. O Mau Mau é genial, ele é capaz de dançar em um cemitério e fazer os esqueletinhos saírem dançando.

- Gravou com diferentes bandas e diferentes projetos. Tem algum deles que é o mais prazeroso de trabalhar?

Eu gosto muito de trabalhar com o Arnaldo Antunes. O último disco que a gente gravou foi A Curva da Cintura, que é gravado em Mali, na África, com o músico Toumani Diabaté. Esse é um projeto muito bonito que eu tenho muito carinho. A Karina Buhr também, ela faz um som incrível e eu tenho muito orgulho de gravar com toda a banda que toca com ela. Me sinto muito bem com a geração nova, que pensa como eu. Hoje as pessoas são mais abertas à experimentação, antigamente o pessoal era muito mais tradicionalista.

Serviço

O que: Show de Edgard Scandurra com o projeto Benzina

Quando: 24/3, 19h

Onde: Escadaria do Rosário, rua Vidal Ramos, Centro, Florianópolis

Quanto: gratuito

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