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Duas orquestras se apresentam no mesmo palco, no Teatro do CIC, em Florianópolis

A Tao e a Manancial da Alvorada, ambas da Capital, trazem repertório autoral e instrumental diferenciado

Karin Barros
Florianópolis
15/05/2017 às 11H29
Orquestra Manancial da Alvorada - Divulgação/ND
A Manancial da Alvorada reúne instrumentos diversos, como ukulelê e o djembe- Divulgação/ND


Duas jovens orquestras de Florianópolis, a Tao e a Manancial da Alvorada, irão dividir o palco do Teatro Ademir Rosa nesta quarta-feira. O evento Pequenas Orquestras Grandes Encontros vai trazer 15 músicos para uma noite de instrumental autoral com grupos que investem na criação de conceitos sonoros e linguagens musicais diferentes. 

A Tao Orquestra, primeira a se apresentar na programação, é um septeto composto pelos músicos Fábio Mello (sax soprano, tenor, barítono e flauta transversal), Juliana Schmidt (violino), Larissa Galvão (piano), Ivan Vendemiatti (bansuri), Tie Pereira (contrabaixo), Eduardo Vidili (bateria e percussão) e Alexandre Damaria (percussão). O projeto iniciou há dois anos com influência pela música brasileira, africana, indiana, árabe, jazz, rock, clássica, e adiciona os temperos musicais vindos da trajetória de cada integrante. 

Eles compõem o espetáculo “Ciclo Vitral” como uma viagem sonora recheada de composições e improvisações, climas e temas, denominada “continuum sonoro” - uma característica do grupo. A apresentação autoral é com músicas de quatro integrantes, que também são compositores. De acordo com Ivan Vendemiatti, a apresentação da Tao “é um passeio por diversas paisagens, um ciclo do começo ao fim, como se fosse um filme sonoro”. O grupo se autodenominou orquestra pela questão da divisão de naipes. 

Já a Orquestra Manancial da Alvorada é um octeto que reúne instrumentistas das mais variadas vertentes da cena musical florianopolitana para a construção de um espetáculo de músicas tradicionais. Ideia do regente Julian Brzozowski, o grupo busca mesclar instrumentos com a personalidade do músicos. “Não temos só função de instrumentais, o processo é bem colaborativo”, coloca Fábio Cadore, percussionista da Alvorada. Quando perguntado como classificar o gênero musical da orquestra, surge a dúvida: “existe essa corrente que mesclas as influências musicais. Talvez a gente seja uma banda de rock alternativo com músicas do mundo todo, em que buscamos uma sonoridade que nos cause identificação”. 

Por isso, o nome orquestra é algo quase irônico, mas que não deixa de explorar timbres, melodias e possibilidade rítmicas que não existiam. O formato da apresentação da Alvorada foge da orqustra tradicional, já que o próprio maestro faz também a vez de saxofone tenor, sintetizador, violão e voz. 

O grupo traz no show de quarta-feira músicas do álbum que deve ser lançado até o final do ano, “Via várzea”, que está em processo de produção. Participam ainda da apresentação a cantora Dandara Manoela e Addia Furtado, ambas percussionistas. 

O Manancial da Alvorada é formado pelos músicos Daniel Postal (guitarra, sintetizador e voz), Charles Kobarg (gaita e voz), Fabio Cadore (djembe e dununs), Gabriel Dutra (bateria e sintetizador), Julian Brzozowski (saxofone tenor, sintetizador, violão e voz), Leonardo Schmidt (guitarra e sangban), Paulo Zanetti (saxofone soprano e clarone), Rafael Pfleger (baixo e produção/mixagem).

Serviço

O quê: Pequenas Orquestras Grandes Encontros - CIC 8:30
Quando: 17/5, 20h30
Onde: Teatro Ademir Rosa, CIC, av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis
Quanto: R$ 30

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