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Documentário “Dom Quixote das Artes”, sobre Paulo de Siqueira, estreia no cinema do CIC

Documentário refaz trajetória de artista que produziu obras de arte, como as que estão em frente ao CIC e ao Terminal Rita Maria

Redação
Florianópolis
18/09/2018 às 19H52
Paulo de Siqueira era reconhecido pelas suas grandes esculturas em sucata; - Divulgação/ND
Paulo de Siqueira era reconhecido pelas suas grandes esculturas em sucata; - Divulgação/ND



Quem passa pelo CIC, o Centro Integrado de Cultura, ou pelo Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis, se depara com duas das mais importantes obras do artista plástico Paulo de Siqueira, escultor gaúcho, radicado em Santa Catarina, que nas décadas de 1970 e 1990 usava sucata como matéria-prima para suas obras.

O artista é conhecido no Estado por ter produzido o monumento “O Desbravador”, obra que se tornou cartão postal da cidade de Chapecó, mas Siqueira deixou no Sul do país e na Argentina mais de 50 obras gigantescas. Na Capital, “O Equilibrista” e “Rita Maria” representam parte do seu legado que desafia o tempo. As obras, feitas de “ferro velho”, expostas ao ar livre, se não receberem manutenção, tendem a desmanchar.

A obra de Siqueira e fragmentos da história de sua vida estão no documentário “Dom Quixote das Artes”, que estreia em Florianópolis dentro da programação do Cineclube Unisul, nesta sexta, sábado e domingo, às 20h, no Cinema do CIC. A produção, dirigida por Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt, é da Margot Filmes, viabilizada através de recursos do Edital de Fomento e Circulação das Linguagens Artísticas de Chapecó e da Lei Rouanet.
Paulo de Siqueira se dizia, se imaginava e se autorretratava Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes. A marcante presença desse personagem na vida e na obra do artista provoca a abordagem e relação estabelecida na proposta do documentário “Dom Quixote das Artes”.

Era ao som de óperas e música clássica que o artista plástico, que morreu em 1996, dava vida às suas criações. Autodidata, realizou sua primeira exposição aos 16 anos, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, onde viveu até a adolescência. Nada comum, sua obra transita entre a modéstia e a grandiosidade.

As esculturas com mais de dois metros de altura e pesando no mínimo uma tonelada estão em espaços públicos e representam o principal legado do artista, reconhecido nacional e internacionalmente. Em um centro comercial em Porto Alegre há uma com 14 toneladas. Sua genialidade na construção dos monumentos chamou a atenção de outros artistas e críticos de arte. “A liberdade não é um pedaço de pão”, dizia “Dom Quixote”.

Paulo de Siqueira morreu em 1996 - Divulgação/ND
Gaúcho radicado em SC, Paulo de Siqueira morreu em 1996 - Divulgação/ND



Produção do filme

O documentário traz depoimentos e mostra obras do artista no Brasil e na Argentina, em cidades como Corrientes, Passo Fundo, Garopaba, Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville, Porto Alegre, Serafina Correa, David Canabarro e Chapecó. Amigos, artistas, escultores, pesquisadores contam histórias sobre Paulo de Siqueira, no total, 25 personagens.  O documentário tem 97 minutos de duração. 

O quê: Estreia de “Dom Quixote das Artes”
Quando: 21, 22, 23/9, às 20h
Onde: Cinema do CIC, av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica, Florianópolis
Quanto: Gratuito

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