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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Direto de Londres, o funeral de Amy Winehouse

Jornalista Alissa Azambuja fala sobre as homenagens à cantora nesta terça-feira, dia 26

Redação ND
Florianópolis
Alissa Azambuja/Divulgação/ND
A polícia liberou a rua e os fãs conseguiram chegar mais perto do apartamento da cantora em Camden Town

Colaboração da jornalista Alissa Azambuja,
de Londres, para o NDonline


Londres: tarde desta terça-feira (dia 26) nublada, metrô cheio, muita gente nas ruas de Camden Town, até aí nenhuma novidade não fosse o dia do funeral da cantora Amy Winehouse, 27 anos encontrada sem vida na própria casa no último sábado.

De acordo com a rede de TV BBC, foram 45 minutos de cerimônia e depois o corpo da cantora seguiu para um crematório em Golders Green. Tudo apenas para 300 pessoas, somente familiares e amigos próximos puderam acompanhar o funeral que seguiu a tradição judaica e encerrou com uma versão da música “So far away”, de Carole King. Uma homenagem do pai, Mitch Winehouse, que confessou que a música era umas das favoritas da filha e que tinham cantado muitas vezes juntos. A cremação foi um pedido feito por Amy Winehouse e as cinzas colocadas ao lado da avó que influenciou a neta por ser cantora de jazz.

Enquanto o tradicional funeral judaico era realizado no cemitério Edgwarebury, Norte de Londres, os fãs continuavam a vigília em frente à casa da cantora. Ali se ouvia diversas línguas - italiano, francês, alemão e é claro que o português. Muitas nacionalidades e também idades... desde crianças até senhores passavam para prestar a última homenagem. Flores, cartões, mensagens, fotos, desenhos, velas aumentavam a cada minuto na Camden Square, nº 30. Alguns brasileiros lamentavam por não terem conseguido assistir aos shows da cantora nem ao menos terem passado por ela ali mesmo no bairro em que Amy vivia.

A polícia liberou a rua e os fãs conseguiam chegar mais perto da casa e do carro da cantora. Dentro do carro,  ainda estacionado em frente à casa, muitos papéis e latas de bebidas.

Mas os fãs ainda podem esperar por músicas inéditas da cantora em um possível CD póstumo. O site da revista “Hoolywood Report” postou ontem que um álbum pode sair ainda este ano. Tabloides ingleses confirmam que ela deixou muito material gravado que pode ser produzido e lançado.

A polícia segue as investigações sobre a causa da morte da estrela. Um inquérito foi aberto e deve ser concluído até outubro. A Polícia Metropolitana de Londres afirmou que não há circunstâncias suspeitas sobre a morte da cantora, pois não encontrou evidências de crime já que a necropsia realizada ontem foi inconclusiva.

O pai de Amy, Mitch Winehouse, também músico, revelou hoje que tem planos de fazer uma fundação com o nome da filha para ajudar pessoas que lutam contra o vício.

Alissa Azambuja/Divulgação/ND
Carro de Amy está ainda estacionado em frente ao apartamento aonde ela morreu no sábado, cheio de papéis e latas de bebidas
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