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Destino SC: Dez lugares ao ar livre para você conhecer em Florianópolis

Com o final do inverno se aproximando, a dica é fazer passeios pela cidade

Andréa da Luz
Florianópolis
17/09/2018 às 12H32

Em uma semana, termina a estação do frio. Com temperaturas mais amenas, a ideia é aproveitar locais ao ar livre e passear pela cidade. Selecionamos dez lugares para você curtir com a família ou sozinho e apreciar um pouco da linda natureza de Florianópolis.

A primeira dica é o Jardim Botânico do Itacorubi, espaço que completará dois anos no próximo domingo (23). Situado em meio à área urbana no bairro do Itacorubi, o parque de 19 hectares é um dos maiores da Capital e atrai cerca de 7 mil pessoas por mês.

Vista do Parque Jardim Botânico  - Adriana Baldissarelli
Vista do Parque Jardim Botânico - Adriana Baldissarelli

O local é bem arborizado e conta com espaço para as crianças brincarem, área de cultivo de hortaliças e plantas medicinais, pista para caminhadas, academia ao ar livre, quadras de vôlei de areia, espaço para exposições, apresentações culturais e educação ambiental.

É um ótimo passeio para quem busca descanso e contato com a natureza e está em processo de transformação para se tornar um verdadeiro jardim botânico, de acordo com a resolução 339/2003 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que trata da criação, normatização e funcionamento dos jardins botânicos.

Há um ano, o prefeito Gean Loureiro assinou o decreto que altera a personalidade jurídica, transformando o parque em jardim botânico. Com isso, é possível realizar o catálogo das coleções de plantas, realizar estudos do solo e avançar em infraestrutura, como a construção de um café, melhorias no portal de entrada e projetos para receber pesquisadores. Desde então, são realizadas várias atividades de educação ambiental no pátio que é modelo de agricultura urbana com compostagem mista e horta medicinal, explica a gerente da Divisão Gestão Ambiental da Comcap, Daiana Bastezini.

A gerente informou que um Comitê Gestor foi constituído em junho deste ano para elaborar o planejamento estratégico e o plano diretor do jardim, definindo seus espaços, usos e coleções. "O plantio de algumas mudas já começou e estamos definindo onde ficará o viveiro". O comitê é constituído por representantes de vários órgãos como Floram, Comcap, Ipuf, Guarda Municipal, universidades, Rede Brasileira de Jardins Botânicos entre outros, e se reúne semanalmente.

O Jardim Botânico fica na rodovia Admar Gonzaga, 742-782, bairro Itacorubi. É aberto de quinta a domingo, das 7h30min às 18h. Durante o verão, abre das 7h30min às 19h, também de quinta a domingo, com fechamento do portão de entrada às 18h30min. A entrada é gratuita, com acesso somente a pé ou de bicicleta.

Freguesia do Ribeirão da Ilha - Flávio Tin/ND
Freguesia do Ribeirão da Ilha - Flávio Tin/ND


Outros destinos

Além do Jardim Botânico, há vários outros espaços públicos que podem ser aproveitados a céu aberto. Veja mais opções abaixo:

- Parque da Luz: situado na cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz, bem no Centro da cidade, no alto da Rua Felipe Schmidt, entre a Rua Jornalista Assis Chateaubriand e Alameda Adolfo Konder. O terreno de 37,4 mil metros quadrados abrigava antigos cemitérios até 1925, que foram transferidos para o bairro Itacorubi. O parque foi criado por moradores que se uniram na Associação dos Amigos do Parque da Luz e realizou o plantio de árvores e ajardinamento do local. Atualmente conta com área de lazer, campo de futebol, esculturas, relógio de sol, ciclovia, passeio para pedestres, academia de ginástica ao ar livre, viveiro para árvores frutíferas, bancos, mesas, cursos de Tai Chi Chuan, mesas para jogos de dominó e cartas. Recomenda-se visitar o parque durante o dia.

- Parque de Coqueiros: é o maior parque do Continente, situado próximo à cabeceira da ponte Pedro Ivo Campos. Um espaço de lazer para toda a família, com pista de caminhada de 850 metros, ciclovia e academia ao ar livre, um parque infantil, duas quadras de futebol de areia, um campo de futebol suíço, uma quadra de vôlei de praia, uma quadra de basquetebol de última geração e estacionamento para aproximadamente 300 veículos. Funciona das 8h às 22h, de segunda a domingo. Av. Eng. Max de Souza, s/n - Coqueiros, aberto 24 horas.

- Parque Ecológico do Córrego Grande: aberto em 1994 no bairro Córrego Grande, próximo à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o Parque Ecológico Municipal Prof. João David Ferreira Lima, também chamado de Horto Florestal, ocupa uma área de 22 hectares. Possui infraestrutura diversificada, com trilhas ecológicas com cordas-guia e placas com informações em inglês, espanhol, braile e libras. São 131 metros em meio à mata nativa com mais de 100 espécies de árvores identificadas em placas de metal. Oferece aulas gratuitas de Ioga (às quartas-feiras) e Tai Chi Chuan (domingos), um amplo parque infantil, dois lagos e espaço para fazer piqueniques, além de duas quadras poliesportivas. A Fundação Municipal de Meio Ambiente (Floram) mantém um viveiro e uma estufa para pesquisa e cultura de mudas nativas e um borboletário para trabalhos educativos. Fica na Rua João Pio Duarte Silva, 535 e abre diariamente, das 7h às 18h.

- Parque Municipal da Lagoa do Peri: próximo as praias da Armação do Pântano do Sul e do Morro das Pedras, fica a 24 km do centro da Capital. A região do parque é uma reserva biológica de Mata Atlântica original, protegida como área de preservação e tombada como Patrimônio Natural em 1976. O Parque foi criado em 1981 e abriga a maior lagoa de água doce da costa catarinense, com 5,2km² de extensão, servindo de habitat para espécies como o jacaré de papo amarelo, lontras e a gralha azul. Procure visitá-lo nos dias de sol para desfrutar de um ótimo banho na lagoa, andar de caiaque ou stand up. O parque também conta com um pequeno parque infantil, sede com área de exposição, banheiros e mesas ao ar livre para piqueniques. Não é permitido fazer churrascos no local.

- Parque Urbano do Morro da Cruz: com acessos pela Avenida do Antão e pela rua General Vieira da Rosa, abriga espécies da fauna e flora nativas. Conta com vestiário, duas quadras poliesportivas, lagos, brinquedos e aparelhos para ginástica, além de várias trilhas e mirantes, que valorizam a beleza natural do local. Subindo um pouco mais o morro, chega-se ao Mirante, de onde é possível avistar grande parte da cidade. A linha de ônibus Morro da Cruz, que sai do (Ticen) Terminal do Centro leva até o mirante (ponto final). Aberto diariamente.

- Parque Estadual do Rio Vermelho: criado em 2007, é administrado pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) e se situa entre a Barra da Lagoa e o distrito do Rio Vermelho. Cobre uma área de 1.532 hectares com 11% de Mata Atlântica que margeia a Lagoa da Conceição e a restinga da Praia do Moçambique. Além de servir de habitat para centenas de espécies de plantas e animais, o parque tem um dos sambaquis mais antigos da Ilha de Santa Catarina, datado de 5.020. Possui estrutura completa de camping e trilhas ecológicas. Fica na Rodovia João Gualberto Soares, 1 (SC-406). Aberto de terça à
sexta-feira, das 9h às 16h. Nos finais de semana e feriados, das 10h às 17h.

- Lagoa da Conceição: cartão postal da Ilha, o estuário de 19,7 quilômetros quadrados quase dispensa apresentações. É o lugar ideal para passeios de barco e prática de esportes náuticos, como jet ski, stand up ou kitesurf. Na orla, conheça a tradicional renda de bilro feita por artesãs locais, caminhe pelo deque aproveitando o sol e vá se divertir descendo as dunas da Lagoa de sandboard. Não perca a vista do Mirante que fica no topo do morro da Lagoa e visite também a igrejinha da Lagoa (Igreja Nossa Senhora da Conceição), concluída em 1780 e tomada como Patrimônio Histórico-Cultural em 1974. Ela foi visitada por Dom Pedro II, que doou uma custódia de prata e dois sinos, que ainda fazem parte da construção. A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa foi a mais antiga, fundada em 1750, juntamente com Santo Antônio de Lisboa.

- Santo Antônio de Lisboa: um lugar onde o tempo parece ter parado. A freguesia conserva arquitetura tradicional açoriana representada pela igreja e casas tombadas pelo patrimônio público. Da sua praia é possível avistar a Baía Norte, o continente e a ponte Hercílio Luz. Aproveite a ótima gastronomia local, baseada em frutos do mar.

- Ribeirão da Ilha: o distrito criado em 1809 é o maior produtor de ostras do país e o segundo mais antigo de Florianópolis, depois de Santo Antônio de Lisboa. Preserva tradições como a produção das rendas de bilro, canoas, baleeiras e cestos de cipó. O centro histórico é um dos mais antigos núcleos de colonização açoriana, fundado em meados do século XVIII, e que expressa com primor a arquitetura colonial portuguesa, com suas casas geminadas ao longo da Rodovia Baldicero Filomeno, no Sul da Ilha. A Igreja de Nossa Senhora da Lapa, na Praça Hermínio Silva, foi inaugurada em 1806 e construída pelos senhores e seus escravos, em alvenaria de pedra, cal e azeite de baleia, trazidos da Armação. No bairro se encontra o ponto mais alto da Ilha, que é o Morrodo Ribeirão, com 532 metros de altitude, permitindo contemplar parte do Sertão do Peri, a Baía Sul e o morro do Cambirela, no continente. No final da estrada, já na Caieira da Barra do Sul, há uma trilha para a Praia de Naufragados.

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