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Designers criam a primeira Feira de Arte Impressa de Florianópolis

A Parque Gráfico acontece em maio de 2016, e as inscrições começam em novembro

Karin Barros
Florianópolis
Divulgação/ND
Camila e Thiago  estão organizando a feira Parque Gráfico, que irá valorizar produtos, como livros, catálogos, pôsteres, com fabricação mais artesanal

Uma parcela progressiva da população tem se preocupado em exercer um consumo mais consciente e, portanto, mais sustentável. É possível ver na cidade o aumento no número de produtos feitos de forma independente, o chamado movimento Craft. Consequentemente, esse crescimento só vem acontecendo porque os produtores perceberam uma procura crescente. “Esse tipo de consumidor busca as vantagens em adquirir produtos independentes, que podem ser comprados direto com seus produtores: em linhas gerais, o acesso à procedência é maior, o impacto ambiental é reduzido e, por se tratar de uma produção menor, que não é massiva, são produtos com maior diferencial no mercado, muitas vezes podendo ser únicos”, explica Camila Petersen.

Ela e Thiago Bazinga são designers, e pensando nessa mudança, e vendo a necessidade de reunir profissionais da arte impressa com um público entusiasta e consumidor, criaram a Parque Gráfico – A Feira de Arte Impressa em Florianópolis. O evento só acontece entre os dias 13 e 15 de maio de 2016, mas as inscrições para participar da exposição de produtos começam no dia 5 de novembro e segue até o dia 6 de dezembro, com preenchimento de formulário a ser disponibilizado no site oficial do evento. Podem se inscrever pessoas, coletivos, grupos e editoras do Brasil em sintonia com a proposta do evento.

O objetivo da Parque é reunir, expor e comercializar obras de alto valor artístico, artesanal e tiragens limitadas, como como zines, livros, livros de artista, catálogos, editoriais, postais, pôsteres e xilogravuras. A ideia nasceu da vontade de Camila e Thiago de replicarem na cidade esse formato de evento, que já é consolidado tanto no Brasil como no exterior. “Como exemplos, temos principalmente a NYABF (New York Art Book Fair) e a LABF (The London Art Book Fair) e, claro, as feiras brasileiras que costumamos visitar, como a Plana e a Tijuana, de São Paulo, a PÃODEFORMA, do Rio de Janeiro, e a Parada Gráfica, de Porto Alegre”, pontua Thiago.

O projeto começou a ganhar vida após a notícia da aprovação no Prêmio Catarinense de Apoio a Eventos Artísticos e Culturais por meio do Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de 2014. O local do evento será o Mesc (Museu da Escola Catarinense), e a escolha não foi à toa. A dupla espera fomentar a vida cultural de Florianópolis, unindo a Parque a outros eventos que acontecem na região do Centro Histórico.

O formato, segundo Camila e Thiago, será o que vem sendo adotado por praticamente todas as feiras do Brasil. E, como o próprio nome indica, a estrutura é mesmo de uma feira: de um lado, artistas, designers, coletivos, grupos, editoras e editores independentes de diversas cidades do Brasil, que trazem seus trabalhos para expôr e vender; do outro lado, o público consumidor. “Outro ponto importante de muitas das feiras citadas e que também incorporamos a Parque Gráfico é a programação formativa, que acontece paralelamente à feira, com palestras, oficinas e debates sobre esse universo da produção gráfica independente”, explica Thiago.

Humanização do consumo

Para Camila e Thiago, a Parque está na contramão do mercado em série, a feira pode ser uma ação para ampliar o canal de comunicação (e de compra e venda) entre o público consumidor e os produtores. “Realizar um evento como a Parque Gráfico vai além da percepção de que a produção gráfica independente está crescendo: é um ato de contracultura. E a cultura dominante nesse cenário diz respeito a um modelo de produção massiva, em que os projetos são planejados para grande comercialização e acabam sendo concebidos em um padrão que prioriza produções de menor custo e maior tiragem, gerando peças sem o menor diferencial em meio a tantas outras igualmente padronizadas”, conta Camila.

A feira deve revalorizar o movimento Craft, que une o conhecimento do criador com suas habilidades manuais para criar arte e originalidade em cada peça, buscando humanizar o consumo e prezar pela autoria do produto, o que é puramente o objetivo dos designers idealizadores.

 

O quê: Parque Gráfico
Quando: 13 a 15/5/2016
Onde: Mesc, rua Saldanha Marinho, 196, Centro, Florianópolis
Informações e inscrições (de 5/11 a 6/12) em: www.parquegrafico.com

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