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Dança coreografada: a moda agora é ficar por dentro dos passinhos

Conversamos com professores de dança de Florianópolis que também apostam nos vídeos no Youtube

Karin Barros
Florianópolis
10/02/2018 às 11H40

Juliana Paes, Grazi Massafera, Bruna Marquezine, Giovana Ewbank, Giovana Lancellotti, Thaynara OG, Fernanda Souza e muitas outras famosas têm apostado há algum tempo na dança para manter o corpo sem perder a diversão. Não é difícil encontrar nas redes sociais delas vídeos com músicas super em alta e bem coreografadas. O professor de dança Justin Neto é um dos mais badalados atualmente. Ele é contratado para ir a casa das pessoas, que reúnem um grupo de amigas e amigos para dançarem juntos e fazer vídeos.

Jéff, Kamila e Cajuzinho formam o JKC Dance. Eles dão aulas e também produzem vídeos para o YouTube - Daniel Queiroz/ND
Jéff, Kamila e Cajuzinho formam o JKC Dance. Eles dão aulas e também produzem vídeos para o YouTube - Daniel Queiroz/ND


A internet é a precursora desse retorno da dança coreografada para o século 21, algo que parecia ter ficado nos anos 1990 juntamente aos grandes nomes do axé. Por meio delas, grupos que já existiam - mas mantinham seus passinhos trancados em salas de academias - ganharam visibilidade, como é o caso do grupo Daniel Saboya, que tem quase 10 milhões de inscritos no YouTube, e do Fit Dance, que está alcançando a marca dos 7 milhões de inscritos.

Maior projeção

A ideia dos vídeos é fazer as pessoas dançarem em casa, perder calorias e se divertir muito. Tem dado tão certo que esses grupos fazem shows de dança coreografadas, tipo um aulão, em diversas casas noturnas do país e atraem um público imenso, interessado em aprender mais. Neste Carnaval, inclusive, vai ser mais frequente o número de passinhos coreografados nas ruas, pode acreditar.

Em Florianópolis, 30 instrutores são credenciados pelo Fit Dance a dar o formato de aula deles. É o caso do professor Brigadeiro, como é conhecido Hércules João de Souza, 31, que tem 15 anos de experiência. Ele começou no extinto grupo Bahia Viva, e resolveu aprimorar suas habilidades com a metodologia do Fit Dance há três anos. Para Brigadeiro, o YouTube foi uma plataforma muito importante na projeção da dança. “Atingimos um grande patamar, onde temos todos gêneros e gerações nas aulas. Com isso conseguimos aderir novos fãs, alunos, adeptos e até mesmo instrutores. Passamos da marca de 2 bilhões de visualizações no YouTube”, coloca ele.
Resgate da dança

Há oito meses a Grande Florianópolis também ganhou mais um grupo que aposta nos vídeos no YouTube para atrair mais alunos: O JKC Dance, formado por Jéff Antunes, 24, Kamila Coelho, 27, e Jeferson Souza, o Cajuzinho (irmão do professor Brigadeiro), 23.

>> Conheça o JKC Dance

O trio de amigos já teve experiência em outros grupos, mas eles encontraram um no outro a sintonia necessária para elaborar coreografias. Kamila diz que a divulgação dos famosos na internet fazendo aulas de dança tem ajudado no resgate da dança. Outro detalhe importante foi trazer para os alunos a música brasileira em um momento em que se ouvia apenas músicas americanas ou latinas. O funk reina e os professores têm que se manter atentos aos lançamentos da música para trazer novidades aos alunos. “É mais fácil para o artista divulgar uma música que as pessoas, além de aprenderem a cantar, também dancem. Às vezes a letra não é tão boa, mas a coreografia é fácil e fica divertida”, diz Jéff.

No Youtube, o recorde do grupo é com uma música de Léo Santana, onde em quatro meses eles já têm mais de 26 mil visualizações. Os três dançarinos afirmam que o número de interessados em aprender os passinhos aumentou significativamente, e que ajuda tanto como forma de emagrecimento como uma “terapia alternativa”. Em uma aula é possível perder até 350 calorias.

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