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Crítica: "Deadpool 2" continua explorando a paródia no universo Marvel

Novo filme da franquia deve agradar fãs do primeiro e também novos espectadores

Andrey Lehnemann
Especial para o ND
17/05/2018 às 14H47
Em 1980, a Paramount Pictures permitiu se autoparodiar, quando Jim Abrahams e os irmãos David e Jerry Zucker propuseram uma história que fizesse chacota das coincidências e dos nada sutis planejamentos de filmes catastróficos que passaram pelos cinemas até então. O principal deles era "Entre a Vida e a Morte", da própria Paramount. Mais recente, quando o slasher fazia um estrondoso sucesso entre o público teen, os irmãos Wayans também acharam uma forma de capitalizar em cima disso com a franquia "Todo Mundo em Pânico". "Deadpool", portanto, pode não ser uma forma inovadora de racionalizar sobre um universo específico, mas sua eficiência provém de outras grandes ideias que apontavam como o uso de fórmulas desgasta uma estrutura.
Deadpool e o mutante Colossus em cena do novo filme - Divulgação/ND
Deadpool e o mutante Colossus em cena do novo filme - Divulgação/ND


É verdade que "Deadpool 2" não se prende a estrutura apenas de heróis da Marvel, mas aos filmes de ação em geral - e a sequência inicial, ao som de Celine Dion, parodiando "007" é uma das mais interessantes -, além dos próprios bastidores do cinema. Desta maneira, é hilário observar Ryan Reynolds ridicularizando as próprias escolhas que já fez na carreira até chegar a este momento, onde finalmente dirige um personagem promissor. As referências não se prendem, igualmente, ao universo cinemático Marvel, como também zombam a própria DC e a essência criada nos filmes de seus personagens até então.

Talvez, o segundo filme da franquia não seja tão impactante quanto o primeiro filme em sua forma de zombar das coincidências do universo em que está concebido, não seja surpreendente ao abordar o drama de alguém que simplesmente deseja morrer e não consegue, nem crie vilões que sirvam para mais do que anedotas espirituosas do personagem-título. Não se pode negar, no entanto, que em um universo de Thanos, tesseracts e joias do infinito, uma história como a de Wade Wilson é no mínimo refrescante.
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