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Corpo de Marcelo Rezende é enterrado em cemitério na zona sul de São Paulo

Apresentador da Record enfrentava um câncer e morreu no sábado

Folha de São Paulo
Florianópolis
17/09/2017 às 20H16

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O corpo do jornalista Marcelo Rezende, que morreu neste sábado (16), foi enterrado no Cemitério de Congonhas, na Vila Sofia, região sul, na tarde deste domingo (17).

Após o velório na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), que ficou aberto ao público das 10h às 14h, o caixão foi levado do local sob aplausos. O enterro foi restrito à família.

Marcelo Rezende morreu aos 65 anos após enfrentar um câncer no pâncreas, diagnosticado no início do ano. Ele estava internado desde o dia 12 de setembro no hospital Moriah.

Conhecido por seus bordôes à frente do “Cidade Alerta”, Marcelo Rezende enfrentava  um câncer - Eduardo Anizelli/Folhapress/ND
Conhecido por seus bordôes à frente do “Cidade Alerta”, Marcelo Rezende enfrentava um câncer - Eduardo Anizelli/Folhapress/ND

'CORTA PRA MIM'

Apresentador do "Cidade Alerta" (Record), Rezende era famoso pelo célebre bordão "corta para mim". Mas outras expressões do jornalista, como "põe na tela", "sururu na casa da Noca", "põe exclusivo, minha filha" e "sapeca iaiá" também rendiam memes, paródias e imitações. Todas popularizadas ao longo das duas passagens que o apresentador teve à frente do programa.

A primeira foi rápida, de 2004 a 2005. Mas a segunda de 2012 até inícios de 2017 o consagrou nacionalmente. Nas tardes de segunda a sexta-feira, às vezes com até quatro horas de transmissão ao vivo, a atração conquistava bons índices de audiência, cobrindo crimes violentos e denúncias de maus serviços pelo país afora.

Junto com o rival José Luiz Datena, do programa "Brasil Urgente" (Band), Rezende se tornou um dos expoentes de uma vertente bastante peculiar do telejornalismo brasileiro, que mistura doses de sensacionalismo, entretenimento e crítica social. Sempre com imenso apelo junto ao público.

O carioca Marcelo Luiz Rezende Fernandes começou sua carreira aos 17 anos, como estagiário do extinto "Jornal dos Sports". Depois passou pela Rádio Globo e alguns veículos da mídia impressa, como o jornal "O Globo" e a revista "Placar" (Editora Abril), especializada em futebol.

Em 1987, chegou à TV Globo, ainda na área de esportes. Transferido para a editoria geral, participou de coberturas como a do Rock in Rio, de 1991, ou a do funeral de Ayrton Senna, em 1994.

Apresentador do "Balanço Geral", Raphael Polito relembra trabalho com Rezende

O apresentador do “Balanço Geral Florianópolis”, Raphael Polito falou sobre a convivência com o jornalista Marcelo Rezende e lamentou a morte do colega. Polito conta que o primeiro trabalho com Rezende foi em 2012, quando começou a produzir reportagens para o programa dele, o Cidade Alerta. “Fiquei por um ano trabalhando quando ele. Depois fui para Brasília e em 2014, em Belo Horizonte, voltei a produzir reportagens pra ele. Mesmo mudando para São Paulo em seguida, o nosso trabalho continuou até final de 2016, quando vim para Santa Catarina”, diz Polito.

Período que marcou também, o último encontro presencial dos colegas e amigos, pois segundo Polito, no final do mês de novembro do ano passado, os dois se reuniram num café para um bate papo, e depois de conversarem muito se abraçaram como um ato de despedida. “Agradeci a ele pela oportunidade e pelos os ensinamentos na vida profissional e pessoal. Minha filha caçula esteve doente antes mesmo de nascer, e ele esteve do meu lado, movimentou o que pode para ajudar. Me desejou um bom trabalho, uma jornada de sucesso e me abraçou. Ele era um ser humano incrível”, destacou.

Polito disse que recebeu a notícia com muita tristeza e que havia falado com Rezende por mensagens em junho, quando ele havia largado o tratamento convencional contra o câncer.

“Ele se isolou depois disso, sua atenção era dedicada apenas à saúde e à família. O Marcelo era muito divertido, e também muito exigente. Tinha uma característica ímpar, a forma descontraída de levar a informação ao telespectador. O programa contava histórias dramáticas, porém, em alguns momentos ele tornava o assunto leve, amenizando a carga das informações, e exigia isso dos que trabalhavam com ele no projeto. Colocava “nomes de guerra” nos repórteres, o que deixava registrada a marca de cada um. Ele foi um profissional exemplar, como todos sabem e o assistiam, mas foi também um ser humano de coração muito bondoso, que só quem o conhecia sabe. Perdemos um grande profissional e uma grandiosa pessoa”, lamentou Polito. (Dariele Gomes)

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