Publicidade
Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 16º C

Conheça os Mercados de Pulgas de Florianópolis

Seus problemas acabaram - Lojinhas que vendem de tudo e mais um pouco na Capital

Carol Macário
Florianópolis
Débora Klempous / ND
Brechó da Olinda tem de tudo!

 

Procurando uma tampa para seu velho liquidificador? Um porta potes sem potes? Pires sem xícara, espada de samurai, abacaxi de plástico usado ou ainda flores artificiais para enfeitar? Fique tranquilo que há sempre uma tampa usada para cada panela velha. No Centro da Capital, lojinhas que são verdadeiros “mercados de pulgas” vendem de tudo: relíquias e quinquilharias empoeiradas que sempre agradam e suprem a necessidade de alguém.

“Por mais estranho que seja o objeto, tem sempre alguém que se agrada”, afirma o dono da loja de móveis e objetos usados e novos A Pechincha, na rua General Bittencourt, próxima à av. Hercílio Luz.  A loja tem pés de pato, máquina de fazer pão, discos de ópera e DVDs de Kung Fu chinês, sofás e violão, até espada de samurai. “Muitas pessoas quando mudam de casa não sabem o que fazer com suas velharias e nos procuram”, diz o proprietário Adriano Rahhal, 23, que não dispensa nenhuma compra. “Tem gente que compra até lata de tinta meio vazia”, conta.

Na mesma rua, uma portinha mágica leva a um verdadeiro caleidoscópio de trecos antigos, alguns funcionando, outros talvez. Há 12 anos, a loja Ponta de Estoque guarda em seu andar superior um arsenal de relógios, quadros, câmeras fotográficas e outros achados , como dois lustres antigos no melhor estilo art nouveau que custam R$ 200. Tudo está à venda, e se houver interesse, até o relógio de pulso azul claro gritante do vendedor Francisco Carlos da Rosa, 38, também pode ser negociado.

 

Débora Klempous / ND
Ventilador velho e quebrado: R$ 10

 

Sobrado de sobras

Se ficar na dúvida entre levar um ventilador com a hélice quebrada por R$ 10 ou um colete salva-vidas infantil a R$ 2, chame Lili Cardoso, a dona Lili, que ela desfila as últimas tendências (dos últimos 50 anos!) entre trecos e traças e quem sabe ajude a decidir a compra. Localizado num antigo sobrado com arquitetura açoriana, também na rua General Bittencourt, no Centro de Florianópolis, o Brechó da Olinda é uma miscelânea. Os imensos quartos e salas do antigo casarão viraram depósito de quinquilharias, com roupas de todas as décadas, bolsas e calçados. Mas o melhor são os objetos e utensílios domésticos que até a pessoa mais crédula duvidaria que alguém pudesse comprar. “Muita gente que tem casa de praia vem buscar mobília extra aqui”, comenta a bem humorada Lili, uma senhora de 69 anos que todos os dias enfrenta dois ônibus do bairro Ingleses até o Centro para trabalhar como gerente.

Ela sabe tudo o que tem na loja e todos os preços. “Esse navio aqui nunca vai vender por R$ 120. Isso vale no máximo R$ 50”, conversa consigo mesma sobre um barco decorativo velho. Tudo o que existe na loja é comprado e depois revendido, não há nada doado. Lili garante que vende de tudo, até mesmo malas sem alça ou pequenos potes sem tampa. “As pessoas encontram aqui aquelas peças ou objetos que quebraram durante a mudança”, afirma. Os preços também são mais acessíveis. Um espremedor de laranjas, que novo pode custar R$ 69, no Brechó da Olinda custa apenas R$ 25 – negociável.

 

Débora Klempous / ND
Legenda

 

Saiba mais

Os “mercado de pulgas” viraram moda, principalmente nas grandes cidades europeias, onde são organizadas grandes feiras nos finais de semana com dezenas de estandes de trecos. Quem procura com calma encontra verdadeiras relíquias.

Em Florianópolis, a rua Conselheiro Mafra, no Centro, e também as antigas ruas do bairro Estreito, no Continente, abrigam diversas lojinhas que vendem de tudo e mais um pouco.

 

Débora Klempous / ND
Espada de Samurai, Abacaxi e pé de pato, tudo em um lugar só!

 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade