Publicidade
Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 23º C
  • 18º C

Conheça mais sobre a vida da maquiadora cheia de estilo da M.A.C, Jake Falchi

Autoridade no assunto, a porta-voz da M.A.C. esteve na Capital e falou sobre sua vida, música, literatura, estilo, moda e, claro, make

Alessandra Oliveira
Florianópolis
Flávio Tin/ND
Reconhecida por sua expertise em make up, Jake também gosta de música, literatura e moda, este item, aliás, não tem medo de ousar, vai do salto alto e batom chamativo à androginia

 

Vestir, pensar ou até ser da mesma maneira todos os dias não agrada a maquiadora Jake Falchi. Cheia de estilo próprio, a porta-voz da M.A.C., que esteve na última sexta-feira, em Florianópolis, para a inauguração da loja da marca no shopping Iguatemi, defende que para ser um bom profissional em sua área é preciso gostar de pessoas e se comunicar bem com elas. Amante de música, ela afirma que tira os fones somente quando é realmente necessário. Jake se tornou um dos principais nomes da maquiagem no Brasil, razão pela qual tem milhares de seguidoras sejam blogueiras de moda ou de make.  

Prestes a se formar em marketing, Jake Falchi começou a trabalhar em uma loja da M.A.C., em São Paulo (SP), onde nasceu. Nos primeiros contatos com o mundo dos pincéis, batons e blush ela já tinha certeza de que não poderia mais se afastar da nova profissão. Concluiu a graduação, ainda que para contento alheio. Hoje, aos 30 anos, se diz muito satisfeita com a escolha. Não é para menos, porque ela atua na principal marca de make do mundo, está em um patamar desejado por milhares de mulheres.

:: Quer dicas de make-up com a Jake?

“Entrei como artista, na loja. Depois de dois anos e meio passei por treinamento para me tornar porta-voz da M.A.C. Foi importante essa escadinha. A experiência me trouxe conhecimento sobre os gostos e necessidade das mulheres”, detalhou a profissional. Jake já maquiou modelos para desfiles em Nova York, Londres, Milão e participou de 12 edições do SPFW (São Paulo Fashion Week). A necessidade de constante deslocamento a ensinou a gostar de viagens. No entanto, algo que não muda, onde quer que esteja, é seu gosto por estar cercada de gente. “Só não gosto de mi-mi-mi. De gente que reclama, que fala demais e não cumpre o que diz”, assume ela, ao falar do que lhe desgosta no mundo.   

 

Estilo que vem de berço

Acostumada a falar do ofício que domina, mais que de si mesma, ela conta que é uma pessoa nova a cada dia. Que ora quer salto alto e batom chamativo, ora prefere roupas que até confundem as pessoas sobre seu gênero. “Às vezes, na rua, pensam que sou menino. Essa androginia me agrada”, observa, ao ressaltar que seu estilo de viver e se vestir foram altamente influenciados em casa. “Meus pais são supermodernos. Minha mãe é cheia de tatuagens. Ainda não tenho nenhuma, mas a relação com eles fez de mim o que sou. Ou melhor, o que eu estou, porque amanhã estarei diferente”, brinca.

Libriana do dia 4 de outubro, Jake conta fala de sua relação com a música, quase um vício em sua vida. “Preciso do som para cada fase. Vou ouvir incessantemente uma canção até que possa me separar dela por um tempo mais longo. Necessito de música para trabalhar, para criar. MPB é bom em todo lugar. Vou de Caetano à Nação Zumbi. Mas dou uma passadinha em sons de fora também, embora em menor intensidade e não dispenso o Rock nacional”, diz a moça, que sempre que possível vai a shows musicais. A fascinação é tamanha que o gosto literário não poderia ser oposto: biografias são seus livros prediletos, embora divida um pouco de sua atenção com títulos sobre filosofia. Numa fase mais reflexiva, ela conta que atualmente lê “Mulheres que correm com lobos”, de Clarissa Pinkola Estés. “Acho interessante temas relacionados à psicologia, nesse momento. Amanhã não sei”, aponta.

Jake conta que está montando um espaço de maquiagem para brincar com os amigos. “Maquiar me dá prazer. Gosto de ajudar as pessoas a cuidar de si mesmas. Gosto de lhes dizer para ousar com um batom vermelho e o principalmente, que existem produtos para destacar que temos de melhor enquanto omitem o que nos incomoda, sejam olheiras, manchinhas ou espinhas”, ressalta. Jake lembra que muitos conhecimentos da faculdade lhe ajudam nas tarefas mais burocráticas do trabalho, uma delas é a facilidade de comunicação. “É preciso ouvir o outro. Os melhores profissionais da área são os que melhor se comunicam com o público”, diz, deixando escapar um “R”, carregado, herança dos tempos em que morou em São José dos Campos, no interior de São Paulo.  

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade