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Com shows nacionais, Música SC movimenta Florianópolis no próximo final de semana

Feira da música e negócios, a quarta edição do evento traz três shows nacionais

Karin Barros
Florianópolis
23/06/2018 às 09H27

De Manaus (AM) a Bagé (RS), lojistas e empresários do Brasil inteiro estarão reunidos em Florianópolis na próxima sexta, sábado e domingo (1) para o Música SC – Feira da Música e Negócios. Em sua quarta edição, o evento, que está entre os maiores do país, vai reunir 350 lojistas, 30 mil pessoas e espera bater os R$ 50 milhões em negócios alcançados no ano passado. Shows nacionais também estão na programação: Maneva e Dazaranha (29), Barão Vermelho e Blitz (30) e Expresso Rural (1).

Organizadores Eduardo Maia  (à esq.) e  Márcio Pimenta esperam superar R$ 50 milhões em negócios - Daniel Queiroz/ND
Organizadores Eduardo Maia (à esq.) e Márcio Pimenta esperam superar R$ 50 milhões em negócios - Daniel Queiroz/ND


Eduardo Maia, um dos organizadores e idealizadores do festival, afirma que a prioridade é trazer lojas de instrumentos musicais, que são convocadas durante quatro meses até a véspera do evento, sem comercializar o produto com o consumidor final. Neste ano, só de pessoas ligadas ao festival, Florianópolis hospedará mil pessoas, fato que acaba mexendo não só com a economia local, mas com a hotelaria e o turismo.

Os dois primeiros dias são destinados exclusivamente para melhor realização dos negócios, com o expositor lidando com o cliente de maneira mais privada e íntima do que acontece em outros feiras pelo país. A propósito, Eduardo Maia e Márcio Pimenta, sócios no evento, também levam o festival para outros dois Estados: Pará e Pernambuco, fomentando o mercado musical e dando a oportunidade de marcas requisitadas saírem do eixo Rio-São Paulo e clientes terem facilidade no deslocamento. “O objetivo é atender esses empresários que nunca tiveram recurso para ir em um evento em São Paulo. Mesmo você levando o mercado local, é obrigado a levar grandes compradores de outras regiões para fazer com que o negócio aconteça”, explica Maia, sobre as mais de 200 passagens aéreas que o Música SC disponibilizou este ano.

Falta apoio público

Maia deixa claro que é reconhecida a queda expressiva no mercado da música, consequência do desinteresse da população pelo assunto e pela crise econômica. “A música no Brasil é tratada como entretenimento, como lazer, o quê é uma pena”, diz.

Ele mesmo afirma que já teve 30 guitarras penduradas em casa, que por ser músico e amar o que faz, lutava para comprar um instrumento de qualidade e caro. Além de, claro, viver em uma época em que as pessoas faziam questão de ter o instrumento que seu ídolo usava nos palcos. Porém, o mercado da música mudou, e organizadores afirmam que hoje em dia apenas o vocalista ganha notoriedade. “Esse momento do mercado fez com que as empresas buscassem outras alternativas. Começaram a ser desenvolvidos esse eventos saindo do núcleo São Paulo para outros lugares do país, levar as pessoas para outros locais, e atendendo as empresas da região”, pontua Maia.

Por meio de eventos como o Música SC, o participante tem possibilidade de fazer a prospecção de marca, além de despertar, mobilizar e incentivar a musicalização. “O celular é um problema no meio disso tudo, pois não é instrumento, mas pode ser um acessório se usado da forma correta”, salienta Maia sobre a entrada da tecnologia avançada no mercado.

Para ele, o Música SC é “um formato quase perfeito do que seria uma feira de música para todo mundo”, contudo, os organizadores gostariam de melhorar a infraestrutura e também trazer atrações internacionais, mas isso não é possível sem o apoio público.

Mega ação nas comunidades

Apesar da crise na musicalização que Eduardo Maia se refere, um ramo em específico tem mantido de pé as vendas de instrumentos musicais, principalmente do violão e do áudio profissional: as igrejas. “O mercado no Brasil migrou totalmente para o lado evangélico, 85% da receita no país é graças ao consumo das igrejas. Cresceu a música evangélica e diminuiu os outros ritmos”, explica.

Pensando nesse meio de fomentar a música entre as crianças, uma das diversas ações que acontecerão no festival é a doação de instrumentos. Todos os lojistas e expositores, além do ingresso solidário que está sendo vendido, são incentivados a doarem instrumentos musicais. A organização da Música SC – Feira da Música e Negócios espera arrecadar aproximadamente R$ 200 mil em doações, tornando essa a maior ação social no segmento. “Vai ser uma mega-ação, e vamos entregá-los para comunidades que pratiquem a música e que tenham projetos relacionados. Abrimos a possibilidade de todo mundo sonhar com a gente”, coloca Maia.

Serviço
O quê:  Música SC – Feira da Música e Negócios
Quando: 29 e 30/6 e 1/7 (aberto ao público)
Onde: Centrosul, av. Gustavo Richard, Centro, Fpolis
Quanto: R$ 60 (valor dos shows)

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