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Com FIK 2018, Udesc abre as portas para arte e cultura

Festival na universidade reúne mais de 90 atividades em Florianópolis

Fábio Bispo
Florianópolis
05/02/2018 às 17H23

A partir desta segunda (4) até a próxima quarta-feira (7), a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) se transforma no principal centro cultural de Florianópolis com o início das atividades do Festival Internacional de Arte e Cultura José Luiz Kinceler, o FIK 2018. Pensado estrategicamente para o período de férias, o evento deve atrair milhares de moradores da região e turistas nas mais de 92 atividades oferecidas ao público.

A abertura do evento, neste domingo, com os shows de A Banda Mais Bonita da Cidade, Parafusos Silvestres e Kako de Oliveira e Banda foi só uma mostra do que a semana reserva. Nesta segunda também serão reabertas inscrições para vagas remanescentes nas oficinas.

Público prestigiou o show de A Banda Mais Bonita da Cidade, na abertura - Eduardo Beltrame/Divugação/ND
Público prestigiou o show de A Banda Mais Bonita da Cidade, na abertura - Eduardo Beltrame/Divugação/ND



O FIK 2018 reúne exposições, feiras, oficinas, palestras rodas de conversa e apresentações de arte, cultura e dança, a maioria delas no campus da Udesc, no bairro Itacorubi. O evento é uma realização do Ceart (Centro de Artes) e tem como objetivo promover a troca da produção acadêmica com o público local ao mesmo tempo em que busca conectar o campo da pesquisa na área artística com centros universitários da América Latina.

“Nós temos essa demanda na Universidade, de ter um Centro de Artes mais vivo, mais conectado com a cidade. Ao mesmo tempo em que também trazemos a cidade para dentro da Universidade”, conta Maria Cristina Rosa, diretora do Ceart e professora da graduação e pós-graduação em Artes Visuais da Udesc.

Kako de Oliveira e Banda também passou pelo palco pelo FIK 2018 - Soninho Vill/Divulgação/ND
Kako de Oliveira e Banda também passou pelo palco pelo FIK 2018 - Soninho Vill/Divulgação/ND



Todas as atrações são gratuitas, mas em algumas é necessária inscrição com antecedência, como no caso das oficinas. Para espetáculos, shows e concertos em espaços fechados, a retirada de ingresso deve ser feita no local, uma hora antes da apresentação; para exposições, apresentações artísticas em espaços abertos, rodas de conversa e palestras, não há necessidade de inscrição e nem de ingresso, basta comparecer. Além da programação no campus, o evento também terá atrações no CIC, TAC, Galeria Paulo Vecchitti, Galeria de Arte Helena Fretta e Memorial Meyer Filho.

>> Confira a programação completa

Fruição como motor para a arte

Uma das principais atrações do FIK 2018 traz na sua essência a proposta do que busca o próprio evento. A Geodésica Cultural Itinerante, coletivo que foi coordenado pelo professor Kinceler, homenageado no evento, busca através atividades de caráter transdisciplinar tratar a arte nas relações que precedem a obra de arte em si. O grupo busca ativar criativamente diferentes contextos e espaços públicos, visando a reinvenção de relações sociais, culturais e ambientais.

Esta interdisciplinaridade também está na escolha dos convidados para o evento. Segundo Maria Cristina Rosa, a delimitação dos convidados no território latino americano não foi por acaso. Segundo ela, o Brasil precisa muito mais se reconectar artisticamente com seus vizinhos do que, por exemplo, com a arte europeia ou estadunidense. “Buscamos também projetos ligados com o campo da pós-graduação e isso também cria uma ponte da nossa Universidade com esses lugares”, destaca.

Entre as atrações internacionais, a dupla de artistas Vanesa Galdeano e Anali Chanquia, argentinas e criadoras do projeto de intervenção urbana Medianeras Murales, deixarão como legado do evento um grande mural na fachada do Centro de Artes. Passam ainda pelo FIK 2018, Julio Brum, músico uruguaio; Rafael Vivanco, designer e professor peruano; Claudia Echenique, professora da PUC-Chile; e Osvaldo Gaona, designer gráfico e ilustrador mexicano.

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