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Círculo de leitura na UFSC debate manifestações de 1968 na França

Os 50 anos de manifesta­ções estudantis tiveram reper­cussões e desdobramentos em todo o mundo

Redação
Florianópolis
16/05/2018 às 11H29

Os 50 anos das manifesta­ções estudantis de maio de 1968 na França, que tiveram reper­cussões e desdobramentos em todo o mundo, serão o tema da próxima edição do Círcu­lo de Leitura de Florianópolis, marcada para esta quinta (17), às 18h30, na Sala Harry Laus na Biblioteca Central da UFSC, na Capital. O professor Diomá­rio Queiroz, ex-reitor da UFSC, que morava em Paris na época, e o jornalista Paulo Santhias, coordenador da rádio Udesc FM, são os convidados para o debate, que terá a coordenação do jornalista Gabriel Martins, da Agência de Comunicação da UFSC (Agecom).

Os protestos de meio século atrás começaram quando estu­dantes foram às ruas de Paris pedir reformas na educação. Um dos estopins foi a ocupação da Universidade de Nanterre por jovens anarquistas, sob a liderança de Daniel Cohn-Ben­dit, em 22 de março em 1968. Com a repressão policial às manifestações que se seguiram, na noite de 10 para 11 de maio uma grande insurreição agi­tou o Quartier Latin, bairro que reunia o maior número de uni­versitários da capital francesa. Houve incêndio de viaturas e barricadas, e no dia 13 uma gre­ve geral paralisou o país.

Aquele também foi o ano em que o pastor negro americano Martin Luther King foi assassi­nado em Memphis, no Tennessee. A Primavera de Praga sinalizava uma reação reformista na Euro­pa Oriental e a guerra do Vietnã começou a ganhar a antipatia da população dos Estados Uni­dos. No Brasil, 1968 testemunhou a estreia da peça “Roda Viva”, de Chico Buarque, com direção de José Celso Martinez Corrêa. De­pois, Nelson Motta publicou um artigo sobre o tropicalismo em que definiu o movimento inicia­do por Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros músicos. Também houve a “passeata dos 100 mil” e a morte, pela polícia, do estu­dante secundarista Edson Luís de Lima Souto, no restaurante Calabouço, no Rio.

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