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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Cinema do CIC recebe quinta temporada do projeto Museus Virtuais

Estão previstas 56 sessões gratuitas pelas principais coleções do mundo: 43 para escolas municipais e 13 para o público em geral

Marciano Diogo
Florianópolis

Mal acabou o tour virtual e os dedinhos estão levantados para matar a curiosidade sobre a arte que acabou de ser vista. É sempre assim nas apresentações escolares do projeto Museus Virtuais, que acaba de entrar na quinta temporada. A novidade é que as sessões passam ser realizadas no cinema do CIC (Centro Integrado de Cultura), em Florianópolis.

 

Daniel Queiroz/ND
Arte-educador acompanha público e é guia dos tours do projeto Museus Virtuais


Serão 56 sessões gratuitas de tours virtuais aos principais museus do mundo – 43 voltadas para rede de escolas públicas municipais e 13 abertas à comunidade. “O fato de virmos agora para o CIC, o principal centro cultural da cidade, faz toda a diferença. Agora as crianças poderão conhecer exposições reais de arte depois do tour virtual”, explica Heitor Lins, 28, idealizador e o coordenador do Museus Virtuais.

Com a proposta de promover a acessibilidade e democratização aos espaços culturais, o projeto catarinense Museus Virtuais foi criado em 2013. Desde então o programa já promoveu mais de 120 sessões e levou aos principais museus do mundo mais de 5.000 pessoas, a maioria delas estudantes. Na nova temporada, as sessões ocorrem semanalmente com alunos de escolas públicas municipais.

As visitas on-line aos museus, que unem arte e tecnologia e agora serão exibidas em grande dimensão na tela de cinema do CIC, são conduzidas por um arte-educador que convida os visitantes a conhecerem exposições em cartaz pelo mundo, comentando as obras, trazendo curiosidades sobre os artistas, explicando as técnicas utilizadas nas pinturas e esculturas e abordando os contextos históricos.

“Reformulamos os cinco roteiros que já tínhamos e acrescentamos dois novos tours, estes voltados para arte moderna e contemporânea”, contou o arte-educador Cláudio Toscan, 36, que tem licenciatura em artes plásticas pela Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e está envolvido no projeto virtual desde o início.

Os roteiros que já existiam antes e foram reformulados também ganharam novos títulos: “A Arte Clássica”, “Onde Vivem As Musas”, “Cotidiano”, “A Arte Brasileira” e “A Renascença Italiana e a Capela Sistina”.

“Arte Moderna em Exposição” e “Arte Contemporânea - Espaço Aberto” são dois novos roteiros, que fazem passeios pelos jardins do Instituto Inhotim, em Minas Gerais, mostrando obras de artistas renomados como Adriana Varejão, Tunga, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, entre outros. Em um segundo momento, aborda a street art em grandes centros urbanos, como Bogotá, Roma e Londres.

O projeto Museus Virtuais agora tem outra novidade, o “passaporte”, que permite ao visitante controlar suas participações no programa. “Cada tour tem um carimbo específico, e assim o público não tem como se confundir e fazer um tour que já fez anteriormente”, explica Lins. O projeto agora está sendo viabilizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que permitiu captação de verba através do patrocínio da Unimed. Os tours virtuais aos museus são feitos através dos sites das próprias instituições museológicas e da ferramenta Google Art Project.

Daniel Queiroz/ND

Estudantes são o público-alvo do projeto que tem como intuito promover a acessibilidade à museus do mundo


Lançamento com o pé direito

Mais de 30 alunos do 3º e 4º ano da Escola Desdobrada Municipal de Jurerê movimentaram a sala de cinema do CIC na manhã desta quinta-feira (6).

Com perguntas como “essa é a maior pintura de Michelangelo?”, as crianças estimularam a curiosidade cultural e aprenderam mais sobre as artes visuais. “Parece que estamos caminhando no museu de verdade. O mais legal foi ver pinturas que a gente não conhecia ou só conhecia pelos livros”, afirmou Khauê Rosa, 10.

A colega de classe, Vitória dos Passos, 9, concorda: “Gostei de saber mais sobre a história de alguns pintores como Leonardo Da Vinci”.

A transferência do Museus Virtuais para o CIC não foi sem razão: uma pesquisa feita pela coordenação do programa constatou que 90% das crianças que participavam do projeto nunca tinham ido a um museu real.

Agora os estudantes poderão visitar o Masc (Museu de Arte Catarinense), o MIS/SC (Museu de Imagem e Som de Santa Catarina) e o espaço Lindolf Bell, que também são integrados ao CIC além do cinema do centro cultural. “Quando tivermos a exposição de Joan Miró no Masc, por exemplo, as crianças poderão ver certas obras on-line do artista catalão em alguns museus do mundo e depois apreciá-las de maneira real”, diz o coordenador Heitor Lins.

Interessados em fazer agendamento e participar das sessões do Museus Virtuais podem fazê-lo através do site www.institutomaratonacultural.com. No site também é possível conferir a agenda completa de sessões abertas ao público e descrição detalhado sobre cada um dos temas abordados.

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