Publicidade
Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 30º C
  • 22º C

Cineasta Sylvio Back faz sua estreia em contos com o livro Guerra do Brasil

Obra de ficção traz histórias e ironias sobre a Guerra do Paraguai, conflito mais sangrento da América do Sul

Carol Macário
Florianópolis

 

Divulgação/ND

Sempre às voltas com fatos históricos no seu trabalho, Back mergulha na Guerra do Paraguai

Já no título o autor convida seu leitor a decifrar as ironias e falsetas da história do continente sul-americano. Em “A Guerra do Brasil” (Topbooks), estreia no conto do cineasta Sylvio Back, ele imerge novamente no conturbado passado do Brasil, Argentina e Uruguai e ao inimigo comum da época: o Paraguai, todos atores do mais sangrento conflito da América do Sul, a Guerra do Paraguai (1864 – 1870).

Em 1987 Back realizou o polêmico filme sobre as batalhas. “Sempre me intrigou o fato de se chamar a Guerra do Paraguai como tal”, diz Back. Para os paraguaios o conflito é conhecido como "La Guerra Grande" ou "La Guerra de la Triple Alianza Contra el Paraguay". Nas pesquisas, o cineasta descobriu que já em 1866, menos de dois anos do começo, a guerra passou a ser uma empreitada quase que exclusiva do Brasil, com a maioria dos soldados brasileiros comandados por Caxias e uma minoria de uruguaios e argentinos. 

O filme de Back originalmente se chamava “La Guerra del Paraguay” por motivos de segurança. “O então secretário da cultura do Paraguai disse que esse título era inaceitável, que só autorizaria filmagens no país se eu o mudasse”, revela.

Contos paraguaios

O livro “A Guerra do Brasil” é uma coletânea de cinco histórias curtas, um “conto-poema” e um “conto-novela” – neologismo criado pelo autor. Tem ilustrações do desenhista Cárcamo e apresentação de Marcelino Freire.

Segundo Back, tudo começou no decorrer dos quatro anos que precederam as filmagens do filme homônimo, nos anos 1980. “Foi no lusco-fusco da investigação livresca e de ouvir a versão das ruas dos nossos então ex-aliados e ex-inimigos que, não só nasceu o filme em 1987, como minha cabeça ficou armazenando informaçòes de toda sorte, um imaginário multinacional que virou um inapagável "feliz tormento", conta. 

Além de ser um dos mais atuantes e provocativos cineastas do Brasil, o catarinense de Blumenau é também poeta, roteirista e escritor, tendo publicado 21 títulos. Back se confessa um apaixonado pelo conto, embora nunca houvesse produzido antes. “Desde a juventude ele me atrai, tanto os lia muito quanto ensaiava escrevê-los”, conta.

 Leia matéria na integra na edição de segunda-feira (26/12) do jornal Notícias do Dia

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade