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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Cantora Céu apresenta o projeto com músicas do Bob Marley e The Wailers

Apresentação acontece nesta sexta-feira, na Praia Mole

Edinara Kley
Florianópolis

Uma homenagem feita com muito carinho e respeito à música jamaicana. Esta é a definição de Céu para o proje­to “Catch a Fire”, disco lançado em 1973 por Bob Marley e a banda The Wailers, e apresentado pela cantora em uma turnê nacional, com parada hoje em Florianó­pólis, no hotel Praia Mole Eco Village. Com letras combativas, carregadas de protestos a injustiças sociais e ao racis­mo, “Catch a Fire” foi o primeiro álbum de reggae a fazer sucesso fora da Jamaica e é considerado um dos melhores do gê­nero de todos os tempos.

 

Ale Manzo e Instituto Coletivo 3/Divulgação/ND
Céu promovo festa com clima jamaicano

 

 

O tributo a Bob Marley foi um convite do site Radiola Urbana, que desafiou um grupo de artistas a reinterpretar álbuns inesquecíveis lançados em 1973, para apresentação em um show em São Pau­lo. Céu, que tem relações estreitas com os ritmos jamaicanos desde sempre, bri­lhou. Com o resultado no palco “acima do esperado”, decidiu seguir em frente com a interpretação. “É um disco emble­mático e muito forte. As pessoas se veem nele. Seria injusto fazer só uma apresen­tação”, explica.

Dar sua versão às músicas de um dos nomes mais influentes da música mundial é, para a artista, uma mistura de prazer e responsabilidade. Apesar de se relacionar com o gênero há tempos, e de ter regravado uma das canções do disco de Bob Marley, “Concrete Jun­gle”, no seu primeiro disco, “Malemo­lência” (2005), ela confessa que não foi nada fácil. “Foi um desafio gigante, en­volve muita coisa, as músicas são curtas e têm alto poder de tocar as pessoas, as letras são bastante críticas com cunho político forte. É um disco intenso, com­bativo, não foi fácil fazer”, descreve.

Além de relembrar os clássicos de Marley, Céu coloca à mostra alguns rit­mos que passam despercebidos pelo pú­blico. “Eu gosto e pesquiso essa música há muito tempo, e esse trabalho mostra que a Jamaica não é só reggae, tem uma série de subgêneros e outras vertentes. Eu sou muito encantada com isso, desde sempre”, conta a cantora, feliz por voltar a Florianópolis. “Adoro Floripa. Só fui para tocar, mas acho lindo. O público é quente e é sempre muito especial tocar aí. Pesso­as que moram perto do mar são sempre muito astral”, conta.

Quem não quiser perder o clima ja­maicano de Céu, deve correr para a próxi­ma cidade onde ela se apresenta ou para a internet, assistir vídeos gravados pelos fãs. “Não pretendo gravar um disco do disco. Acho que esse projeto é legal só pra show mesmo”, adianta. Se rolar, as grava­ções para 2014 devem ficar em torno do DVD de “Caravana Sereia Bloom”, lança­do em 2012. Quem for ao show, não deve esperar muito do trabalho autoral, pelo qual é apreciada na Ilha, “músicas de meu repertório, só no bis”.

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